Pimenta Rosa

spicy and girlie

2 de April de 2013

Bath And Body Works <3

A Bath And Body Works foi mais uma marca apresentada pra mim pela Babi, que me deu um mini álcool em gel com cheirinho de doce de pêra (?) uma vez e me fez ficar apaixonada! O cheirinho era tão bom, e ele durou tanto na minha bolsa, que eu não consegui não ficar obcecada pela marca, haha.

Infelizmente, a BBW não vende oficialmente no Brasil, apenas em lojinhas nos xing lings espalhados por SP ou em alguns resultados desconhecidos no google, que fica a critério do freguês arriscar comprar.

Depois de uma viagem, a Babi me volta com uma informação que me causou ainda mais sofrimento: as velas perfumadas da Bath And Body Works são incríveis, as melhores que ela já experimentou! Fiquei triste pq vela perfumada pra comprar aqui no Brasil já não costuma ser lá muito barata, e uma indicação de velas boas é sempre muito valiosa, porque só deus sabe a enorme tristeza de comprar uma que não tem cheiro de nada além de parafina quando você acende, mesmo que o rótulo insista em dizer que ela é de baunilha.

Long history short, eu e a Jess acabamos fazendo uma loucurinha no site da marca, e compramos algumas velas, entre outras coisas, de lá. Usamos o Shipito, do qual eu não entendo muito, mas, em resumo, é uma alternativa pra você poder comprar coisas em sites que não entregam no Brasil, mandar entregar numa espécie de caixa postal lá fora e, de lá, pagar um segundo frete pra que você receba as coisas aqui. Um pouco trabalhoso e não lá muito barato (ao menos, nesse caso, por causa do peso das velas, o frete saiu super salgado, coisa de R$10 por item que cada uma comprou), mas ao menos não fomos taxadas e as desejadas velas, no fim, chegaram. Yay!

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Eu e a Jess aproveitamos uma promoção em que, a cada vela pequena, na compra de uma, você ganhava outra. A BBW tem outros tamanhos, como a mini e uma grande, com três pavios, pra você acender no jardim, por exemplo. O nosso tamanho é intermediário, o que quer dizer que a previsão é que ela queime de 10h a 15 horas. Porém, a recomendação é que você não deixe nunca uma vela acesa direto por mais de 4 horas!

Compramos os seguintes aromas:

- Palm Beach Cooler: A descrição é um cheiro de “uma mistura de frutas silvestres (bright berries), grapefruit açucarada e coco fresco”. O cheiro é bem docinho e açucarado mesmo, e, mesmo fechada, o cheiro da vela fica no quarto todo. Nem é preciso acender! Ela é bem gostosa e tem um cheiro bem “alegre” e, apesar de doce, até meio veranil.

- Cinnamon & Clove Buds: Essa vela, nada mais é, do de que cravo e canela! A descrição no site é de que ela seria “uma mistura doce e quente da clássica canela com um pouco de cravo e um toque de baunilha pra evocar a lembrança das tradições das festas de fim de ano (considerem uma interpretação/tradução meio romântica, a minha, haha)”, mas, na real… tem muito é cheiro de canela. Veja bem, amo canela, amo mesmo, mas acho que é fácil errar a mão e a coisa toda ficar só com o cheiro dela. Essa tem um cheiro bem forte de canela apagada e, mesmo que acesa o perfume dela fique um pouquinho mais mascarado por causa dos outros ingredientes, não vou mentir: se você não gosta de canela, fique bem longe dessa vela.

- Spice: Essa também tem um cheiro de canela (red cinnamon), mas menos do que a de cima. Além disso, os outros ingredientes dela são “um toque de casca de laranja e creme de baunilha”. Ela é mais suave e, se fosse comprar de novo e estivesse afim de algo com um pouco de canela, ia preferir essa, onde os perfumes dos outros componentes aparecem mais.

- Frosted Cupcake: Essa vela, olha… Tem cheiro de bolo. E pudim. E todas as delícias mais gostosas que você poderia querer comer na sua vida. Segundo o site da BBW, ela tem “notas da fava fresca de baunilha, açúcar, massa de bolo e cobertura de ‘buttercream frosting’”, aquelas dos cupcakes.

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Minhas preferidas: a deliciosa Palm Beach Cooler, que tem “cheiro docinho de festa”, e a Frosted Cupcake, que tem o cheiro doce mais delicioso que eu já senti, sem ser enjoativo. O melhor dessas duas é que você basicamente nem precisa acendê-las. Basta destampá-las e o seu quarto fica todo perfumado!

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Outra coisa legal (e que eu esqueci de fotografar, sorry) é que, quando você abre a tampa, dentro dela tem tipo um “forro” de uma borracha macia, que parece silicone, e que é perfeito pra acomodar a vela ali enquanto ela queima.

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Aproveitei também a compra pra garantir mais uns PocketBac, os álcool em gel deles. Já tinha uns 4, alguns que tinha ganho do meu namorado, mas aproveitei e comprei o Island Breeze e mais um do Dancing Waters! Enquanto o primeiro é um cheiro bem delícia, com cheirinho de drink tropical e com toda uma coisa praiana rolando, o Dancing Waters tem um cheiro suave de limpeza mesmo (e “flores frescas), pra quem não gosta de muito perfume em álcool em gel. Afinal de contas, a gente às vezes usa eles antes de comer quando está na rua ou coisa assim, né.

As bolinhas nos frascos eu li que são “esferas hidratantes de vitamina E”, se não me engano.

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Eeee, por último, os sabonetes que viram uma espuminha quando saem do pump e dois pequenos hidratantes pra levar na bolsa! O Lavender Vanilla é meu segundo frasquinho, e eu amo que eles falam que é um perfume que te acalma e te ajuda a dormir, o que eu concordo e sempre deixava o meu do lado da cama, pra usar antes de deitar.

:)

Dá pra achar os PocketBac, sabonetes e hidratantes nesses xing lings que eu falei aqui no Brasil, e nas lojinhas online. A tristeza são as velas, né? Por causa do peso, vira um problema, e pouca gente traz pra cá. Porém, existem também aromatizadores de ambiente que você coloca na tomada e escolhe a sua essência. Esses, ao menos, são mais fáceis de achar em lojinhas online!

Tem algum perfume das velas deles que vocês recomendam? Estou pensando em fazer um post contando sobre minhas outras velas perfumadas (as outras todas compradas no Br mesmo), pq acho que isso é uma coisa bem útil pra quem, como eu, gosta delas.

:)

PS: Vou responder os comments do último post hj! Desculpem a demora e o sumiço!

:)

12 de March de 2013

Morte Súbita

Vocês se lembram de Válter Dudley, o tio horroroso que infernizou Harry Potter por anos?

Pois talvez essa seja a única semelhança do novo livro de J. K. Rowling, autora de Morte Súbita, com a saga HP.

Casual Vacancy, o nome original do livro, não tem nada da magia, cenários e criaturas fantásticas e relativa inocência dos livros que a autora já escreveu. O “primeiro romance para o público adulto” dela é bem diferente do estilo de Harry Potter.

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Assim, já começo essa resenha explicando que sou péssima pra comprar livros. Péssima. Só compro os que me recomendam, caso contrário eu, infelizmente, acabo julgando o livro pela capa mesmo. Sou realmente ruim pra isso. No caso desse aqui, comprei porque amo de paixão cada página que J.K. já escreveu antes, e mesmo sabendo que não ia ter absolutamente nada do Harry nessa história, isso já foi motivação o suficiente pra cruzar o caixa da Saraiva com ele.

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A história se passa em Pagford, uma cidade minúscula e bem conservadora, repleta de personagens que se parecem e muito, em sua maioria, com os Dudley: interessadíssimos no estado do seu jardim e na vida do vizinho, mas basicamente pouco se lixando pra qualquer coisa que não seja o seu bem pessoal. A cidadezinha não tem um prefeito, mas um Conselho Distrital, que é pano de fundo praticamente para tudo que acontece no livro.

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Já nas primeiras páginas do livro, Barry Fairbrother, um dos conselheiros, morre, e o livro vai narrando as decorrências da morte de Barry na vida de vários personagens. São donas de casa desiludidas com seus casamentos, adolescentes que se auto-mutilam, pessoas com problema de bebida, drogas, egos inflados. As questões que Morte Súbita trata são muito amplas, mas nenhuma delas aparece como menos importante.

Uma coisa que me incomodou no começo foi que, ao que parece, J. K. resolveu que OK, “muito bão, muito bem, meu primeiro romance adulto, então vou falar todos os palavrões que já ouvi na vida e encaixar toda referência chula ao sexo também”. Nada contra nenhum dos dois (só deus sabe a pedreira que eu viro quando tô realmente puta da vida, falo palavrões que nem eu achava que sabia), mas soava mais como se ela quisesse uma impressionada, criar algum tipo de choque de realidade que ficou meio artificial, na minha opinião. Fora que uma coisa é ouvir, outra coisa é ler três palavrões numa só frase de um personagem, por exemplo, o que eu acho que fica cansativo. Ao longo do livro, no entanto, não sei se a gente se acostuma ou se tem uma leve diminuída, mas isso passa a chamar menos atenção, e nos concentramos mais na história em si, o que é bom.

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Em relação aos personagens, eles são muito diferentes dos do mundo de Harry (desculpem, mas pra mim é muito difícil não comparar nem um pouquinho). Eles são…. fracos. Em sua maioria, me parecem pessoas fracas, pelo menos inicialmente.

A vaidade é um sentimento muito presente em Morte Súbita. As aparências são muito importantes para a grande maioria deles, mas mesmo com teto de vidro, ninguém hesita em atirar a primeira pedra no vizinho. O problema é que todo mundo tem um segredo a esconder, e lidar com suas vergonhas, seus segredos, desejos e inseguranças é o que torna o livro interessante, porque vamos acompanhando como cada personagem vai lidando com tudo isso.

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 Alguns, no fim, se mostram realmente pessoas pequenas e mesquinhas. Outros, acabam surpreendendo e mostrando uma coragem e franqueza que a gente não esperava. O sentimento no fim do livro a respeito dos personagens é bem curioso. De um monte de esteriótipos cansativos e aparentemente superficiais, eles vão se desenvolvendo em pessoas realmente complexas, e, o mais interessante, é que a maioria delas acaba se mostrando que não é simplesmente “boa” ou “ruim”, mas apenas humana, com a possibilidade de ter força diante de uma situação difícil ou fugir e se esconder de uma provação. O livro fala, basicamente, de escolhas.

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Uma coisa que faz a leitura realmente gostosa é que J. K. cozinha a gente em fogo lento, no início, mas, quando vemos, já estamos fisgados. Ela constrói devagar todo o cenário, com todos os seus detalhes, cheiros, texturas, materiais, gostos, cores. Tudo tem um porque dela descrever, e muito do caráter dos personagens é revelado de jeitos muito sutis. Então, quando ela fala do tipo de roupa, da bebida preferida, da intenção de alguém ao fazer uma coisa simples, como escolher uma bebida ou se servir de mais um pedaço de bolo, é como se ela os pegasse desprevenidos fazendo algo que denunciasse, pra bem ou mal, exatamente a essência deles.

Eu gosto muito de livros descritivos, mas parece que existe bem um limite. Detalhes de menos, e a história parece que perde a importância, e até a credibilidade. Parece que não dá pra gente conhecer os personagens de verdade, sabe? Detalhes a mais, e você começa a viajar e tentar lembrar o que tem na geladeira pra você jantar.

A autora parece que conta os detalhes certos, e isso é o que eu mais gosto no jeito dela de escrever.

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No fim, eu senti que o livro começa mostrando como Pagford é unida, e como isso é negativo e positivo em diferentes aspectos. Com o desenrolar das histórias paralelas, nós vamos vendo que, na verdade, os moradores não são tão unidos no sentido administrativo da coisa, organizados como uma cidade. E, sim, mostra como a trajetória de vários personagens, que inicialmente parecem não ter nada a ver com a vida do outro, acabam unidas, de jeitos bonitos e de jeitos trágicos.

E, fazendo toooooooooooda a força do mundo pra não contar nenhum spoiler (gente, quem me conhece percebeu que eu tô SUPER contida nessa resenha, haha! tô realmente tentando), a surpresa pra mim foi perceber que, na verdade, a morte súbita não foi de Fairbrother, mas de outra pessoa no livro.

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E vocês aí, quem já leu? Gostaram? Contem pra mim.
:)