Num passado far far away, alguma leitora um dia comentou que gostaria que eu falasse sobre minha arrumação de malas, já que minha vida é puro luxo e riqueza e eu vivo enfiada no Terminal Rodoviário Tietê quinzenalmente, o que obviamente me concede o título honorário de fazedora oficial de malas para finais de semana. Uma honraria para poucos, que isso fique bem claro.
Antigamente (leia-se, quando eu ainda era uns 5kg mais magra e estava no primeiro ano de faculdade), eu era aloka da mala. Tipo assim, sem noção. Calor de desnaturar enzimas e a doida aqui levando 5 calças jeans. Eu não pensava.
Levei meses, até, ouso dizer, anos para aperfeiçoar esta maravilhosa técnica de acomodar satisfatoriamente os pertences certos na minha pequena malinha.
Sou hoje outra pessoa, muito mais sábia e com menos dor na coluna de transportar coisas completamente inúteis.
Atenção então, pequenos gafanhotos, para estas palavras de sabedoria. Não as repetirei.
Bom! Vamos aos fatos (e fotos, logicamente).
Esta é a minha mala.
Oi
Tenham muito respeito. Ela não é uma mala velha, mas é muito sofrida. Teve uma vida difícil nesses 4 anos. Ela manca de uma rodinha e já viu mais bagageiros de ônibus do que gostaria de admitir.
Não é grande, mas tem toda uma vibe bolsa do Gato Félix going on, sabe? Cabe quase tudo.
A primeira coisa, a mais importante, a mais vital dessa minha breve existência a entrar na minha mala é claro, óbvio e logicamente.. o meu isopor. Sim, isso mesmo.
Porque sobreviver é o mais importante
Eu sou Miss Farofa since 2007 e aproveito da distância não-tão -distante que separa SJ de SP pra poder trazer comida congelada pra cá. Isso aí. Mãe, continue me alimetando, por favor.
E notem como ele é, tipo assim.. anatômico. Nem ocupa metade da mala. Quê isso.
Bom, necessidades básicas da pirâmide de Maslow devidamente prontas para serem supridas, que venham então as roupas.
Meu esquema é: vou usar isso sexta. E isso sábado. E isso domingo. E aí é um abraço, que acabou o fim de semana.
Levo os looks prontos e/ou umas peças meio curingas que dá pra enfiar em montação tanto pra ir na padaria quanto pra uma baladâm.
E os escolhidos desse fim de semana são:
Ooops!
Agora sim!
Levando uma calça jeans (mais a que eu vou no corpo, não viajo de saia ou shorts porque o ar-condicionado do Cometa é sádico e cruel, muito cruel) porque nunca se sabe; look número 1: blusa de alcinha magenta com botões no decote + saia de cintura alta com caimento em A (olhem que específica, até engano de entendida, hein); look número 2: batinha branca + saia jeans; look 3 (opção baladâm opcional): bandage + blusa neon com uns breguenaite brilhante no decote e mais umas peças avulsas (blusinha preta compridinha e mais justa, pra pagar de mais alta e mais acinturada, camiseta xadrex pra fazer a hype-da-capital-no-interior e a minha gola pra fazer um charme, se precisar). Joaninha está de enxerida, não vai porque não cabe na mala.
Muito bem escrito esse parágrafo acima, hein? Simples e nada confuso.
Consideremos que, mesmo com esse profundo planejamento resistente à clima/humor/outras obstáculos, eu passe apuros e minha maravilhosa seleção me deixe na mão. Nada temo, porque tenho sempre o guarda-roupa alheio. E por alheio, eu quero dizer o da minha mãe.
Que mais, que mais?
Ah sim. Pra se caso faça frio, levo aquele blazer da Renner que usei aqui, que é o rei dos curingas.
Jogou com uma camisetinha e um all star: sou uma pessoa muito alternativa e com vasto conhecimento da cultura pop.
Jogou com salto e blusinha de tecido fino: sou rica e vejo hectares herdados em meu futuro.
Sim, minha gente, porque moda é pura psicologia e persuasão.
E os sapatos?
Bom, com meia mala ocupada pela pobreza do isopor e a outra metade já repleta de roupas enroladas em rolinhos (dã), temos que ser ainda mais práticos e espertos.

Como está tempo chuvoso, vou de tênis, que é também o que ocuparia mais espaço.
Levo também esse chinelinho rosa bebê que é só de rebeldia, já que ele combina com tipo.. um look só. All Star vermelho e sapatilha bege/nude/off white/só deus sabe são basicos e BFFs das indecisas como eu.
E acessórios? Você não sai de brinco na rua, sua loka?
Opa, saio. E bora empacotar mais tranqueira.

Isso são uns porta-bijuterias que ganhei de mamis, e ai gente, como eles me fazem feliz!
Melhor coisa que existe, sério. Eles tem bolsinhos onde dá pra guardar correntinhas e afins, anéis e brinquinhos pequenos e dão todo um senso de organização nas minhas coisas.
Dá pra ver os bolsinhos?
Enfim: tenham uns desses que ajudam e muito.
Nem estou levando muita tralha, já que estou numa vibe “dourado é vida” e só ando revezando entre um brinquinho de ponto de luz de zircônia, essas argolas da foto e váárias correntinhas.
Além disso…
TIARAS!!!
Acho as tiaras, com certeza, os acessórios mais divertidos!
Tô levando de vários tipos: desde as mais chiquezinhas, que nem essa torcidinha de cetim nude e essa de pérolas pequenininhas (que eu duvide que vá usar, mas não custa nada levar e sonhar, né?
), até essas mais básicas, como essa marrom com textura e essas outras duas lisas mais simples..

…e ainda umas faixas de tecido estampado, também pro cabelo, que ainda não usei. Cinto de lacinho e bolsinha verde também vão junto!
Cremitchos!

Porque o besunte é necessário!
Os básicos, tipo desodorante, sabonete e tals eu tenho lá em SJ. Mas esses, levo sempre!
Hidratante Clinique, pra pouca oleosidade; Normaderm Noite, pra muita oleosidade; filtro solar, pra não virar uva passa aos 25; Dior pruzóio pra, bem… pruzóio e creme da Abelha Rainha, porque só ele salva.
E maquiagem?
As makes que levo comigo são as básicas da necessáire que postei aqui, mais a palette da MAC e esses dois pincéis:

E pronto, juro que não preciso de mais nada na vida.
E é isso!
TCHAA..
epa!
agora sim!
TCHARAAAM!
…Bom, claro que depois que finalmente consegui fechar a mala, lembrei de pelo menos mais umas 25 coisinhas que esqueci de colocar, tipo esmaltes pra escolher no fim de semana, câmera, carregador, óculos.. o.O