Pimenta Rosa

spicy and girlie

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6 de August de 2010

Traz a Torah e o cacau!

O twitter é aquela bagunça, então muitas vezes eu estou dando uma lida na timeline e, quando vejo que alguém interessante postou um link que parece ser legal, sempre abro em uma abinha pra ler depois.

O duro é quando você já está fazendo isso a uma hora, e depois não se lembra porque tem tanto vídeo estranho carregando no youtube, fotos do looong cat ou notícia fora de contexto aberta ali do lado. ¬¬

Então, não me perguntem quem deu a dica do link pra Beth Chocolates que eu não sei!

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Bom, tá, tudo bem, sou durona e chocolates fofos não me impressionam.

Mas chocolates fofos e judaicos siiiiiiiiim!

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A judia-wannabe dentro de mim ficou doida! Quero muito! Quero todos!

Beth, me enche aí um quipá desses, faz favor?

Pode se converter só pra ganhar uns desses no bat-mitzva?

Pode? Pode? Heinnnn? :D

Vó, desculpa, mas hóstias não são a mesma coisa!
29 de July de 2010

Cheesecake de mentira

Eu sou o tipo de pessoa que acha Romeu e Julieta uma heresia gastronômica, porque nããão permito queijo perto da minha goiabada! Chame a dama de companhia que essa cascão é de família! Hunf.

Não quero, não gosto, não consigo conceber coisa doce com coisa salgada.

Por causa desse forte princípio culinário que guia minha maneira de viver, eu nunca achei que ia gostar de cheesecake,  porque… né? Bolo de queijo?

Puta coisa esquisita.

E aí, veio o quê? Veio aquele episódio do Friends, onde o Chandler e a Rachel quase se matam durante vinte minutos por causa de um cheesecake. E aí, tudo que eu sonhava na vida era achar na porta do vizinho uma caixa do Mama’s-Little-Bakery-Chicago-Illinois.

Começou então a larica do cheesecake. Onde achar? Qual receita fazer? Mas TUDO isso de cream cheese?!

Ain, que caroam. E vai tanto. Parece que eu não tô gostando do preço desse negócio.

Bom, achamos uma infinidade de receitas e fizemos um monte, durante meses. Com cream cheese, sem cream cheese, com iogurte, com limão, com alucinógenos, com opiáceos, tâmaras tailandesas, lavagem de porco e adubo de planta. Diga o seu jeito de fazer um cheesecake que provavelmente já foi feito nessa casa. Assado nesse very fogão.

Pessoalmente, a que eu mais gosto, é a mais simples (sou uma menina de coração puro e gostos humildes) e fácil de fazer. Vai pouca coisa e fica assim, di-li-ça. Eu agarantcho.

Eu digo “de mentirinha” porque bani o cream cheese, mas ainda assim, vai queijo.

Quer aprender? Quer mesmo?

Então agarra aí meio quilo de ricota bem fofinha, um pacote de bolacha maisena, 100g de manteiga, uma lata de leite condensado e VEM COMEEEGO!

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Mas, pra mim, fazer sobremesa é uma arte sublime, uma atividade assim, cheia de charme, então não posso deixar que você faça isso toda esculhambada, minha cara leitora.

Primeiro, precisamos do clima. L’ambiance.

Vai lá pegar aquele seu colar de pérolas (se estiver descascando, a gente não liga), sapeca aí um coque nessa cabeça e coloca o avental embaixo dos peito. Pronta?

Agora coloca uma trilha sonora. Coloca uma música francesa!

Se você for que nem eu, e a única coisa francesa no seu iTunes for a trilha sonora da Amélie, baixa essa aqui ou essa aqui (se for depender de rádio, te aviso que o máximo que você vai conseguir, com muita sorte, é um Ne Me Quitte Pas, mas as chances de você começar a sensualizar junto às panelas e se sentir espiada pelo Leonardo Miggiorin na janela da cozinha são maiores que fazer o cheesecake).

MAS ENFIM!

Tá jóia? Vitrola rodando? Tá gata? Tá Meryl Streep em qualquer filme depois de 2008? Então você tá pronta.

Vamos começar!

1) Primeiro, a massa.

Coloque o pacote de bolacha no liquidificador. Bora moer!

Mas assim, coloca com calma, com carinho, com todo aquele amor e respeito. Quebra um pouco com as mãos e e vai pondo aos poucos, senão não dá muito certo. Meter o pacote inteiro de bolacha e apertar o nível “picando gelo” já me rendeu fumaças suspeitas e nada bem-vindas saindo do aparelho uma vez. E você não quer isso.

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Coloca de pouquinho e bate. Mas bate como se não houvesse amanhã. Bate até triturar, até não sobrar nenhum pedacinho. Você quer os restos mortais desse pacote! Bate um tanto, e coloca em uma vasilha. Daí bate mais um pouco, e coloca na mesma vasilha.

E assim você vai, batendo e tirando a farofa, feliz e contente, até acabar o pacote. Daí, você coloca a manteiga numa cumbuquinha (eu adoro essa palavra, vai ser o nome da minha primeira filha. “Essa é Cumbuca, Cumbuca Beraldo!”) e dá uma esquentadinha, mas não muito, só pra ela dar uma amaciada.

Porque manteiga é uma coisa hardcore, entendeu, e tem que dar uma castigada antes de usar. 30 segundos de microondas! Pede pra sair!

Er… mas então, onde estávamos?

Ah sim. Daí, mistura a sua farofa de bolacha de maisena com a manteiga. O importante é dar liga, pra que isso tudo vire uma massaroca, então eu confesso que eu não faço idéia de quanta manteiga eu usei. Foi um momento subjetivo naquela cozinha. Intuitivo. Especial. Coloquei até que bastasse.

Agora, você unta uma forma daquela que sai o fundo e vai forrando com a massa. Essa parte é chata. E demorada. Vai te fazer pensar na vida, nas suas dúvidas e angústias, nas grandes questões da humanidade. E você não vai gostar.

Apertou? Forrou tudo bonitinho?

2) Então é hora do recheio.

Você vai colocar também no liqüidificador (afinal, nada de ter trabalho misturando nada à mão. Você está usando pérolas, for God’s sake!) o leite condensado e a ricota, usando o mesmo princípio do “vamos devagar com as quantidades a serem batidas”.

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Bateu? Misturou tudo? Foi bom pra você?

Agora, então, coloca na forma e depois põe no forno (que estava lindamente se pré-aquecendo há uns dez minutos), abaixa o fogo e vai ser feliz.

Ou melhor, vai ser neurótica, porque na receita original não há uma indicacão de tempo, nem de temperatura. Siga o seu coração. E deixe até “parecer firme, porém ainda balançar ligeiramente no centro e estiver levemente dourado.”

Na língua do meu fogão, isso se chama pouco mais de meia hora.

Tira, espera esfriar e coloca na geladeira, onde ficará por hooooras, até ficar gelado AND maravilhoso.

Todo mundo ainda comigo? Tão agüentando a verborragia culinária?

3) Então pinga aí o Moura Brasil que eu vou ensinar a calda!

A calda é, tipos, mais simples ainda: dois terços de uma xícara de leite e uma xícara de Ovomaltine. Deixa o fogo fazer a sua magia, e vai mexendo por até uns 5 minutinhos depois de ferver.

Assim, se você for uma pessoa que ache que calda no cheesecake é algo meramente figurativo, essa quantidade está ideal e o-kay. Mas se gostar de uma coisa, digamos, mais chafurdativa (como eu!), te aconselho a dobrar a receita. Hmm… ah, triplique, vai.

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E pronto. Maravilhas.

Me diz aí se não ficou gostoso, vai. Me diz!

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