As 7 divas de Nine
***Tá cheio de spoilers! CORRÃO!!***
Musicais podem ser muuito legais, mas também podem ser uma armadilha que te prende no cinema por, no mínimo, uma hora e meia aguentando aquele povo horrendo dizendo tudo cantado.
Porque musical bom, pra mim, é aquele em que o povo canta (dã), mas não o tempo todo. Tem diálogo, a história flui agradavelmente, e num momento oportuno, rola uma musiqueenha pra dar aquela ilustrada.
Filmes onde qualquer “boOOoom diIIIiia” ou “me paAAassa AA mantEEeiga” é cantarolado em voz de falsete me faz perder completamente a vontade de viver, entendeu. E nem vou falar como namorado se sente em relação a isso, ele entra num alfa que é só ódio e desgosto.
E, mesmo correndo o risco de Nine ser um Sweeney Todd da vida, fui correndo assistir quando soube que estava passando aqui perto de casa!
Apesar do enorme desfile de belas mulheres, de todo o appeal (ao menos pra mim) do negócio ser a possibilidade de dar uma olhada nos looks e picumãs de época super bem produzidos das divas, ‘Nine’ gira em torno do diretor de cinema Guido Contini, o próprio Woody Allen italiano: em crise, egocêntrico e completamente neurótico.
Tudo parece se tratar de Guido: cada música, cada personagem, todas as cenas tem alguma relação com ele, todas as personagens tem alguma ligação com Contini.
Depois de ter feito alguns filmes de sucesso e ter se tornado um diretor aclamado no mundo todo, Guido sofre de extrema falta de inspiração em relação ao seu próximo filme, do qual ele só tem certeza do nome: “Itália”.
Bom, na minha opinião, Guido é uma beesheenha fresca, filhinho da mãe, mimado pela mulher e pela amante, isso sim. É um homem chato, insatisfeito e que fica cheio de mimimi achando que ninguém o entende. Psicologia de buteco, eu sei, mas pra mim um cara que tem sete belas mulheres dedicadas à sua disposição, cinco das quais oferecem ampla possibilidade de cópula, e ainda passa mais de uma hora e meia reclamando e choramingando é um belo de um merda, entendeu.
E graças ao bom deus que a mulherada eventualmente concorda que ele não vale tanta chatice e desencana de ficar rasgando seda pra criatura.
Daí que o negócio fica bom, haha!
Não sei. Eu comecei a assistir o filme na maior emoção, curiosa pra ver que história poderia ter reunido tantas estrelas. Deu meia hora e eu não aguentava mais escutar “Guido”. As músicas também não estavam me impressionando tanto, e pareceu que tudo prometia mais do que estava cumprindo.
Não sei exatamente quando o filme deu uma reviravolta pra mim, mas em algum momento entre Kate Hudson piriguetando e Luisa Contini, a esposa boazinha, sair batendo o pé do restaurante depois de ver a amante do dito cujo chegar, ‘Nine’ really grew on me.
E apesar de acabar sendo um pouco diferente do que eu esperava, adorei ter assistido por muitas razões, entre elas, por ter no elenco tantas atrizes bacanas e difíceis de reunir num filme só.
Aliás, bora dar uma olhada nas dyvas?

Nicolétchy como Claudia Jenssen, a atriz e musa inspiradora de Contini, estava muito linda. E o mais legal, na minha opinião: a cara dela mesma. Eu odeio quando inventam de colocar a criatura pra interpretar gente alegrinha, de falinha mansa e sussurrada, tipo em ‘A Feiticeira’.
Parece tão artificial quando ela fica dando aquelas risadinhas afetadas.. Nicole, amigue, bora embreiçar o rótulo de ice queen e ser feliz! Ninguém quer te ver de boazinha, empina esse nariz e vai esnobar o povo!
Em ‘Nine’, ela faz aquela atriz bem estrela mesmo, sem metideza mas se dando uma certa importância. Frente à falta do roteiro inexistente de “Itália”, Claudia diz gentilmente a Contini que não pode trabalhar assim e dá um basta na chateação do cara, dizendo que ele precisa parar de vê-la como uma personagem que ele sempre recria e que precisa existir pra suprir necessidades egoístas dele. De longe, a mais firme. Dedico e pago pau!
Mas achei que o bafafá em torno dela foi muito pra pouca atuação, sabe? Veio, apareceu uns 10 minutos, cantou uma musiquinha sem graça (a voz dela é lindona e já conhecida de outros musicais, mas que letrinhas mais ZZzzZzzz, hein.. ¬¬) , rolou todo um makeover cheguei-Barbarella-saí-Xuxa (prestem atenção no cabelo!) e foi embora.

Katylene Hudson se jogou de cabeça na piriguetagem pra poder interpretar a repórter americana da Vogue nos anos 60.
Adorei vê-la (ouví-la?
) cantando. Sempre achei uma voz bonita, mas cantar são outros 500s, né? Acho que, de todas as mulheres do Guido, foi meio que a er.. menos importante.
Achei o papel dela bacana pra mostrar de uma forma meio que mais parcial a fama dele. Ela não tinha nenhum envolvimento pessoal direto com ele (até tentou uma chave de coxa no hotel, mas nem rolou! haha) e era super fã.. a música que ela canta é a mais animada e a que mais fala sobre o cinema italiano da época e as temdemssyas lançadas por ele!

Quem aguenta o cristo nas filmagens é sua melhor amiga e figurinista Lilli, uma francesa interpretada por Judi Dench.
Com essa cara (e sobrancelhas), não dá pra ela fugir muito dos papéis de tough love, e esse é mais um deles.
O que eu mais gostei na Lilli foi o fato de ela conseguir ser burlesca e interpretar uma música relativamente sensual com figurino e atitude condizentes com a idade. Tipo vedette de respeito, sabem? Diferente de..
…Sophia Loren, numa das atuações nulas mais estranhas que eu já vi.
Achei o máááximo do máximo saber que ela ia fazer ‘Nine’, já que eu nunca vi nenhum filme com ela e cresci com a minha mãe falando em como ela foi um ícone do seu tempo.
Mãããnnns.. pô, eu acho que a mulher só teve uma fala no filme todo (rodrigo-santoro-em-as-panteras-feelings), e foi tipo “Ah, Guido”.
Fora aquele decote assustador que ela não muda, seja em filme, seja em eventos da vida real. É um combo de bronze exagerado com silicone, lenço, crucifixo.. Enfim… eu sei lá. Eu acho que um quadro da mamma na parede da casa de Contini com um xale preto teria sido mais interessante. E ela ainda estaria mais bonita. E mais natural. o.O

Eu adoro o fato de que, Penelope Cruz, com esse sotaque, sempre vai acabar fazendo alguma personagem exótica em algum filme com vibes latinas, e isso é muito bom! Eu adoro ela nesse tipo de papel.
Em ‘Nine’, achei ela uma amante bem da clichezinha, de ficar escondida em um hotel xexelento pra mulher do cara não descobrir, total co-dependente.. e achei bacana, haha!
Nunca vi ela fazer papel de sirigaitazinha, e o legal é que ela fez isso com bastante estilo e, eita…sensualidadje.
Esperava mais da sua música (”A Call from Vatican”), e confesso que a performance me deu um tiquinho de vergonha alheia em certas partes, mas eu acho Penelope o tipo de atriz que não deixa você desgrudar os olhos da tela, e por isso, a grande maioria dos papéis dela em filmes sempre acabam me agradando, de um jeito ou de outro.
Carla era meio safadjeenha, mas a gente acaba gostando da moça, que parece sinceramente apaixonada. Além de linda!

Olha Fergie, preciso dizer que você subiu no meu conceito, viu.
Interpretar uma prosti podrona de esquina num filme cheio de dyvas montadas e poderosas, engordar horrores e ainda ter essa caracterização “Elba Ramalho meets molho pomarola meets a menina do chamado” e ainda atuar cheia de atitude e dygnidade não é pra qualquer uma, viu!
“Be italian”, sua música no filme, é com certeza a mais importante, pra mim. Representa toda a sensualidade italiana, é forte, é patriota, é apaixonada. E a voz dela tá maravilhosa, viu, nem parece a mesma bimbo que canta My Humps.
Pra mim, a prova definitiva de se uma cantora consegue ser uma boa atriz é dar a ela um papel completamente diferente da imagem que ela representa e mandar a gatha se virar. E, apesar de a Fergie já ser toda sensual, Saraghina, a prostituta que marcou a infância de Guido, tem um sex appeal completamente diferente do da cantora.
Não é todo mundo que conquista o respeito dos outros rolando na areia. Veja Stefhany, por exemplo. Fail total.
Luisa Contini, esposa traída, atriz que se apaixonou pelo diretor dos seus filmes e desistiu da carreira.
No começo do filme, eu já tinha gostado de Marion Cotillard. Com um estilo de mulher de malandro (“sei que você tem outra, mas volta pra casa que eu tchy perdôo”) cheia de classe, achei que ela tava um misto de Kate Perry com Audrey Hepburn com esse figurino phyno!
Daí ela me abre a boca e canta “My Husband Makes Movies”, que me fez perder todo o respeito que seu delineador gatinho tinha ganhado antes. Primeiro, porque a música é chata pra caramba. Segundo, porque essa coisa de corna mansa começou a me cansar.
Só que aí a amygha se rebela, dá um pé no Guido insuportável e se valoriza! Bom.. tá, primeiro ela faz um striptease e uma performance de moral duvidosa da (ótima!!!!) ‘Take it All’, mas o importante é o significado. É a mensagem. Que é: Guido, get lost, beim!
O mais legal é que ela é a única personagem do filme com uma mudança significativa ao longo da história, a menos esterotipada e é onde dá pra ver claramente uma personagem que não é unidimensional.
Marion Cotillard, me liga, gatha. Quero ser sua BFF. Quero usar o seu fluidline. Tchy empresto o meu chanfrado!
E fora esse clima burlesco e decadente, toda a italianice muito charmosa e os figurinos mara, ‘Nine’ também arrasou no quesito maquiagem!
Muuuito delineador, cílios postiços à vontade e toneladas de rímel pra evocar muita sensualidade nas divas!
A maioria dos lábios passava meio desapercebido, apenas com um gloss ou batom discreto (com exceção da Saraghina, de batãozão vremei característico, mas ela não era muito referência de make, né! haha)
Blush também nem se notava.. o foco mesmo eram os olhos!
Os cabelos também me chamaram atenção: adorei esse volume na parte de cima, as várias camadas da Claudia, Stephanie e Carla, bem Barbarella.
Todos os detalhes, desde às roupas aos penteados, foram bem pensados pra deixar essa impressão de que todas elas eram divas, pra deixar uma impressão! E conseguiram!
Enfim. Pra mim, ‘Nine’ foi legal por muitos aspectos, e no geral eu gostei. Um filme sobre o amor, sobre a fama, sobre o reconhecimento. Sobre as muitas mulheres que definiram um homem.
Um filme sobre o filme que não foi feito.
….agora Daniel Day-Lewis, desculpa fio, mas você sendo disputado por tanta mulher bonita eu não engoli. Só George salva!
Bata de mamis com detalhe bacana no decote, sandália Sapatonline já conhecida por aqui, short boyfriend e colar. Saiu um lookzinho meio boho. Meio, eu acho. Realmente não tenho certeza.
O colar da foto é Beleza, da
Muito amor
Ressuscitei a tag! Uhuul! Hahaha!
Legal, né? Eu sempre sorrio quando olho os bracinhos do Mickey apontando as horas 


Andrômeda, tchy dedjikay!




