O bom de ser caipira
Eu vou te falar que eu não acho que os 230 km que separam São João da Boa Vista da capital são muita coisa não, viu.
Já falei que faço em quatro horas de ônibus, né? Duas horas e meia se for de carro, muito bem embalada pelo luar do domingo à noite… e pelo dramin.
Hoje, já me acostumei com a via sacra e nem ligo, mas se tem uma distância que parece muito maior e ainda parece aumentar de vez em quando, é a diferença de mentalidade do povo paulistano em relação aos interioranos. Mesmo nos dias de hoje, tem horas que ter vindo de algum lugar que não computa alguns milhões de habitantes pode fazer com que você se sinta um belo de um peixe fora d’água.
Aconteceu logo na primeira semana de aula na faculdade. Todo mundo roxo de vergonha de ter que se levantar em uma das aulas pra falar quem era, daonde vinha, em qual momento importante e decisivo da sua existência decidiu prestar psicologia e não aramaico.. essas coisas.
Não importa que uma menina loirinha delicada e de sorriso tímido conte que acabou de passar máquina zero no cabelo pra tirar os dreads. Não importa que um cara barbado, de uma juba incontrolavelmente cacheada e (um único) brinco de argola fale assustadoramente sobre transitoriedade e existencialismo logo no primeiro dia.
É abrir a boca pra admitir que você saiu de alguma cidade cujo nome leve mais de três palavras, que você já começa a identificar uns sorrisinhos maldosos de canto de olho.
Da primeira vez que eu disse “porta” em voz alta, eu sabia que estava condenada.
- Então você é do interioRRRR, é???
- Err.. sou.
E aí começou a chateação. ” Lá tem semáforo?”, ” Mas tem cinema???”, “É São José do quê mesmo?”.
São João. SÃO JOÃO.
O momento mais crítico foi durante a época do escândalo receita-operação-narciso-tranchesi: “Você sabe o que é Daslu?”.
Eu revirava os olhos.
E isso não só dentro do campus. Durante todos esses anos, pessoas completamente incapazes de compreender a aparentemente desafiadora natureza de uma cidade normal do interior foram cuidadosamente colocadas no meu caminho em momentos estratégicos, com perguntas tão ou mais débeis que essas.
Perdi horas preciosas da minha vida em explicações idiotas sobre como boate não é puteiro, por bosta quer dizer pra caramba, e que não, cara, eu não sei andar a cavalo. E eu sei que é absurdo, mas não sei a letra de “Menino da Porteira”.
Curiosidade normal é legal mas, pelo visto, nada é mais complexo para um paulistano entender do que um caipira. Se não é metrópole, ou é roça ou é praia. Ponto final. Não existe um meio termo. Onde São João, infelizmente se encaixa.
Daí um dia, eu tava no supermercado. Como sempre, inconformada com a quantidade de frescura que o Pão de Açúcar considera mais importante do que papel higiênico (então judeu rico vive só de croutons e Lindt, vai ver, né), quando dei de cara com uma geléia com rótulo estranhamente conhecido. Simples, com a cara de uma velhinha simpática e letra cursiva. “Espírito Santo do Pinhal”. Porra, Pinhal fica do lado de São João. Dá nem vinte minutos. A mulher que faz isso aqui já foi até na casa da minha vó levar uma goiabada.
E, no entanto, lá estava a tal da geléia, no meio de outros mimimis da Casino, dividindo a prateleira com um doce de leite argentino e com um marrom glacê de origem impronunciável. Em toda a sua glória e superfaturamento. Com status de iguaria.
E foi aí que eu rachei o bico de dar risada. Sozinha. No meio de um corredor do Pão de Açúcar.
Daí, eu entendi.
Entendi que era eu que tinha que rir do povo pagando uma nota por uma geléia simples de interior, indo comer comida típica de fazenda por quilo, de comida mineira, no meio de um shopping lotado e barulhento. Procurando a paz artificial de qualquer pousadinha com um jardim se achando hotel-fazenda por aí, pagando uma nota pra ouvir música sertaneja last season num show da Vila Country.
A minha vida de sanjoanense na capital depois desse dia nunca mais foi a mesma. Toda vez que eu soltava um “almoçano”, fazia alguma referência roceira desconhecida ou me mostrava perdida em matéria de algum assunto cosmopolita e tinha que agüentar um olhar de superioridade ou uma risadinha inconveniente, eu sorria e lembrava da geléia. Ah, bendita Nhá Tuca.
Desculpae, paulistanos. Os caipiras são vocês.





Lindo, simplesmente LINDO!
Vc conseguiu expressar o que muitas vezes eu senti! Eu falo porrrrrta? Sim, mas não somos só um sotaque! Somos muito mais que isso! Sai pra lá com essas risadinhas maléficas e arzinhos de superioridade!
E quer saber?
Sinto maior orgulho de morar na VARGY (com Y é mais chique!)e ir trabalhar a pé! E chegar em 5 minutos! YES!
Ai Feh, juro por Deus que soltei uma risadona aqui qdo li “E eu sei que é absurdo, mas não sei a letra de ‘Menino da Porteira’”. Hahahahah! Realmente as pessoas generalizam. Ainda mais os paulistanos, que falam com seu jeitinho irritante cantado, colocando “i” onde não tem. “Seteinta”
Sei bem como é, sou de São José dos Campos, e toda vez tenho que explicar que aqui é uma cidade do interior com jeito de metrópole. Mas nada comparado com o povo que pergunta se vc não sabe andar a cavalo. hauahua! Mt sacanagem! Tem gente mt sem noção nesse mundo. Capaz que nunca viram uma galinha! hahahahaha! Beijão gata!
Parabéns!!!
Também moro no interior e apesar de todas as limitações das cidades pequenas a gente merece respeito, neammm!!!
Faz pouco tempo q visito seu blog, mas já sou fã!
Beijocas!
HAHAHAHAHAHAHA mto bom
nasci em Campo Grande, mas moro no interior de SP há mais de 10 anos
também falo porrrrta, tenho aquele sotaque de interior.. e não sei andar a cavalo
ps: aqui não tem cinema ;x
oii
sei bem o que é isso fê. não sou do interior mais sou de ITAQUAQUECETUBA, e sempre tenho que repetir 348768 o nome da cidade quanto vou pra são paulo, é ridículo ver a cara das pessoas perguntando: otaqua o que?
e ver as pessoas te menosprezando e achando que sou uma marginal
mas não ligo, confesso que ja tive muita vergonha, os próprios habitantes daqui tem vergonha da cidade,mas não deveria ser assim… o povo que faz a cidade né, e com esse sentimento de ”culpa” de ser ITAQUAQUECETUBENSE que sejamos sempre os ”marginais” do alto-tietê bosta rsrs
bjs
bjss
No fundo faz total sentido, acho que é só uma questão do bom e velho preconceito do paulistano que se acha superior por morar nessa cidade que, se pararmos pra pensar, tá um verdadeiro lixo, faltando agua, transito, calor, tudo pelo…
É, a vida na roça ta me parecendo cada vez mais interessante. HAHAHA :*
ps: andei de cavalo 1 vez, com uma pessoa segurando e fiquei gritando igual uma louca! Depois disso nunca mais.
super me idenifiquei! e sabe porque? porque eu sou portuguesa e bem…voces brasileiros ainda pensam que portugal é so quintas e as mulheres ainda usam bigode! grrrrr ja tive brigas com amigos meus basileiros por eles nao abrirem o olho e terem ao menos curiosidade de conhecer a nossa realidade que e equiparada a qualer pais europeu
adoro teu blog bjo***
Seus posts estão cada vez melhores. Se vc que é o interior de SP passa por isso, imagina o que a gente do Nordeste escuta qdo vai praí.
Essa ficha tbm caiu p/ mim no melhor estilo: “eu moro onde vc passa férias”, sabe?
Rsrsrsrsss
Bjs!!!
E eu então que ainda por cima sou de uma cidade com nome de sanduiche !!! shauhsuahsuha
Sou de Bauru, falo porrrta, mas eu já andei de cavalo e até dirigi charrete!!! Mas isso foi em Perereiras, aonde é roça mesmo!!! Bauru nem tem cavalo não !
hahaha adorei o post, e sou super paulistana. entendo tudo o que você disse e é quase tudo verdade…
só não entendo o porque todo mundo adora falar mal de sao paulo e paulistas e sempre vem morar/estudar aqui….enfim, né?
aqui tem milhões de coisas ruins e boas (que talvez sejam as mais importantes, ja que as pessoas continuam vindo morar e ainda e moram aqui).
btw, adoro caipiras! hahaha
beijos
Livia, paulistanos que se mudam pra SJ tbm tem q aguentar esse tipo de coisa. Ninguém nunca vai estar satisfeito. E essa é a graça da vida
E o comentário da Jé falou muitas verdades tbm. Muita gente não tá aqui por que quer, mas pq precisa. Mas eu gosto de SP sim. Na maioria das vezes.
Oi! Vixe, amei o texto… li duas vezes, uma vez pra mim, e quando vi que era tão bom, li em voz alta pro marido ouvir tb…
))
Tb somos da cidadinha do interior, e sim, compreendo perfeitamente vc, pois tb fiz facul em SP…
E ri mais ainda, porque meu apelido no primeiro ano era: “Porrrrta”, e vc sabe bem porque!
rsrrs
Mas, não troco minha vida quase de roça pela loucura e correria da capital!
Super bj!
Menina, tente viver com o rótulo de taubateana no RIO DE JANEIRO! Aí sim vc vai ver o que é tristeza. São Paulo é LUCRO!! hahah
Amei o texto, simplesmente espetacular!
Um beijo!
Excelente!! Hahahahahha, já sei quem é a menina ex-dreads e sei quem é o cabeludo hahahahahahahaha (pra quem, aliás, eu reviro MUITO os olhos de tão ridículo).
E é isso mesmo, Fê. Tem gente não conhece nada por aí.
Mas.. eu sei andar a cavalo! Meu pai tinha sítio e era uma das minhas atividades das férias. Deixar o cavalo suado só porque eu andava de ponta a ponta do sítio.
Gostei muito desse post. Ouço muito “Pinda o que?”. É. Isso mesmo, retardado, Pindagoiabada. Aham. Engraçado, né. Ô.
Beijão
Sou de SP, mas falo poRRRRta como se viesse do interior, já rendeu muitas risadas e muita identidade com o namorado, que é de Limeira. Mas só em SP que boate é puteiro e morro de rir com o pessoal de fora que vem em casa pq já aviso: cuidado pra não falar boate aqui. É casa noturna (isso sim lembra puteiro) ou danceteria (na minha adolescência). Mas adoro sotaque do interior paulista, na minha preferência, só perde pro mineiro.
Beijo!
E um ps pra livia (a de letra minúscula).
Também concordo que Sp tem coisas boas e ruins. Sei bem disso, já que moro há 13 anos aqui.
Concordo que a gente tem que vir estudar, trabalhar porque é necessário. E que Sp Cultural é extremamente interessante.
Mas não é só isso que faz uma cidade. E em relação à qualidade de vida, é ridículo de ruim e nem é necessário listar tudo aqui, porque a gente que mora aqui sabe muito bem o que é.
Essa é a razão pra falar mal de Sp.
E complemento com o que o Fernando disse (é o FÊ?)
Beijos de novo.
Hahaha é ele mesmo!
Sabe o que é pior do que esses paulistanos de que você falou? Os campineiros que acham que aqui é alguma capital.
Sério, o cara tá aqui em Campinas, interior de SP, e se vai viajar pra qualquer cidade que não seja litoral ou grande São Paulo diz que “vai lá pro interior”. E o caboclo pensa que está onde, na praia?
Tsc, tsc, tsc
Beijocas!
HAHAHAHAHAH
Muito bom! Realmente, os campineiros fazem isso, e é tosco.
Até no Rio que é metrópole, boate é boate. Só aqui em São Paulo que boate é puteiro.
Bizarro.
Hahahaha ! Sofro com isso até hj. Perguntam se Uberlandia tem fazenda, se é só mato,se lá existe shopping… essas coisas.
Sem falar que paulistano adora tirar uma com os mineiros.
KKK… Mto engraçado isso mm… acontece, mas acho q tbm não dá p generalizar todos os paulistanos neh? Eu sou paulistana e já aguentei esse arzinho de superioridade de uns catarinenses se achando o fino da bossa! hauuahua
Acho que isso vai de pessoa pra pessoa.Eu não ligo se a pessoa fala poorrta, mas gente, boate é puteiro sim! huahuhauhuah
bjaO Feh!
Hahaha é q generalizando tudo fica mais engraçado
Como assiiim, não tem a menor lógica, hahah! Boate é boate.. puteiro é zona mesmo!
A M E I !!!
Adoro seu blog e já leio há algum tempo, mas nunca deixei comentário. Mas hoje me identifiquei completamente com o que vc escreveu no post.
Se vc acha que os paulistanos acham que quem é do interior de SP é caipira, vc não tem ideia do que pensam de quem mora em outros Estados.
Sou de Goiânia e vou sempre à SP pq meu namorado mora ai. Quase todo mundo me pergunta se aqui tem cavalo na rua e se tem engarrafamento. Gente aqui é capital e tem quase dois milhões de habitantes. É claro que não tem cavalo na rua e que tem sim muito engarrafamento.
Bjs
Boate é puteiro??? Nem eu sabia!!!!!!!!!
o.O
hauhauhauhaua
Fê, minha irmã tá morando em Rio Claro, eu sempre dou uma zoadinha básica do sotaque adquirido dela!!!
Mas só disso, tá?!! Não sou uma anti-caipira. É só que porrrta é engraçado mesmo!!!!! hauhauhauahuah
Bom, eu sei falar que nem colono (caipira do sul) melhor que o meu namorado que é um legítimo colono!!!! hauhauhauha
Hahaha Bianca, vc está oficialmente banida desse blog, mande sua irmã vir comentar no seu lugar, hahaha
Tbm não entendo.. em Sj, puteiro é puteiro. Ou zona.
Beijos
Olá. Faz alguns meses que visito seu blog, mas nunca comentei [tenho uma certa "timidez" para comentar em blog de gente que não conheço pessoalmente, digamos assim], mas agora eu tenho que me manifestar. Porque eu sou paulista. Não sou paulistana, já que nasci em Guarulhos, mas cresci na Saúde, então me considero paulistana. E acho que nós, paulistanos [ainda que pseudopaulistanos, como é meu caso] também temos o direito de resposta.
Sim, existem esses idiotas, mas não generalize. Nem todo mundo é assim. E não pense que isso só acontece com você porque você é interiorana. Se você foge do padrão descendente-de-europeu-classe-média-alta-patricinha-da-metrópole ou do padrão negro-com-orgulho-sou-batalhador-mas-venci-na-vida-e-sou-da-metrópole, você vira motivo de chacota. Só isso.
Você, certamente, é descendente de algum povo europeu. Você, certamente, é da classe média [não arrisco dizer classe média alta, mas acho que é, sim, classe média]. Você tem um quê de patricinha [quando digo patricinha, não é de forma pejorativa; é mais para dizer que você é arrumadinha e tudo o mais]. Só que você não é criada na metrópole. Você “puxa” o R.
SÓ isso.
Veja, eu sou uma típica ‘paulistana’ criada na zona sul, que cresceu batendo pé na Paulista, na Av. Jabaquara, na Liberdade e no Centrão. Eu tenho aquele sotaque meio italianado, de paulista que mora em apartameeeiiinnnnnto, sabe? Sempre frequentei o teatro da Fiesp, o cinema do Espaço Unibanco, a Benedito Calixto, o Ibirapuera e o Centro Cultural da Vergueiro. Sempre fui fã da tremenda gastronomia multicultural de Sampa. Vou de virado à paulista a jambalaya; de pizza a maamoul.
Só que sou descendente de japoneses. Eu sou JAPA.JAPORONGA. ARIGATOU. OHAYOU. CHINA. Todo mundo da minha raça tem a mesma cara. Eu sou nerd só pelo fato de ter olhos puxados. Eu, OBRIGATORIAMENTE, tenho que gostar do “nojento” peixe cru [eu adoro sashimi e SEMPRE tenho que ouvir que isso é nojento]; eu, OBRIGATORIAMENTE, tenho que saber usar hashi. Tenho que, OBRIGATORIAMENTE, ter alguma coisa da Hello Kitty [CA-GO pra Hello Kitty]. Tenho que explicar o motivo de os lutadores de sumô serem “gordões”.
Sem falar que, como boa JAPA, como SUSHI TODO DIA e não FAÇO IDÉIA do que seja arroz com feijão [aliás, "doce de feijão é nojeeentoo", mesmo o azuki sendo algo TOTALMENTE diferente do feijão que se come com arroz]. Eu não sei comer com talheres, só com “pauzinhos” [e haja risadinhas quando alguém fala "pauzinho"]. TODOS os homens japoneses tem pênis pequeno e TODAS as japonesas não tem peito e nem bunda. Todos os homens serão apelidados JOÃO ['joão-ponês'] e todas as mulheres, NEUSA ['japo-neusa'].
De uns tempos para cá, passei a me “arrumar” um tantinho mais, mas sempre fui da galera mais alternativa. Sempre fui caretona [nunca tive UM porre na vida], sempre fui jeans-camiseta-tênis. No início da adolescência, tive minha fase “grunge” e idolatrava Nirvana e Alice in Chains. Depois tive minha fase “mortícia”, sempre brancona, com roupas escuras e fugindo do sol [pensando bem, ainda sou meio assim, só aprendi a usar roupas coloridas]. Eu não era a “caipira”. Eu era a “japa”. Eu era a “japa doida”,a “japa roqueira”, a “japa punk”, a “japa roqueira drogada” ["drogada" porque sempre gostei de Sepultura, AC/DC, Ramones e Alice in Chains e ia, às vezes, ao Hangar 110 ¬¬'].
E se alguém te chama de ‘arigatou’ ou de ‘japa’ ou de qualquer porcaria assim, isso não é racismo. Eu tinha ÓDEO de um menino mulato que estudava comigo; ele olhava pra minha cara e só me chamava de ohayou, arigatou, nintendo, japoronga que não conhecia fogão, sentava no chão e só comia peixe cru com pauzinho; um dia fiquei de saco cheio e mandei, ‘Ah, crioulinho, vai pra tribo comer cuscuz com a mão e fazer vudu’. Ficou AQUELE silêncio na sala. Eu tinha uns 12 anos. Veio a professora, “Não seja racista!” e eu, “Ah, eu chamar ele de crioulo é racismo, ele me chamar de arigatou não é?” Levamos suspensão. Os dois. Ainda acho O FIM ter levado suspensão por ter me defendido. ¬¬’
E aqueles que querem ser simpáticos, vem me falar que ADOOOORAM a cultura japonesa! Que aaaaammmam pokémon, yakisoba e melona. Mas oi???? Pokémon é made in Japan, ok, mas no dia em que isso for CULTURA, eu me mato [teatro Noh, Kabuki e Bunraku ninguém conhece]. Yakisoba é prato CHINÊS. Melona vem da CORÉIA. “Ah, que é isso, é tudo praqueles lados, é tudo japa”. E “sashimi e sushi são a mesma coisa”. Aham.
Você é interiorana? Eu não sou “paty” e ainda sou japonesa. E passo por coisas parecidas. Então, por favor, não generalize. Nem todo paulistano é babaca com você só porque você é interiorana. Eu sei que meu comentário está gigante, e olha que nem mencionei as coisas pelas quais passei quando fui morar no Rio de Janeiro. Muito cariocas foram babacas comigo assim como esses paulistanos são com você. E muita gente é babaca comigo aqui no exterior [por enquanto, estou morando no Japão; daqui uns meses estarei na Austrália].
O problema, para mim, não é “todo paulistano é idiota”; está mais para “TODO ser humano, sem exceção [incluo eu e você nessa], independentemente de idade, nacionalidade, raça ou credo, tem tendência a ser preconceituoso, em maior ou menor grau. E todo preconceito leva a atitudes babacas e cuzonas”. O problema são as pessoas. Infelizmente, somos pessoas e somos obrigadas a conviver com pessoas. O jeito é se fazer de besta e bancar a louca; estressa menos. Ao menos, tem funcionado comigo.
Bárbara, eu não generalizei e não disse que “todo paulistano é idiota”.
Acho, principalmente pelo seu comentário quilométrico ter sido maior q o meu post, q vc é qm está realmente estressada com esse tipo de coisa em relação a sua descendência.
Algumas pessoas vão continuar me tirando pelo meu “poRRRta”, e eu continuar tirando minha amiga dos Jardins que fala “iraaaaado, mêo”. E assim é a vida, ué.
Ninguém agrada ninguém e todos temos diferenças, e é por isso que é legal escrever: pra contar essas diferenças desse ponto de vista. E ngm precisa se odiar por causa delas.
Não comparei ser interiorana na capital a ser leprosa em momento algum, e nem achei tão dramática a sua história, idem. Meu namorado tbm é japonês e passou/passa por boa parte de situações na sua lista. E eu, como namorada dele, tbm ouço grande parte dessas gracinhas. E nem por isso nos irritamos com mais da metade doq vc se irrita.
E, no entanto, vc está estressada. Tomou oq escrevi por um lado pessoal.
Caipiras sofrem na capital, em alguns momentos. Paulistanos sofrer no interior, em outros.
Muita coisa que eu escrevo nesse blog espera q vc entenda, mesmo sem eu ter q falar no post, q eu não odeio todas as pessoas. Como eu não acho todos os paulistanos idiotas. E como eu nunca disse isso. É preciso ter senso de humor e entender q generalizar cem por cento qualquer coisa é, praticamente impossível.
Grande parte dessas gracinhas foram e são feitas por amigas minhas até hoje. E eu nunca morri por causa disso. Oq me incomodou, eu disse. O resto, é brincadeira.
Eu só estou contando como são as coisas do meu ponto de vista. E nem estou falando de preconceito.
Esse comentário está muito bem escrito. Eu te aconselho a fazer um blog, onde vc vai poder contar as coisas do seu ponto de vista.
E que sabe, depois de desabafar o seu estresse sobe idiotices como essa, vc não se sinta um pouco menos ofendida de modo pessoal por um post simples de um blog qualquer.
Hahaahh Fernandaaa…Espirito Santo doPinal também faz muito café bom!! Eu trabalho com isso e sei que lá tem muito…e o povo paga caro aqui por esse café!!
Liga não…o povo não sabe o que é brincar na rua sem ter medo de vir um carro enlouquecido e buzinando..rs
Bjos
Hahaah poizé, café de lá é muito famoso mesmo! E o carnaval tbm é ótimo, eu sempre passo lá!
ADOREI o post. Sério, você traduziu todo o meu sofrimento por morar no interior e falar poRRRRRta. Incrível que eu também nunca andei de cavalo, e olha que na minha cidade de 9 mil habitantes tem muito disso! O que eu já sofri de piadinhas sobre o fato de que a quatro anos atrás não pegava celular aqui… só Deus sabe. E eu também tiro sarro com isso, levo numa boa sabe? Eu rio quando eu penso que 80% das pessoas da minha cidade sobrevivem da agricultura, e que são MUITO mais ricos do que muita gente que se acha da cidade grande. Aliás, aqui também não tem cinema, nem shopping… o que temos são três pizzarias que booombam, várias pessoas de cidades vizinhas vem pra cá só por causa delas, não é demais?
Caralho, Fê! Ahazol.
Sério mesmo. Meu exemplo é meio diferente, mas funciona do mesmo jeito: eu sou de salvador e, desde do primeiro dia aqui em sp, na faculdade quando falei isso, as pessoas ficam desde “ah pq vc saiu de lá, ah lá tem praia, porto seguro ê-ô carnaval ano inteiro” ou “vc mora perto do pelourinho? (como se tudo na vida do baiano fosse o pelô)” e “seu sotaque é engraçado” and stuff. Claro que assim como você, não posso levar tudo como ofensa, pois depende da pessoa e se ela tá fazendo gozação com sua cara. Mas é um fato. as pessoas gozam o jeito que você fala, os outros termos diferentes do normal (tipo lapiseira que é grafite, sulfite que é ofício, furico que é cu HUAIEHAUEIUEHE). E, no começo, ou quando é alguém que vc fala superficialmente, ainda me perguntam como eu pude ter interesse em algo como design, já que salvador todo mundo vai pra praia e carnaval e não mexe em computador…… aham.
Vou te dizer: nunca gostei de praia. nem de axé/pagode. nem de carnaval. nunca fui pro pelourinho pq quis. nunca gostei do sol e calor infernal. mas eu não vou desmerecer a cidade e zoar as coisas de lá, pq, mesmo que eu fosse de fora, acho que respeito é algo que todo mundo deve ter. Tanto pelas pessoas, quanto pelo lugar. Pra mim julgar a pessoa pelo lugar de onde ela veio é preconceito e burrice. Ninguém tem o mínimo direito de julgar caráter ou talento ou até vontades de uma pessoa, quanto mais pelo lugar de origem. ridículo.
Parei com o momento indignado, mas vou dizer: Aquele Pão de Açucar é uma bosta. Tem tudo de caro mas os legumes e verduras são sempre passados, SEMPREEE tá faltando produto, tem pouca variedade de congelados (pra nós estudantes vagais que não temos tempo e skill pra cozinhar ;/) e etc. Vamo fazer protesto lá na porta! HUAIEHIAEIUUIEHE
E, por fim, tenho várias amigas do interior de sp e nem acho o erre uma coisa tão pronunciada assim… ;/
Beijo Fê e até qualquer dia no pão de açucar! HUAIEHIUEHUEHEE
Fê (se achando a íntima), e eu que nasci em Goiânia mas sou branquinha de olho claro (as pessoas se assustam com isso, por mais absurdo que pareça é SÉRIO), morei a vida inteira no interior do RS e agora moro no litoral de SC, numa cidade turística? hahahahahah
Basta eu abrir a boca pra falar e já começa “Mas bah, tu é gaúcha, hein?” “Gaymista?” “Só falo mal de gaúcho, gaúcha é outra história.” “o quê? tu não nasceu no RS? goiânia? tu é cabeça chata?” ¬¬ hahahah
O mais engraçado que eu vi e quase MIJEI de rir foi quando em SP minha tia trouxe garapa (caldo de cana) pra casa. DO SUPERMERCADO. EMBALADA. COM TAMPA LACRADA E RÓTULO.
HAHAHAHAHAHA
E pensar que aqui em Piracicaba eu vejo ‘carros’ que vendem garapa na rua todo dia e nem dou bola.
PS: A de embalagem não chega nem perto da garapa “feita” na hora, nham
Bem, sempre leio seu blog e só agora estou comentando.
E me identifiquei um pouco com a indignação da Bárbara, apesar dela ter exagerado um pouco na reação, seu texto ficou um tanto ambíguo.
Sua conclusão no texto meio que passou uma mensagem levemente (levemente mesmo) ofensiva e generalizada. Como era um texto informal, quem leu nas entrelinhas viu que você apenas queria escrever um texto engraçado a agradável de ler.
Sei que não foi sua intenção ofender ou falar mal diretamente de alguém, mas na próxima, melhor colocar uma observação ou concluir o texto sem uma opinião tão imparcial. Hehe
É tudo questão de semântica…
“Como era um texto informal, quem leu nas entrelinhas viu que você apenas queria escrever um texto engraçado a agradável de ler.”
Larissa, vc entendeu exatamente oq eu quis dizer.
E sim, esse texto realmente é ambíguo.
Oi Fe…fia eu estudei agronomia…pensa numa troço bizarro… o povo do interior com o da cidade tipo num local neutro (Piracicaba) bizarro… eu morava com uma menina de Espirito Santo do Pinhal ( que por acaso tem escola agricola neh???), escrevi até aqui só pra falar que conhecia ESP.
Fia… c tah a 200Km da Capital…e eu que to a uns 50km e mesmo assim sou “tirada” de interiorana…é a treva….pq é tipo suuuuper perto do centro ( genten….de trem + metro eu chego em 50 minutos), mas sempre tem alguem pra perguntar se ter energia eletrica, asfalto, carroça(pior que tem).
Pior é o : NOSSA….ONDE FICA ISSO????
Depois de um tempo comecei a tirar uma e hj eu digo: MORO NUMA MEGALÓPOLE…POÁ…beijos
Outra coisa que me tira do sério é falarem: Nossa….c é de Porto Alegre…. pqp…sou de Poá/SP…beijos
Fala sério, né?
Como podem, paulistanos “cosmopolitas”, serem tão alienados?
Sou de São Paulo mesmo, e olha, dá vergonha de não saber onde fica alguma cidade (por exemplo, Grama! rs!). Ao mesmo tempo é legal imaginar o quanto de cidade que tem por aí e a gente nem se dá conta.
Pior de tudo é o preconceito linguístico, esse negócio de ficar zuando o jeito que alguém fala é o fim! =/
Bjos
Fe,concordo com tudinho!!!
Vim de Franca e hj moro no Guarujá-vc não tem noção dos caiçaras perguntando se na minha cidade tem cinema!!! Eu retrucava, explicando as qualidades da vida do interior( Franca não tinha favelas, não tinha rua sem asfalto) aqui: jogam lixo na rua, o esgoto corre a céu aberto e a caipira sou eu ?????
Ah, tá fácil!!!
Hahahaha, eu manjo muito disso. Mas o pior é que eu não sou do interior: sou da Grande São Paulo, mesmo. ¬¬
Moro em Mauá, nos arredores do ABC Paulista. E pela cidade não ser tão bem estruturada como os primos ricos (Santo André, São Bernardo e São Caetano) a gente sempre teve esse estigma de caipirão, pé-de-barro, jeca, sem-Speedy (esse eu rio) etc etc.
Pra ajudar, eu trabalho em área de proteção aos Mananciais do Parque Andreense e Paranapiacaba, nas divisas de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Ai já viu, né? “MEEEOOO que horrível hein, quanto teeeeempo você leva pra ir pro trabalho?” E eu digo: “Uns 40 minutos de carro. Mais ou menos o que você leva no trânsito, acredito.”
É um saco agüentar isso às vezes; mas só de pensar que o povo fica todo animadinho pra ir aos Festivais de Inverno de Paranapiacaba, pega horas no trânsito e nos bloqueios pra chegar, gasta os tubos em artesanato e comida típica (pff) e eu tenho tudo isso atravessando a rua e botando a conta “na pendura” se eu quiser (POBRE DETECTED HAHAHHAHAHAHA), dá vontade de apontar e rir. >:)
=*************
Aqui no RS, em Porto Alegre, eles falam “leitI quentI”. E, no “interior”, onde moro, a gente fala “leitE quentE”.
Sempre se ouve uma piadinha de alguém, do tipo: “leitE quentE dá dor de dentE”.
Quando “morei” em SP (durante 1 mês e meio hahahaha), onde eu entrava e falava alguma coisa, todo mundo se virava e perguntava: “é gaúcha né?”
Adoooro teu blog.. parabéns!
Oi Fefeh! (íntima, né?)
Sempre leio seu blog, mas é a primeira vez que comento aqui!!!
Tenho que dizer que super me identifiquei!!
Sou de Santos e fui fazer faculdade em São Bernardo.
- Você mora perto da praia?
- Umas oito quadras…
- Nossa, então vc mora na saída da cidade?
No começo da faculdade eu subia e descia todos os dias, sempre vinham com aquela cara de “eu te entendo, sua vida é difícil” me perguntar: Você acorda que horas? Umas quatro, né? (Oi? Não, eu acordo mais tarde que você!!)
Mas o engraçado é que eu também sentia um certo preconceito do pessoal de Santos que não saiu da cidade pra estudar, você já sentiu isso?
Bjo, adoro seu blog!!!
Gostei BASTANTÃO do Post!
Eu sou CAIÇARA (guarujá/sp) e qdo fui pro Rj fui tirada como Caipira por causa da poRta, do shoRts, da bolacha (carioca come biscoito) e de mil piadas que eles fazem com os paulistas! (Dentista cuida de Dente, Paulista cuida de quê Camila?) mais levei na boa assim com eu era diferente pra eles, eles eram MTO diferentes pra mim!!
Qdo aparece alguem mais interiorano aqui eu racho… como 100 km de distancia pode mudar tanto o sotaque, girias, modo de falar das pessoas!!!
Não achei que vc é tão CAIPIRA assim? (pelo video)
but….. já assfaltaram lá? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk… brincadeira Fe, nem posso ‘zuar’ pq moro numa ILHA.. aff!
Minha Ilha, minha aldeira \o/
Bjos!
Texto Maravilhoso!
Beijos,Feh
Acho que todos nós sabemos como é isso com relação a estrangeiros, por sermos brasileiros. Tem gente que acha que tem macaco e jacaré andando nas ruas aqui, que falamos espanhol… essas coisas…
Não me ofendo com esse tipo de ignorância, mas tbm não me sinto superior a eles por nosso país ser onde eles passam férias, ou por exportarmos café e suco de laranja… =P
Na verdade, eu acho o máximo essas diferenças culturais de pessoas dos mais variados lugares. E essa é uma das vantagens de morar numa cidade grande: vc encontra gente de tudo quanto é tipo! Com certeza tem muita gente que faz piadinhas ofensivas, mas no geral acho que as pessoas ficam mais perguntando porque querem saber, conhecer… O choque cultural ou de sotaques causa estranhamento mesmo, mas acho que essa é uma excelente oportunidade para conhecermos coisas novas. Diferenças são legais e interessantes!
Ah, sim, e eu sou do Rio e mesmo assim sei andar a cavalo! Isso não é privilégio de quem vem do interior! =P
Bjs!
Hahaha! Aqui em Minas é a mesma coisa! Sou do interior, mas moro em Belo Horizonte há mais de 10 anos! Por não ter nascido aqui (mas a menos de 90km da capital) sou “da roça”!!! E olha que nem o sotaque é diferente!!! Dou risada! Adorei o post! Beijos
As risadas de sempre com o seu jeito de escrever…mas enfim,o que realmente me assusta na capital é a violencia e a falta de infraestrutura,que atinge a todos,independente do lugar que vieram,ou do sotaque que tenham.Já não bastasse isso,conseguimos tornar nossa convivencia um pouco mais embrutecida,só pela diferença de costumes,habitos e dialetos.
Restam as otimas lembranças da minha infancia,quando as ferias no interior,eram as mais esperadas e queridas:com direito a andar a cavalo,pegar ‘mexerica”‘bergamota”,”mimosa” na arvore e saborear ali mesmo,com direito a ‘bicho de pé” na volta pra casa…como são as ferias das crianças de hoje?!Não parece que foram melhores que as minhas…bjs,Fê
Por conta de ‘caipira”,tambem já ouvi a expressão;
“Voce é de São Jacu do Sul”!?._.
Mew, adoooreii seu texto! Você tirou as palavras da minha bocaaa! Eu nasci em Campinas!! Morei 15 anos da minha vida lá.. e aí tive que mudar pra cá (SP)… e, menina, o quanto eu tive que aguentar… eu vim pra cá no 2º ano do colegial.. c acredita que me perseguiram tanto na escola que eu estudava que eu tive que mudar de escola? Não eram só as perguntas inúteis não… era zuação, era me humilharem publicamente mesmo.. e eu não tava acostumada com isso né!
Graças a Deus na minha faculdade as pessoas são mais cabeça… só fazem uma ou outra perguntinha besta, rsss.
Tipo aquelas “Você é de Campinas é? Fala PORRRRTAA pra mim” só pra rir da minha cara depois que eu falar ¬¬. Posso com isso?!
“Se não é metrópole, ou é roça ou é praia. Ponto final”
Pior que é assim que eles pensam mesmo!!!! Antes eu insistia em falar “Campinas não é roçaa.. é igual São Paulo, só que menor, com MENOS transito, MENOS stress, MENOS poluição, MENOS gente.. ou seja, é São Paulo MELHORADA!!.. não sou caipira” mas agora eu desencanei.. não tenho que ficar dando satisfação pra ninguém de onde eu vim, como é, o que eu sou!
Esse povo que nasce aqui que é ignorante e não sabe aceitar que existe vida inteligente “além” deles dentro do estado de São Paulo! Então problema é deles né!
Ai, mas a-d-o-r-e-i seu post.. falou tudoo! Acho que vou até usar esse tema pra fazer um no meu blog viu! hehehe
Beijãaaooo!
Mew, adoooreii seu texto! Você tirou as palavras da minha bocaaa! Eu nasci em Campinas!! Morei 15 anos da minha vida lá.. e aí tive que mudar pra cá (SP)… e, menina, o quanto eu tive que aguentar… eu vim pra cá no 2º ano do colegial.. c acredita que me perseguiram tanto na escola que eu estudava que eu tive que mudar de escola? Não eram só as perguntas inúteis não… era zuação, era me humilharem publicamente mesmo.. e eu não tava acostumada com isso né!
Graças a Deus na minha faculdade as pessoas são mais cabeça… só fazem uma ou outra perguntinha besta, rsss.
Tipo aquelas “Você é de Campinas é? Fala PORRRRTAA pra mim” só pra rir da minha cara depois que eu falar ¬¬. Posso com isso?!
“Se não é metrópole, ou é roça ou é praia. Ponto final”
Pior que é assim que eles pensam mesmo!!!! Antes eu insistia em falar “Campinas não é roçaa.. é igual São Paulo, só que menor, com MENOS transito, MENOS stress, MENOS poluição, MENOS gente.. ou seja, é São Paulo MELHORADA!!.. não sou caipira” mas agora eu desencanei.. não tenho que ficar dando satisfação pra ninguém de onde eu vim, como é, o que eu sou!
Esse povo que nasce aqui que é ignorante e não sabe aceitar que existe vida inteligente “além” deles dentro do estado de São Paulo! Então problema é deles né!
Ai, mas a-d-o-r-e-i seu post.. falou tudoo! Acho que vou até usar esse tema pra fazer um no meu blog viu! hehehe
Beijãaaooo!
Mais uma vez afirmo que gosto muito de ler o que vc escreve, parece aquelas amigas de longa data.
Sou de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, ressalto o Sul porque é uma vergonha que os metropolitamos sempre erram o nome do meu estado. Sempre somos Mato Grosso.
Outra coisa que me deixa irada é quando se viaja e o povo esperto, pergunta se andamos com onça e se pulamos jacarés para chegar em casa, é o máximo do egocentrismo geográfico.
Na Bahia uma vez, minha mãe respondeu que sim, do mesmo jeito que eles andavam com tubarão nas ruas…hahaha!
Parece que só a gente tem que estudar geografia e exercer o bom senso.
Jura que as pessoas acham que boate é puteiro? :O
Nãaaaao, Fê, por favor, não!!!!
Eu prometo que nunca mais zoarei a minha irmã de novo!!!!!
uahhauhauhauhaua
Fê, eu sei que você não está muito na vibe de falar de make e tals, mas quando estiver, você pode mostrar todos os seus batons da MAC?? Em cada post com foto você aparece com um diferente, faz uma compilação que fica mais legal de visualizar!!!
=D
Beijos
E viva Sete Lagoas!
Ass: mineirinha do interior e que também mora na capitar
hahahahahaha adoreeeeei! To morrendo de rir!!!
Concordo com tudo que vc falou! Eu sou de Campinas, fiz faculdade em Bauru e agora faço mestrado em São Carlos…sim a pessoa ama o interior! E qdo vou pro Rio ou pra São Paulo sempre ouço as tais risadinhas qdo começo a falar. Antes eu ficava sem graça, e até perdia um pouco a vontade de falar, mas hoje em dia dou risada, como esses super cosmopolitas as vezes tem a cabecinha “desse tamanho” e acham que só existe vida no seu bairro, né?
Arrazou, querida! Beijo!
O problema não é só paulistano, é gente de capital em geral. E tem também a questão do povo do sul-sudeste perguntando se em Manaus tem macaco andando na rua e se tem cinema. É tudo ignorância igual.
Ah, sou de Salvador e moro em Manaus, e nos dois lugares “boate” é balada normal, lugar pra dançar.
Gente né por nada não mas até hoje a maioria das pessoas que conheci de SP capital são super metidas e deveras preconceituosas, principalmente com nordestinos. Moro em Recife, e a maioria do pessoal com que já falei (e por sinal com quem a minha irmã trabalha numa tv local daqui) é na minha humilde opinião prepotente e egocentrica. Acham que só tem mortos de fome e flagelados aqui no nordeste.Existe toda uma mistificação sofre a imagem que se tem daqui e é tudo fruto de cultura preconceituosa tanto por parte da midia quanto por parte da sociedade.Infelizmente é a realidade. O tla lance do “paraíba” é irritante.
Super me identifiquei!
Assim que em formei, em Brasília, fui morar em SP para fazer um curso no HSL. Aí, no primeiro dia, aquele bla bla bla “Sou psicóloga, formada na UPIS, USP, UNICAMP…sei lá qual” e quando eu abri a boca o auditório inteiro virou pra ver de onde vinha o sotaque (que acredito até hoje que não existe!) de Brasília!
E olha que Brasília é capital e os paulistanos chamavam de interior…ai ai ai.
Perfeito seu post! Perfeito!
Eu nao sou caipira, nasci no Rio…. mas cara, eu achei hilário e muito legal o que vc escreveu, eu apoio total, pois não sei pq não gosto muito dessa vida de metrópole não… Vc devia enviar o endereço do seu blog pra algum jornal, te contratariam pra ser colunista rsrsrs
agora que li d novo o meu comentário, percebi q soou meio pejorativo o “capira”… Vou reformular: Não sou interiorana. Pronto. rsrs
hahaha relaxa, flor, não tinha tomado o “caipira” como ofensa não
oi???”comedor de queijo”, “caipira da porra”, “uai, sô”, e a mais famosa “cariocas do brejo”, já q estamos mais perto do Rio q de BH, chamam a gente assim pq não falamos sô.o problema é q nem sempre posso discordar de quem nos chama de caipiras…o povo da minha cidade tem mania de comer carne seca e arrotar caviar, entende?torcer pra time do Rio, só beber Brahma (mesmo qd passa mal com ela) e tals. me identifiquei mt pq morar em minas acaba sendo sinonimo de andar de carroça.
eu gosto muito de SP, amo de coraççao o Rio e trocaria, sim, minha cidade por Berlim. Mas ouvir de uma pessoa de Salto-SP q vc vem de minas e é caipira??foi mal, so pq nasceu no estado de sp não significa q vc é cosmopolita, poliglota, etc.
o problema, como vc disse mt bem, sao as pessoas q se acham a rainha da escocia, brad, angelina e Jesus, tds ao mesmo tempo, e fazem chacota do q nao entendem. é a falta de autoestima d qm só tem a cidade grande pra mostrar…
excelente post, como sempre…e sua geleia vai continuar sendo iguaria, como a comida mineira em restaurantes em Petropolis que colocam as placas no banheiro de “homi” e “muié”. só se eu fosse muito complexada pra me chatear com isso!!haha;)
bjão qrida!!vc foi ótima, como sempre!!
Nossa Fe, fiquei chocada com o teu post, não sabia que o povo aqui de São Paulo fazia esse tipo de coisa!
Acho que eu fui muito bem criada (ou os outros que foram muito mal) porque nunca passou pela minha cabeça zoar algo do interior, hellooww são cidades normais com pessoas normais, normalmente com vantagens na real, tipo preços baixos, comida gostosa pessoas mais simpaticas e um pouco de paz, enquanto aqui a geléia custa 20 conto hhahahahhaha
E bee, judeu rico usa seda pura, não papel higienico ;D ahhahaha
HAHAHAHAHAHAH ADOREI!!
Por bosta já é uma gíria emprestada de dj pras cidades da região, sofri pouco até por vir do interior, nasci em sp me mudei pro interior e meu sotaque é mais mineeeeiro do que do interior, na verdade um caipira minero mesmo mas pegavam mais no meu pé por causa dos meus “uais”, “sô” “nuuh” e por aí vai, sorte que estudava com a Lilian de Sj e a parte do poRta, veRde,abeRta ficava pra ela aguentar!E eu fico toda boba qdo vejo a placa d eum carro lá da região, sj, vargem, pinhal e é foda ter que explicar onde fica vargem gde do sul sempre tem que falar q fica meio perto de campinas e quase na divisa com minas mas blz.. vamu aguentanu neh !?
Boa,adorei o post.Sou caipira sim,com muito orrrrgulho.Minha cidade não é tão pequena,tem cerca de 330 mil habitantes(claro que comparada a São Paulo ela é minúscula)mas aqui a gente tem um pouco de tudo que tem nas cidades grandes.Aqui NÃO é roça!Com todo o respeito à zona rural,mas o povo pensa que interior é sinônimo de roça,fazenda e não tem nada a ver.É muito desagradável ver pessoas da “cidade grande” achando que você é burro,ignorante,que não tem acesso a nada,só quem tem a mente pequena pensa assim.
Na minha humilde opinião o pior preconceito é aquele feito com os gordos, gordinhos e gordões… surgem muitas vezes piadinhas e olhares de nojo e repugnância sem ao menos saber se a pessoa tem ou não algum problema para estar com sobrepeso.
Bom, é isso… todos devem se respeitar por mais diferentes que sejam. Só assim a vida em sociedade se torna mais fácil e sadia
Bjks… =^.^=
Fernanda
Sua mãe mostrou-me seu post.
Conheço o Pão de Acú
car a que você se referiu.
Adorei seu comentário.
è isto mesmo…
Porrta aberrta, nós caipira nunca encontramos na
Capitar.
Queria muito poder mandar seu comentário para
meus amigos paulistanos.
Continue escrevendo
Bjs
Márcia
Fê,
Sou leitora do seu blog a um bom tempo e nunca comentei. Mas, agora é um momento oportuno com esse texto maravilhoso.
Sou caipira com muito orgulho e sei a letra da música “O menino da porteira” assim como “saudades da minha terra”. a 2ª retrata bem o meu sentimento.
E pensar que os “pseudopaulistanos” não sabem de onde vem o que lhe é servido à mesa. Se não fossem os “Caipiras” não teriam arroz, feijão, etc.. à mesa.
Mas o que podemos fazer né? Infelizmente o ser humano só aprende a dar valor, quando perde. Já imaginou todos os “caipiras” na grande metrópole? O que seria dos “pseudopaulistanos”?
Grande beijo guria
Sabe eu Fefeh eu moro em Santa Catarina, e quando falam nesse estado ou você mora em Florianopólis, que é a capital, ou você mora no interior. E eu não moro em Floripa… então já viu né. Quando viajo e cito minha origem logo soa: ‘então você mora no interioorrr’ e olha que aqui nem tem sotaque, nem nada, como pode isso né. Se a pessoa conhecesse a minha região saberia que Criciúma, onde moro
, é um polo comercial, pelo menos da minha região.. hehe
Sabe o que me deixa feliz quando ouço essas coisas é que quando eu volto para minha querida cidade interior eu sei que em 30 min de bus ou 15 de carro, ou ainda menos, eu vou da minha casa até no centro da cidade. Posso caminha tranquilar tranquila, ver os passarinhos e se o problema é acesso aos produtos… é so usar a internet e as lojas on line… então ‘yessss… sou do interiorrr’ehhee
Identificação total!
Sou de Recife e uma vez em São Paulo um cara me perguntou: mas o que vocês fazem quando não estão na praia? Sim, ele estava falando sério.
Fê…sou paulistana que fala porrrrrta e porrrco então nem me atrevo fazer piadinha com pessoas que nascem no interiorrr rsrsrsrs e sabe o que eu acho que no fundo no fundo as vezes os paulistanos fazem piadinha pq tem um tiquinho de inveja (oi!) do pessoal que mora no interior e tem mais qualidade de vida do que nós. Não achei seu post ofensivo e nem generalizado, achei bem a cara dos paulistanos mesmo rsrsrs
bjubju
Ameeiiiiiii! Fer, sou caipira e com orgulho. Nasci, me criei e morei a vida toda no interiorrrr. Era tão feliz e não sabia, viu? A capital é “mágica” para quem quer ver isso, mas se perde em poucas coisas, as mais simples, que só quem nasce no interior sabe o que é. Toca aqui.Bjs queridaaaaaaa ;***
Gente! Adorei! Eu leio o blog há tempos, mas só hoje vou comentar. Eu sou de Pindamonhangaba! ahahaha..E tem mais gente aqui nos comentários que também é! E tem até gente de Taubaté! Adoro! ahahaha
Não moro na capital, mas me identifiquei totalmente com o texto. Tenta pegar taxi em SP com sotacão do interior pra vc ver quanto vc vai rodar mais!
hehehhehe
Caipira pride!
Sei bem como é isso… Já “sofri” praticamente todas as situações que você citou, mas procuro encarar numa boa, faço graça!
Beijoca, Fê! E eu quero ver você de novo lá no YouTube, viu?!
eu acho que agora sei porque tanta professora de literatura rodeia seu blog.
é porque você escreve bem pra caralho! (com o perdão do palavrão, mas não achei palavra melhor. que ironia…)
Fe!!!!!!
Adorei!!! Obvio que morri de rir, pq lembrei da nossa conversa semana passada… eu te zoando loucamente pq na sua cidade só tem 1 cinema! hahaha
ps.: amanhã te atualizo sobre o bofe!
beijosss
Faz um tempinho que acompanho o blog e hj não posso deixar de comentar!!! Sou de Duartina, ou seja, nem preciso falar porrta só o “ar” da cidade já é motivo de risos, além do que ninguém sabe meu nome,me apelidaram com o nome da cidade..huahuahhaa….o texto tá ótimo só faltou aquelas piadinhas prontas (sempre tem um bendito na facul, no mercado onde quer que esteja que solta uma!!)como:”na sua cidade não tem revista veja só a revista óia” ou entaum ” na placa de pare tá escrito ôa”; mas eu adoorroo a cidade onde nasci,todo mundo sabe da vida de todo mundo porém a consideração e o respeito que as pessoas tem entre si é muito dificil de se encontrar em uma cidade grande… morro de saudades!!!
Parabéns!!!
Fe, sou a mesma livia que ja comentou ontem! fiquei pensando no seu post e cheguei a conclusão que todos sofrem algum tipo de “preconceito” pelas suas diferenças
- eu moro na ZL. quando fui pro colegial estudar em uma escola da zona sul, sofri por isso. pq a zl é de pobre, de mano…e eu, ingênua, nem sabia que isso existia! toda hora eu era zuada por ser da zl! hahahaha até então, pra mim, morar na zl era como morar em qualquer outro lugar. hoje em dia faço questão de falar aonde moro
- meu bofe é mineiro. e mesmo depois de 3 anos, ele tira sarro de mim pelo meu “sotaque” (pq paulista nao tem sotaque, né? haha). tenho vontade de socá-lo cada vez que ele me pede pra repetir o meu “porta” kkkkkk
beijos
Fe,
Vc traduziu mto bem oq nós, caipiras, passamos… agora imagine eu…. que nasci e fui criada numa cidade de 15 mil habitantes (que prefiro manter no anonimato….rsrsrs)??
Adoro o seu blog. Qualquer um que já tenha lido um post seu já deveria sacar o seu modo de escrever… Acho que post é igual piada, quando precisa ser explicado perde a graça!!
A grande saga de se sentir um estrangeiro dentro do seu país!!! Q babaquice sem tamanho neh, mas o bacana é isso aí, vc enxergar o outro lado da coisa e dar risada dos q se acham superiores só prq nasceram na aquametrópole, enchente todos os dias. Êêêêêhhhh…São Paulo!!!
Bjux, Dody
Sou de São Bernardo do Campo.
Cara, tem Campo no nome! Em qqer lugar do Brasil onde eu vá, SBC é interior!!
Não interessa que seja uma cidade gigante, metropole, boemia e mimimi… É interior, e quem mora na capital torce o nariz bonito pro ABC, fia, nunca entendi o motivo, mas torce…
Ah, que coisa!
e parei de falar porrrrrrrrrrta mil vezes pra acharem engraçadinho e São Berrrrrrrrrnarrrrrrrrrrdo.
adoooooooooooorei o post!
e viva Bauru, viva Santos e viva São João porque eu fui e amei a cidade!
quero um clube daquele em todas as cidades :~~
Ih,rolou uma identificação da minha parte…mas não foi muito agradável não…rsrsrsr…
Sou carioquíssima e faço o caminho inverso,moro dia de semana no interior,há apenas 2 horas da capital,e nem é cidade pequena,é média porte,bastante desenvolvida.Não posso negar que no começo eu ria horrooores do pessoal da cidade,amiguinhos da faculdade e etc.Não sei como não criaram uma antipatia comigo,na casa dos outros e ainda abusada né…rs.
Acredito que esse sentimento superior dos metropolitanos se deve muito a própria atitude do pessoal do interior.Por mais que sua cidade ofereça estrutura,qualidade de vida e até melhor valorização salarial muitos preferem abandoná-la só pra terem o gostinho besta de dizer que moram nos famosos centros econômicos.Muitos até escondem a origem.E é o que eu quero ressaltar : nem é por necessidade e sim vaidade.
Acho que falta um sentimento de valorização das suas raízes do pessoal do interior também.Eu acredito que quando vc já é melindrado com alguma coisa,a tendência é pegarem no pé mesmo,mas se vc é bem resolvido,tem orgulho do seu sotaque,da sua cidade,o pessoal meio que desiste de tentar fazer graça.Digo isso com convicção,pois eu acho que carioca tem a fama de ser o mais orgulhoso e ferrenho defensor da sua cidade,mesmo c/seus incontáveis problemas,mas não admite que ninguém de fora fale mal.
Fefeh, mas Campinas realmente NÃO É INTERIOR, amigue!!! rsrsrs não me bloqueia!!
Mto bom esse post, pra mim rivaliza com a saga do cartão de crédito. E que fim deu a novela afinal??
Faz tempo que tô pra falar isso mas por algum motivo sempre esqueço de mencionar. Depois que descobri o Pimenta mandei o endereço pra uma amiga minha que tá perdida nos confins do México. Ela é engenheira química e trabalha numa multinacional francesa no ramo petrolífero, então quando ela é enviada pra algum campo de perfuração fica total desesperada por contato com o mundo rs. Enfim, ela me disse que uma das salvações foi o seu blog, é uma das poucas coisas que tem pra distrair e dar risada. Mas ela nunca comenta, inclusive deve estar lendo isso. OI MARI! rsrs
bjos
ps: ela também acha que campinas não é interior, tá-meu-bem!
Eu não falo poRRRta (eu acho!)…Então é “difícil” perceber que eu sou do interior de Minas…Mas quando de alguma forma alguém descobre isso, pelamor, sai de perto!
Além de ouvir este monte de coisas que vc citou eu ainda tenho que responder a perguntas do tipo “ah então você gosta de queijo né?”
Oii? Só mineiro gosta de queijo? Como assim? huahauhah…Ninguém merece!
Enfim, como sempre vc arrasou no texto né Fefeh? Amei!
Caramba, falar que me identifiquei é bobagem hahaha
Sou do interior do paraná e estou morando no Rio há 7 anos. Não tenho sotaque algum do Rio, continuo falando com sotaque paranaense.
A coisa engraçada é que eu falo qualquer coisa e olham pra mim com a maldita pergunta “você é paulista???”, se não tem sotaque carioca é paulista. Dai já viu explicar né?
A cidade que nasci é Ivaiporã, dai falam “Vaporã” “ivaporã” “vaipã”, menos o correto… aff.
Já passei por poucas e boas, mas sério, nada como passar as férias na minha amada cidade. Comprar os doces na padaria, tomar sorvete em taça e coisas assim. Detalhes preciosos que só nos interioranos conhecemos =)
Oii… leio sempre o blog e estava adorando seu texto… estava… ateh começar a ver um tanto de preconceito injusto, igualzinho o que vc está acusando as pessoas a terem de vc… pior quando começo a ler os comments e vejo mais um monte de gente preconceituosa igual… Não, não eh todo paulistano que acha que boate eh puteiro e daqui que alguns achem?? Andando por aí eh fácil perceber que cada lugar tem suas ‘gírias’ e falas, nem precisa tanto, cada grupo tem suas palavras pessoais… aí fica um monte de gente “nossa, soh paulistano besta pra achar que boate eh puteiro”… mew se alguns acham isso, eh pq aprenderam assim eh acabou… fala boate na sua cidade ou fica de boa e explica toda hora que alguém questionar…
Uma coisa que me irrita eh isso. A pessoa vem pra cá, mora aqui, trabalha aqui, se diverte (ou não ) aqui e quer que nós, paulistanos, nos acostumemos com o jeito de vcs de falar??? Ah, por favor neh… a pessoa que chegou que se adapte, de verdade… Se fosse a situação contrária eu não me importaria de aprender os costumes e falas locais ou, se não concordasse com algo continuaria falando do meu jeito e jah era…
Temos curiosidade como tantas pessoas, não conhecemos todos os lugares do Brasil e por isso as vezes só temos aquela imagem geral do povo, que pode ser certa ou não, cabe a outra pessoa mudar essa imagem ou não se não interessar…
Não, não somos caipiras, sim pagamos caro por mts coisas que se encontram baratinhas em outros lugares, sim nossa cidade está cheia, sim temos trânsito caótico e enchentes mas, se isso eh tão ruim, pq as pessoas ainda vem pra cá??? Pq precisam, ah, por favor neh… Sou super a favor de cada um tentar melhorar seu ambiente, sua cidade, ajudá-la a crescer, aqui eh igual qq outro lugar do mundo, com facilidades e muitas dificuldades…
BjOoO
Desculpe, mas preconceituoso pra mim foi o seu comentário. Mais uma vez, eu tô falando q eu não disse que TODO paulistano faz isso ou aquilo, que todo paulistano é idiota e nem que todo paulistano acha que boate é sinônimo de puteiro.
Me adapto em várias coisas e em outras eu mantenho as minhas tradições e costumes, assim como eu acho que fazem também os paulistanos que se mudam daqui, os cariocas, os paranaenses, etc. E diferenças sempre vão existir, e elas não são ruins. Eu só mostrei algumas coisas q eu já vi e ouvi e a minha opinião atual.
E eu acho ridícula essa concepção de q algumas pessoas de São Paulo parecem ter de q nós temos que estar muito gratos por vir aqui, nos “deixarem” trabalhar e estudar. Isso não é favor, tanto os interioranos quanto as pessoas de outros estados traem mão de obra, conhecimento, somos mercados consumidor e ajudamos no desenvolvimento da cidade.
Eu vim estudar em SP porque o ensino aqui é muito bom. Porque eu gosto dessa cidade. E sim, pq eu gosto dessas pessoas. Eu mesma nasci aqui. E eu tenho alguns problemas morando aqui, como também teria morando em outra cidade em particular ou mesmo na minha própria.
Eu acho que todo mundo que se estressou anda precisando saber rir um pouco mais de si mesmo, sabe. Lá em SJ, a gente tbm reclama dos atrasos da cidade. Pelo fato de só ter um cinema, de não ter shopping, de ser difícil de achar uma pizza boa (na minha opinião). A gente reconhece e também faz piada com a nossa própria situação.
Primeiro a gente sabe rir da gente, pra depois rir dos outros.
Enfim, continuo sem saber pq vcs estão se estressando. E outra, quem não é daqui não pode reclamar de trânsito e enchente, é isso? Q eu saiba, são problemas com q todos se preocupam e tem q colaborar pra sanar (ou interiorano tbm não tá sujeito a rodízio, não tem q se preocupar em ñ jogar lixo na rua pra não entupir boeiro e tal?), nós temos q engolir tudo isso pq não estamos na nossa cidade natal?
Essa posição de “São Paulo: ame ou deixe-a” de algumas pessoas é muito extrema e, honestamente, meio imatura.
Vcs estão lendo coisa demais no q eu escrevi.
Falando muito sério: larga e psicologia e vira escritora! Juro. Seus textos são sensacionais!
Já viu o mapa do Brasil paulistano??
Digita no Google Imagem: “mapa do brasil paulistano”.
Muito engraçado!
Beijos.
Adorei a “inteligencia” do raciocínio: a geléia que custa mais barato no interior a gente paga mais caro na capital! hohoho! E os produtos que vão da capital para o interior, que custam uma fortuna? Mesma coisa, basta usar o “tico”, nem precisa da dupla “tico e teco” para ver que vale para os dois lados esse mesmo pensamento.
Mero sofisma infantil.
No mais, nada além daquilo que MUITOS caipiras que ficaram ricos exatamente interpretando e fazendo caricaturas do personagem “caipira” na tv, cinema, livros. Só para citar o Mazzaropi, por exemplo. O próprio caipira “monta” esse personagem, e depois a gente que leva a fama de fazer troça de vocês? Isso é cultural, carioca zoa paulista, paulista zoa carioca, gaúcho zoa paulista, paulista zoa gaúcho, etc, etc, seja pelo sotaque, pelos costumes, pelo modo de ser, o país é assim, imenso e multicultural. E não precisa ser muito inteligente para saber isso, basta observar ao seu redor.
E desde que seja uma brincadeira saudável, sem preconceito, sem discriminação, não há nada de mais nisso. Caipiras, paulistanos, cariocas, gaúchos, somos todos pertencentes ao mesmo país, e se podemos brincar com as diferenças, por que não fazer?
Salut.
Nossa, quanta polêmica!
Mas uma coisa eu digo: as pessoas ainda não sabem o que é o blog como gênero textual. E não entendem que esse gênero não é, necessariamente, vinculado somente a “fatos reais”, mas também a criações, exageros, caricaturas mesmo de seus produtores/ escritores. E é justamente aí que reside a graça!
Vou montar uma aula sobre isso, kkkkkkk!
Bjs, Feh, passo isso quando viajo para “grandes centros”. Não adianta ser de capital do Centro Oeste, pros outros a gente é sempre caipira, rsrsrs.
Feh… relaxa!
Se vc for ficar retrucando cada comentário aqui vc não vai postar nunca mais.
Niguém é obrigado a ler o que vc escreve, cada um entra aqui porque quer.
Eu adoro o Blog do Caras como eu (leiam!) e certa vez ele fez um comentário que eu achei preconceituoso, mandei um e-mail questionando e não crucificando ele… e ai td se resolveu!
O problema é que essa cidade deixa as pessoasdestressadas demais… galera é quase carnavel e esse é o blog da Feh e das coisas que ela gosta, vive e pensa!
Feh… contineu escrevendo e alegrando os meus dias!
bjinhos
Nossa, sinceramente me desculpe quem não concordar comigo, mas agora estou com medo que os paulistanos passem uma imagem de grosseria e falta de educação. Acho que muita gente não entendeu ainda que cada pessoa ( seja da cidade que for) tem uma opnião, assim como vc pode ter sua opnião de São Paulo, nós tbm podemos ter outra diferente de cidades de interior e é justamente essa a graça da coisa, as cidades serem diferentes, existir pessoas com hábitos diferentes e mesmo que rolem piadinhas todos conviverem em harmonia e pronto. E se vc não gosta da opnião que a pessoa tem, como alguns estão manifestando em comentários totalmente desnecessários, pelo menos respeite a opnião dos outros….o blog é da fe e ela escreve o que ela bem entender aqui e pronto….que coisa chata viu
eu sou de araras e vim para bauru para fazer faculdade. e mesmo sendo 2 cidades do interior paulista, as pessoas ’são caipiras’ de modo diferente. desde quando mudei pra bauru, as pessoas me perguntam de onde sou, pq falo diferente (muitas interiorioranas de sp falam leiTCHI e eu falo leiTE/TI, apesar da poRRRRta ser igual).
e vivendo com pessoas de ainda oooutras cidades (pq na faculdade tem de gente de ribeirão, santos, sp, leme, jaboticabal, rio preto, piracicaba, falando só do estado de sp), tem sotaque e diferenças de gírias de todo tipo, o que já gerou muita conversa divertida.
antes tinha um pouco de vergonha, agora eu não ligo mesmo. quem disse que falar ‘pórita’ é mais correto que ‘porrrrta’? só é mais leve, chama menos atenção ao ouvir na tv, por exemplo.
pensem nos europeus/sul americanos/asiáticos falando inglês: eles não se preocupam em perder o sotaque natural das línguas nativas, os argentinos falam ‘bery good’, os italianos abrem o A e os japoneses enrolam no R.
pra mim, sotaque é charme e adoro ouvir!
Yay! Orgulho do interior é o que há. PKSAPOOKSPKOPOPSA
Um salve pra galera de Bauru \o Cidade sanduíche / hole city ;D
Sinceramente não gostei.
Gosto do seu blog e venho sempre, mas não acho que você tenha se justificado com o texto.
Nos atacar não dá mérito algum na situação,tanto quem fez os comentários maldosos quanto você estão errados.
E não adianta justificarem com gênero textual, hipérboles ou qualquer outra coisa do tipo, é tudo generalização e ninguém ganha nada com isso.
Reforço que gosto do blog e voltarei, só senti que precisava falar =]
Nossa Fê, o povo se stressa fácil né?!?
Não respeita sua opinião, o seu texto e ainda por cima tira conclusões, bota palavras… afff
Eu no seu lugar nao teria paciencia não!
(do jeito que eu sou grossa)
ADORO o BLOG!!! Adoro oq vc escrever!!!!
E Qlqr coisa vem pro Guaru relaxar
hahahaha
Beijos
Eita, que post polêmico sô.
Sabe, eu já sofri com isso, só que foi uma coisa meio inversa… Sai da capital e fui morar no interior, e nossa, como me zoavam, não só pelo sotaque, mas por tudo… Hoje as coisas já amenizaram, claro que o povo daqui ainda fala que meu sangue paulistano me faz ser uma pessoa fria, só que eu nem ligo pra isso.
Como eu também não ligo, depois de oito anos morando nessa cidade de 30 mil habitantes, de ir pra sampa e ser zoada por causa do meu sotaque caipira arrastado, pois isso faz parte da vida. A minoria sempre vai ser motivo de gozação, isso é cultural. E não ocorre só aqui, ocorre em todo lugar (eu estou falando em proporções mundiais).
Enfim, acho que a sua opinião acabou aflorando a revolta de muita gente, mas acho que isso é besteira. Cada um tem direito a dar a sua opinião, ainda mais se ela for dada em seu próprio espaço!
Beijos, adoro o blog, visito sempre… E boa sorte com os paulistanos,pois eu sei como ele conseguem ser cruéis..hahahah (assim como os interioranos..:-P)
Asoaskakos
acabei de conhecer o seu blog graças a uma grande amiga (Nat, chará linda) e jpa na primeira leitura entrou para os favoritos… amei!
sou de campinas e conhece são joao… e sempre fui pra ai.. sempre vejo nha tuca no pao de açucar e acho um absurdo o preço…
adorei a ultima frase.. aoskaoksa
vc é foda!
beijos
É Fê, esse post não deu! Abriu margem a diversos tipos de interpretação e gerou um desconforto na galera. Eu sempre leio seu blog e amo todos os posts que você faz, mas com esse eu também não concordo.
Beijos.
Engraçado que quando morava em Petrolina (sertão de Pernambuco) eu tirava onda com meus colegas de turma que eram matutos (aka “caipiras”).
Daí fui morar no Recife e passei a ser zoada (levava na brincadeira, é claro). Com um pessoal de SP, recife vira “as brenhas”. E quando você vai ao exterior, você pode ainda ser zoado..
HAHAHAHA ri horrooooores!
Agora imagina você…
eu sou de Roraima e me mudei para o Rio de Janeiro!
hahahaha
beijos.
As pessoas não entendem que as pessoas podem ter opiniões não tão politicamente corretas assim… é um blog PESSOAL
E o pior é que vem falar de “ai, você é preconceituosa falando das pessoas que são preconceituosas com você” e daí vem falar coisas tipo “se é ruim porque você veio” e acaba fazendo a mesma coisa x.x
Camila,
Fofinha, você só gosta de confete, querida? O mundo é assim, existem diversas opiniões, e todas elas precisam ser respeitadas. A partir do momento que você posta ou diz algo, tem que estar preparada para críticas, se não quer crítica, não poste na internet, escreva no seu diário intimo, ai ninguém vai ler e fica só para você. Tenho certeza que a autora do blog vai entender a minha postagem.
Creio que o blog é para debate e discussão, e não só para puxação de saco. Respeitar opinião é diferente de concordar.
Beijinho.
Concorrrrrrrrrdo…eu sou de Jau e recentemente me mudei pra BH..e a mineirada fica zoando com meu sotaque..sendo que em sampa..a gente que zoa com eles..odeio esse negocio…é sério..
A única coisa que me incomoda nos paulistanos é eles não conhecerem o mapa do Brasil. Confundir norte com nordeste é #fail e uma vergonha.
Paulistano, o Brasil não se resume a São Paulo.
Passso isso aqui no Rio..
O cumulo foi outro dia no meu trabalho, uma mulher me chamar para que inocentemente eu falasse com as pessoas da reunião dela, para que “sem querer” soltasse algum R..me senti um macaco ..”aii, fala porta”
“fala verde”
aiiii, é tao bunitinhoo…
PS1- eu aboli o por bosta da minha vida desde que morava em São João, troquei por merda, é mais “sutil”.
PS2- Rachei quando li que a garota de cima “ja dirijiu charrete”…
Nossa, amayyy o post…
Vc parece mesmo ter mta força, Fefeh. Sair de uma cidade para estudar em outra é realmente complicado.
Bom, eu não saí de uma cidade, mas de um bairro para outro. Apenas de regiões diferentes. Saí da Zona Norte do Rio de Janeiro para estudar na Zona Sul e já me sentia muito peixe fora d’água em relação às questões culturais e principalmente condição social. É assim mesmo. As diferenças existem e nem todos respeitam. Mas os pobres de espírito são sempre os intolerantes e não nós. Isso q importa.
Força na Perucaaa!! hehe
E Dramin é MARAAAA! rs. Minhas viagens a MG p visitar minha tia eram embaladas por ele tb… praticamente overdose. rs. 9h de ônibus e lá é uma cidade tão pequena q nem tem aeroporto. Nem q eu quisesse ir de avião podia. rs
Bjo, Fefeh!
Fe,
Não sei se você lembra de mim ou não…enfim.. nao te conheço pessoalmente…
só fui ver como você fala quando vi o primeiro video que vc postou aqui. Nem acho que vc fale tanto interiorano assim…
Só uma coisa…
Não gostei do seu post…
Sei que o intuito foi apresentar algo engraçado e tals… como falou aquela menina sobre ler nas entrelinhas…
Mas..sei lá..
Sou paulistana, a 24 anos… nasci aqui… nunca morei em outro lugar…
e eu NAO olho para pessoas do interior com superioridade….
sabe o que eu faço? Eu pergunto..SIM… eu tenho mta curiosidade…sou uma pessoa que pergunta mesmo…
Quero qual o tamanho da cidade, quantos habitantes tem, como que se vive e se vai para os lugares lá…
porque é mta coisa diferente daqui… Não faço por maldade… e nunca imaginei que poderia ter gente que se incomodasse tanto com isso… pq eu ficava mto feliz qdo perguntavam sobre o Brasil pra mim qdo fui pra fora… era curiosidade genuína..
Sei que dá para diferenciar um jeito de perguntar do outro…mas no fundo é só falta de conhecimento!
Daqui 3 semanas eu vou me “mudar” para Campinas…
e eu tenho certeza que sofrerei algum tipo de preconceito contra paulistanos…
Isso é normal em qualquer lugar do mundo… (concordo um pouco com a Isabel [a japa, sorry] que tava revoltada)
Enfim…o que eu queria dizer mesmo é que eu não gostei do post porque achei sim preconceituoso.
Achei que seu desabafo com algo que vc passa apresentou situações que fazem com que os paulistanos todos pareçam uns babacas….
Muitos são mesmo. Mas o que eu conheço de interiorano que fala mal pra caralho da minha cidade sem nunca ter morado aqui pra saber mesmo quais são os problemas daqui…não tá escrito… puta preconceito… puta falta de conhecimento de causa…
Fico mto puta com essas coisas…
Eu gosto muito dessa cidade…tem problema DEMAIS… todo lugar tem vantagens e desvantagens… e td mundo veste a camisa patriota de sua cidade… Portanto… há que se ter mais tolerância de todas as partes…inclusive da sua…
beijos…
Ciça
ps: adoro seu blog..não quero que se sinta ofendida pelo que falei e nem que ache que estou vindo mil pedras na mão..
Sabe quem também é da sua terra? O Luís Roberto, narrador da Globo. Ele falou que todo mundo fica zoando, dizendo que lá não tem computador!
Olá Fefeh,
Adoro o seu blog e sua maneira inteligente e divertida de escrever, dá pra se notar que vc é uma jovem com uma bagagem cultural muito boa.
Eu achei esse Post muito bem escrito, bem elaborado e muito divertido. Tb sou do interior e morei durante vinte anos em S.P., cuja cidade gosto muito. Por motivos de trabalho voltei a morar no interior.
Por incrivel que pareça durante esse tempo todo em que morei em S.P., tive que dar explicações pra alguém muito curioso sobre o lugar que eu tinha saído, como se eu fosse uma extraterrestre, mesmo o meu sotaque quase passando desapercebido.
Tem pessoas que pra alimentar a sua curiosidade, não se importam em constrangir às outras.
Eu não achei que vc tenha sido preconceituosa, notei sim pessoas querendo colocar palavras no seu Post.
Continue escrevendo com esse talento que vc tem e, obviamente, nos divertindo muito!!
Beijos!
hauhauha, é isso aí!! apesar de eu ter nascido em sao paulo, cresci no interioRR, em atibaia, e tambem já passei pelo o que vc mencionou no post. aah, ninguem merece ne? ja me perguntaram se eu ia de charrete pra escola -.-
Gostei do post. Tbm passo por essas coisas e não sou do interior, inclusive moro no município de São Paulo msm, mas meu bairro (Pirituba) é tido como um lugar distante e como SP é grande demais muita gente acha que é interior (dentre outras coisas! hahaha).
Mas assim… É tudo MUITO relativo. Acho que o seu post é verdadeiro e engraçado, mas é bem parcial, porque o que você vive no seu circuito casa-ônibus-faculdade é pouco, mas muito pouco MESMO, para se julgar o que é São Paulo. É a sua opinião, somente. E você, no seu blog, tem todo o direito de dar o seu ponto de vista. E sem receber um monte de xingamentos por conta disso.
Acho um porre isso das pessoas serem babacas e cheias de rotular as pessoas ou tirar sarro por motivos toscos. E evito ao máximo fazer isso. Mas às vezes acontece. E como alguém disse nos coments, isso não é por eu ser paulistana, mas porque todo mundo está sujeito a sofrer preconceito ou a ser preconceituoso… Porque somos humanos.
Não acho o seu post preconceituoso. É o seu ponto de vista, ué. Normal. Mas é que paulistano é assim… Ele pode falar mal do trânsito, poluição, violência etc de São Paulo. Mas quem não é daqui, quando fala mal, de alguma forma, nos fere. Meio que como acontece com a família da gente. A gente fala mal, fala dos defeitos, mas se alguém falar, a gente fica no mínimo chateado… Eu pelo menos fico. Bobagem, eu sei, mas acho que é por aí.
Ps 1: nunca na minha vida ouvi um paulistano falar “seteinta” nem “iradooooooo!”. NUNCA. eu sei que isso não foi falado no post e nem sei se foi vc que comentou, mas achei muito inusitado… haha
Ps 2: em SP boate é puteiro mesmo.
Ps 3: jamais faria compras no pão de açúcar, mas acho bacana (e não ridículo) colocar um preço caro em uma geléia simples do interior. porque se a geléia é gostosa, tem mais é que colocar com o mesmo preço das importadas mesmo, uai!
Adorei!
Também fiz psicologia, com a diferença que nasci em Pato Branco-Pr, e morei em mais interiores antes de ir para uma cidade mais ou menos…
Quando cheguei lá, descobri que no fim todo mundo veio do mesmo lugar, por mais diferente que seja o sotaque. Aprendi a escancarar as diferenças onde elas eram interessantes e a ameniza-las onde eram preconceitos.
Descobri que a maioria gosta de falar do lugar de onde veio e tem o direito de falar bem. E que o melhor de tudo é ouvir… e aprender.
O teu texto é maravilhoso.
Bom mesmo é ser. O resto é aprimoramento.
Um abraço
Sou paulistano mas tenho plena consciência de que meus conterrâneos podem ser absolutamente provincianos e não cosmopolitas. O ser provinciano, no sentido negativo, é ter esse tipo de abordagem, e que você descreveu tão bem, para com quem chega de alhures, não é mesmo? Achei linda a descrição de sua sensação ao encontrar a iguaria do interior no Pão de Açúcar. Há eventos singelos que são redentores.
Ha ha incrível. Essa necessidade de se sentir superior discriminando os outros é mesmo tosca. Me identifiquei muito com você!
É… Adorei tudo o que vc escreveu antes deste post. Sei lá… As vezes nós fazemos perguntas pras pessoas pra deixa-las à vontade, mostrar interesse, educação… Que tem gente babaca tem, em todo lugar. O blog é seu e essa é sua opinião. Mas fico triste que vc se sinta assim. Como disse alguém aí em cima, a gente fala mal, mas não admite que os outros falem.
Pagamos caro na geleia pq é boa e vale a pena, tem gostinho de interior, de descanso.
Assim como o pessoal do interior paga caro nas roupas da José paulino das sacoleiras locais que pra nos não vale muito.
Cada lugar oferece alguma vantagem. Se vc está aqui é pq tem algo que vc quer daqui.
Desculpe o desabafo, mas é o q eu penso.
Ahaahhaah, adorei o post…
Eu moro em São Leopoldo que fica há uns 30 mins da capital Porto Alegre e mesmo assim, tão pertinho, o povo de lá fica te tirando pra caipira. E o pior é que os portoalegresenses ainda tem um sotaque irritante pra cacete…ahahaha
Viva o povo do interiorrrrrrrrrrrrrrrrrrr. É nói!
Beijo Fefeh.
Excelente!
Falaste com enorme propriedade o sentimento também ‘’sofrido” pelos nordestinos, quando muitos paulistas, cariocas, mineiros e toda essa galera sudestina (hãm?) e sulistas, acredita que no Maranhão, por exemplo, é só floresta, andamos a canoa, andamos nus (até que não seria uma má idéia nesses 40º).
Boas risadas e identificação!
Gostei do texto. Sou paulista, paulistano, mas não nego nada disso ai não. E digo mais, queria mesmo é ir morar no interior de onde veio meu pai, essa cidade só serve pra arrancar nosso dinheiro e saúde.
Belo blog. Parabéns!
Eu to longe de morar em uma cidade do interior [curitiba. curitiba, como te odeio!], mas passo por isso toda vez que eu falo que faço filosofia. Acredite, é quase a mesma situação.
[aproveitando a carona: é, eu faço filosofia, sim. na próxima vez que você, estudante de ensino médio acéfalo, disser que "filosofia é coisa de padre e maluco", lembre-se que eu posso te matar e ir para uma cela especial, enquanto você, se falar alto comigo ou falar mais uma macacagem, vai virar bunda de cadeia. pronto. to feliz]
O Interior é que faz o Brasil. São Paulo e as outras grandes metrópoles podem ter o dinheiro, a fama, as oportunidades (mesmo que duvidosas), mas o interior, com seu jeito mais simples, faz com que a vida seja observada com um outro olhar.
No interior a vida passa mais devagar, as coisas podem ser mais contempladas e os passarinhos são ouvidos no amanhecer…