Sobre quando eu descobri que era adulta.

August 30, 2010

Imagino que seja sempre um momento muito pessoal aquele em que você percebe que saiu do mundo em coloridinho da adolescência.

O primeiro porre, a primeira eleição que você vota, a primeira aula da auto-escola, a primeira vez que você vai ao motel.. Não sei, de verdade. Acho que vai de cada um.

Se é que todo mundo sente essa passagem. Às vezes, quando você se dá conta, já tá cheia de si com as responsabilidades do seu primeiro emprego e com a calça social emprestada da sua mãe. Nem percebe. Afinal, era tão natural que um dia você chegasse ali.

Achei que fosse ser assim comigo também, porque depois de sair de casa, começar a organizar as contas pra pagar e ter obrigações que antes não se tinha, a gente não vai se sentindo exatamente com dezesseis anos.

Mas certeza, certeza mesmo de maturidade, eu só tive com o baque seco que foi a morte da Má.

Depois de 19 de Junho do ano passado, eu caí de cara no concreto duro da vida adulta.

Já faz um ano desde aquele telefonema horrível no meu último dia de provas finais. Eu ia pro bar.

Depois, do caminho até à rodoviária, me parece que foi um longo período de inércia.

A viagem até o interior também foi muito longa. O velório foi gelado, empestiado daquele cheiro fúnebre que só as rosas têm, e foi triste ver todos os companheiros de tantos churrascos do terceiro colegial reunidos ali.

Mas nada foi mais longo e confuso quanto aquelas férias…

A verdade é que, com ela, não morreu apenas uma amiga de infância, e sim, um pedaço de mim. Meu pedaço do segundo colegial que acordava cedo reclamando pra ir aos simulados. O pedaço que contava o dinheiro pra caipirinha de sábado. O pedaço que jogava forca no cursinho. Que tatuou com henna uns símbolos chineses bregas na viagem de formatura.

A cidade ficou estranha, e por muito tempo me senti deslocada na minha própria casa, nas ruas amareladas de sol e, de certa forma, dentro de mim mesma.

Tudo lembrava aquele tempo bom e despreocupado, que sempre parecia a um ônibus de distância, tangível pra eu pegar de volta quando eu quisesse, especialmente nos dias em que eu odiava amargamente São Paulo, amaldiçoando os trabalhos da faculdade e choramingando com saudade das roupas de cama cheirando a amaciante da casa da minha mãe.

Mas depois que ela morreu, nada mais foi assim.

Nada tinha realmente mudado: a fachada do colégio ainda era a mesma, os barzinhos que a gente gostava ainda têm as mesmas mesinhas na calçada, o lugar onde a gente comprava salgado no intervalo, ainda é meio porco.

Mas nada era mais o mesmo.

E então eu percebi. Ganhei esse horrível senso de finitude abrupta e uma ocasional falta de ar quando passo de carro, num domingo vazio, em frente à casa dela. Eu sei que nunca mais vou conseguir entrar lá. E isso é tão triste.

É claro que talvez eu esteja errada. Talvez eu descubra que ainda não sou adulta, mas só uma menina triste.

Mas hoje eu entendo que meu passado feliz foi embora, e que pra ele, não tem viagem de volta pra minha infância alegre e pro meu colegial divertido quando eu estiver de saco cheio do meu presente. As pessoas que cresceram comigo hoje estão longe, seguindo suas vidas, e eu também, como deveria ser.

Mas, em momentos como esse, isso não parece tão certo assim.

E sobre a Má… bem, eu odeio quando as pessoas usam aqueles clichês idiotas pra descreverem as pessoas depois que elas morrem, dizendo que fulano era um anjo de candura, nunca fez mal à uma mosca, nada de errado, aquelas lembranças falsas e irreais que nunca refletem a verdade.

A Má não era perfeita. Ela sempre aumentava as histórias, era exagerada, enrolada pra sair com a gente.

Falava mal daquela menina metida junto com a gente no intervalo do cursinho, nunca espalhava o corretivo nas espinhas direito e arrumava a franja tão compulsivamente que a vontade que dava era de prender as duas mãos dela pra ver se a criatura sossegava.

E era linda. Ridiculamente divertida. E sempre que me via, gritava a um quilômetro de distância na boate. E eu ainda me lembro da voz rouca dela quando ela fazia isso.

Era minha amiga. E é assim que eu me lembro dela, com todas as besteiras e maravilhas.

Especialmente hoje, no dia do seu aniversário.

Parabéns, Má. Onde quer que você esteja.

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Mãe, eu tô emo!

August 26, 2010

Tava todo mundo pedindo pra ver o meu cabelo de maluca.

Eu já aviso que não há consolo. Não-o-há.

Já ouvi muitas tentativas de pseudo-animações, “não ficou tão ruim assim”, “a parte da frente até que ficou bonitinha”, mas não adianta, entendeu. Tá uma bosta.

E não tem melhor palavra pra descrever. Ficou, literalmente, uma bosta.

Bom, a história é o seguinte.

Eu cheguei e falei “moço, tira três dedos do comprimento e corta a parte de trás em camadas”. Eu uso a franja de lado, e como ela estava completamente destruída e mastigada desde que eu decidi atacá-la com a tesoura, queria que ele arrumasse também.

E aí começou aquela conversa. Camadas estão batidas, vamos desconectar, mais moderno, truques jedis para a mente, e no fim…

cabeloemo

Veja bem: eu gosto do meu cabelo cortado em camadas porque ele fica lindo. Eu adoro. Amasso e saio me sentindo a maior diva da face da terra. Só um pouco de mousse e já vou pela rua com a auto-estima superestimada.

O problema é que o meu cabelo foi picotado repicado ao longo do comprimento de uma forma muito maluca moderna, então meu cabelo murchou. Ficou essa coisa lambida e cheia de fiapos aí embaixo que eu não entendi. A franja também não ficou boa, parece que eu mesma a re-ataquei.

Resultado: sobraram esses fiapos de manga chupada (palavras carinhosas da minha mãe) aí embaixo, que não servem pra nada, apenas para figuração emo. A parte de cima está constituída num capacete esquisito, igualmente emo.

Se eu amasso, fica torto, se eu aliso, fica…. EMO.

E três dedos meu nariz: eu disse adeus a uns bons cinco!

Quer dizer, ficou absolutamente nada a ver com o que eu tinha pedido. Nada mesmo. Nem se eu tivesse pedido em mandarim era pra ter saído isso.

E vejam bem que essas fotos maravilhosas e edificantes nem conseguiram captar a extensão de emice dos fiapos desconexos e esquisitos, hein. Ainda estou poupando vocês de cenas fortes!

Enfim….. sem mais. Essa é minha atual situação capilar. Me dê uma calça colorida que eu te mostro quem é Pe Lanza.

E essa cara oleosa de doida é como eu tô agora. Agora mesmo, neste presente momento, enquanto escrevo esse post.

Porque aqui é assim, entendeu, ninguém será poupado. É a vida como ela é! Nelson Rodrigues ruleia tudo! É NÓIS DAS LITERATURA DAS DURA REALIDADE, MANOLO

PS: Como assim tem gente achando que eu sou essa coisa óculos branco? É EEELEE o cara do Restart! Coloquei pra ilustrar, mas se me confundir com ele, eu perco a amizade, hein! hunf!
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E aí, vamos?

August 24, 2010

Beauty Fair cai no fim do mês, mas tenho certeza que tem gente com o cartão preparado desde o começo de Agosto, né?*

Bom, e pra você que vai na feira no sábado, linda, lôra e de sapatilha moleca véia  pra poder bater perna o dia inteiro, que tal almoçar com a gente?

É que vai ter blogueira a rodo pra lá, e ia ser legal poder reunir uma galera pra comer, fofocar e dar aquela passeada! :)

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- Aiiin, mas como vocês são metidas e horrorosas, eu tenho blog e ninguém me chamou, vou mandar mil indiretas pelo twitter e deixar todas neuróticas!

Nããão, sem maldade na vida, só amor no coração!

Blogueiras, leitoras, todo mundo é bem vindo, ok? Somos legais, gente. :)

Daí, é só deixar um recado aqui nesse post pra gente saber quem vai!

E eu vejo vocês às 11h30 do sábado, na entrada da feira! ;)

*Eu não, porque não vou comprar absolutamente nada. Eu juro. EU JURO.
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Apenas parentes e amigos, por favor.

August 22, 2010

A Equipe Especial de Atendimento Emergencial a Cortes de Cabelo de Resultados Duvidosos gostaria de confirmar que nesta sexta-feira, dia 20 de Agosto, houveram algumas complicações no procedimento.

Ocorreu realmente uma grande perda capilar, mas ainda é muito cedo para avaliar os resultados como malignos ou benignos.

O cabelo está sendo submetido à tratamentos experimentais à base de mousse, secador e chapinha, e espera-se que reaja positivamente, mas realmente ainda é muito cedo para qualquer tipo de parecer.

Contamos com a compreensão e paciência de todos.

Horários de visitação das 9h00 às 17h00. Presentes para levantar o ânimo da paciente não são obrigatórios, mas serão bem recebidos.

Gratos,

EEAECCRD.

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Meus sentimentos exacerbados por objetos inanimados.

August 17, 2010

Dias atrás, quando minha mãe me deu a feliz notícia de que finalmente tinha trocado de carro, eu não me surpreendi nem um pouco de ter, como único pensamento, a triste imagem do nosso palinho azul parado, completamente sozinho, no estacionamento da concessionária.

Com seu amassadinho na traseira (obra de arte de minha autoria, claro), calotas que eu ajudei a escolher com amor e carinho e as marcas de patinha do Flóqui no pára-brisa.

Abandonado. Ao vento. Ao léu. À própria sorte.

Veja bem, para pessoas normais, trocar de carro é uma coisa positiva, reforçada pela sociedade capitalista de consumo e que gera um sentimento de felicidade e satisfação no indivíduo assalariado.

Pessoas normais, eu disse. Não gente como eu.

Eu sou do tipo que cria um apego ridículo e desproporcional aos objetos inanimados que fazem parte do meu dia a dia. Não que eu viva juntando lixo e sinta amor verdadeiro pelos comprovante de depósito do banco, mas a verdade é que alguns dos meus pequenos pertences, às vezes, acabam se tornando especiais.

E é assim que um monte de bugiganga acaba tendo valor sentimental.

E nem estou falando de coisas realmente importantes, como a medalhinha que ganhei da minha vó ou a minha joaninha de pelúcia, e sim idiotices como a minha caneta preferida, a caixinha de fósforos que eu levo sem razão aparente na bolsa (eu nem fumo) ou uma faca que tinha na cozinha da minha casa antiga que eu achava simpática porque o cabo estava amassado de um jeito engraçado.

Sim, o meu afeto material não tem muito critério mesmo. Não discrimino por cor, raça ou função enquanto objeto.

Além disso, odeio trocar celular, computador e todo esse tipo de coisa, porque me sinto deprimida e a mais infiel das usuárias da tecnologia. E daí que a bateria ficou viciada? E daí que a configuração antiga tá um lixo e que o teclado mandou um abraço? Where is the loooove, minha gente?

Quedê a coragem de dizer adeus ao meu monitor velho gracinha?

Enfim, sendo irmã de um cara que batizou os pesos de porta de galinha de Gertrudes e Genoveva e filha da “mas co-coitaado do nosso carro lá sóóózinhoo” mór, não esperem muito desapego de minha pessoa.

Eu gosto muito das minhas coisas.

E sim, passo muito tempo sozinha. ¬¬
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Resultado do sorteio Amazonita

August 16, 2010

E quem vai ficar quentinha com um “Rabo de Gato” enrolado no pescoço é….

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Lilian, colega do Secrets of Beauty!

Parabéns flor, agora é só escolher a cor! =D

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No Etsy: Amazonita (e tem sorteio!)

August 12, 2010
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Bom, vocês todas já me ouviram falar (e mostrar nos meus looks!) dos colares da minha mãe, certo? É só clicar nesse banner ali do lado, escrito Fátima de Ornellas, que dá pra acessar o site cheio de fotos de broches e colares feitos por ela.

Mamis é apaixonada por trabalho artesanal e é super fuçada, sempre querendo conhecer alguma receita nova de tricô, um ponto novo de crochê, um material diferente pra se fazer um colar, um jeito novo de usar algo simples… enfim!

E por isso a gente decidiu abrir uma lojinha dela também lá no Etsy!

Pra quem não conhece, o Etsy é tipo uma comunidade virtual enoooorme, ótima pra se comprar coisas artesanais, vintages, lugar pra se vender algumas quinquilharias de fundo de gaveta e também de mostrar peças próprias bem interessantes.

E, agora, as peças da minha mãe estão lá também, na Amazonita:

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Em inglês, que a gringaiada também entende, haha!

Além de colares e broches das outras coleções, tem vários produtos novos, como os colares Iracema e Iraciara (feitos com sementes de açaí e rococós de viés de algodão), os divertidos cachecóis “Rabo de Gato” e peças bem delicadas feitas com pedras brasileiras, como quartzo rosa, jaspe e a própria amazonita, estrela da festa.

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A loja do Etsy então traz, além das peças do Fátima de Ornellas Bijoux, outros tipos de artesanato, como cachecóis. Logo, logo, vamos colocar os marcadores de origami por lá também! O legal é que as peças são feitas com materiais bem brasileiros mesmo, como viés de algodão, feltro, açaí e, junto com alguns materiais típicos de casas de armarinho, estão também outros mais sofisticados, como pérolas e pedras brasileiras e com um design elegante e delicado (até porque eu, pessoalmente, odeio bijoux-natural-de-côco-comprei-na-praia, hahaha).

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- Ah, mas por quê tudo está em inglês?

Como o Etsy é um site americano, fica mais fácil colocar as informações em inglês mesmo, que assim as chances de qualquer pessoa do mundo inteiro entender são maiores.

Mas calma, que as informações mais importantes, como material que vai na peça, comprimento e frete, também estão todas traduzidas pro português e, qualquer dúvida, dá pra mandar uma mensagem.

Além disso, no canto de baixo, à direita, tem a opção pra mudar pra Real, assim você já vê os preços convertidos:

Captura de tela 2010-08-12 às 17.51.15

Não é nada difícil de mexer no Etsy! Pra comprar, basta fazer o login, e o sistema de pagamento é super seguro e facilitado, o já conhecido PayPal.

Sei que sou suspeita pra falar (jabá de filha conta? haha), mas tenho o maior carinho por esse projeto. Ajudei bastante, quero muito vê-lo crescer e divulgo com muito orgulho!

E, pra fazer isso, vamos fazer um sorteio amigo de uma das minhas peças preferidas! :)

cachecol

Gosto muito desse cachecol “Rabo de Gato”, que é aquele feito sem nenhuma agulha, que eu já falei aqui uma vez. Só precisa dos dedos pra trançá-lo!

Ele tem esse nome porque já sai assim mesmo, parecendo uma lingüiçona, ou melhor… um rabo de gato!

Não consegui me decidir na cor pra sortear, então a vencedora (ou um vencedor bem estiloso, quem sabe!) vai ficar à vontade para escolher (todas as cores disponíveis estão aqui. recomendo o Azul Vivo, porque eu tenho um e acho maravilhoso!). =)

Pra participar, é fácil, fácil, como sempre.

Basta colocar nome e e-mail na caixinha. As inscrições vão até domingo 15/08, e o resultado sai aqui, na segunda!

Apesar de no Etsy entregarmos pra outros países, o cachecol será enviado apenas para um endereço no território nacional, tá gente?

Ah, e se a caixinha estiver sumida, não se preocupem, porque o Contest Machine é temperamental. Ela sempre volta, viu!

Enfim, boa sorte a todos! =)

Dêem uma passada no Amazonita e me contem depois do que mais gostaram, ok?

E, qualquer dúvida, qualquer mesmo, sobre frete, cor, quantidade, etc, basta enviar um e-mail pra mfberaldo [a] hotmail.com.

PS: Um super beijo pra Dani, que fez o layout. =)

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Cliente Mais?

August 9, 2010

Eu sou do tipo que acredita que toda hora é hora de desenvolver pensamentos babacas. E nada melhor para a ruminação mental do que empurrar um carrinho de supermercado, naquele momento super-emoção-adrenalina-Chuck-Norris de fazer compras do mês.

Eu sempre penso, por exemplo, em como um dos meus maiores sonhos quando eu adentro as portas de um estabelecimento de comércio alimentício e frugal é comprar um pedaço de queijo tão monstruosamente enorme, tão desnecessariamente grande, que eu precise fazer carnê, crediário e apresentar o último holerite na hora de pagar. Afinal de contas, com uma arroba de parmesão, não dá pra fazer, assim, uma fuga em alta velocidade, né.

Também sempre me embasbaca as prioridades do Pão de Açúcar. O fato de disponibilizarem 438243294 tipos de vinho, oitocentos e quarenta e duas variedades de azeite e cinqüenta e sete tipos de bolachinhas e patês (e nenhuma lâmpada de 60w) só me leva a crer que ele é algum tipo de ponto de encontro do povo do Par Perfeito disfarçado, e só serve mesmo pro flerte de divorciados que gostam de petiscar (à luz de velas, lógico. porque, isso, lá vende).

Será que existem códigos comunicativos na hora da paquera? Casados são os com um maço de açafrão e solteiros ficam perto da banquinha de cebola?

É um mistério.

E eu juro, sacramentando, que não existe nada, nada nesse mundo de deus, nenhuma outra atividade que degrade mais o ser humano, que faça com que qualquer pessoa se sinta o mais incapaz da sua espécie do que abrir aqueles malditos saquinhos transparentes!!!!

Puta que pariu, aquilo lá é uma tortura. Os dedos vão ficando secos de tanto esfregar aquela porcaria em busca de uma esperançosa abertura, os segundos se arrastam em longos minutos enquanto você começa a se sentir constrangida porque não consegue abrir a desgraça para guardar as suas batatas. Depois de cinco minutos, você então pede, com os olhos marejados, pro mocinho que está arrumando as maçãs se ele poderia, ENCARECIDAMENTE, abrir aquilo pra você.

E é claro que ele faz isso em dois segundos, sem a menor dificuldade, com a maior ginga e malemolência, porque funcionários de supermercado são todos mutantes ou algum tipo de X-men.

Marquem minhas palavras: ainda vou ter um meltdown em meio à pêras e rabanetes enquanto amaldiçôo, completamente descompensada, todos os fabricantes de sacolas plásticas que existem.

Só espero que, se for pro Datena, minha maquiagem ainda esteja decente.

Mas enfim… essa banana é prata ou é nanica, moço?

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Traz a Torah e o cacau!

August 6, 2010

O twitter é aquela bagunça, então muitas vezes eu estou dando uma lida na timeline e, quando vejo que alguém interessante postou um link que parece ser legal, sempre abro em uma abinha pra ler depois.

O duro é quando você já está fazendo isso a uma hora, e depois não se lembra porque tem tanto vídeo estranho carregando no youtube, fotos do looong cat ou notícia fora de contexto aberta ali do lado. ¬¬

Então, não me perguntem quem deu a dica do link pra Beth Chocolates que eu não sei!

choc1Bom, tá, tudo bem, sou durona e chocolates fofos não me impressionam.

Mas chocolates fofos e judaicos siiiiiiiiim!

choc2

A judia-wannabe dentro de mim ficou doida! Quero muito! Quero todos!

Beth, me enche aí um quipá desses, faz favor?

Pode se converter só pra ganhar uns desses no bat-mitzva?

Pode? Pode? Heinnnn? :D

Vó, desculpa, mas hóstias não são a mesma coisa!
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9 coisas que (eu acho que) ninguém sabe sobre mim

August 4, 2010

O Dormiu! me passou esse meme e, apesar de não ser super fã deles, achei esse até que bem interessante.

Bom, acontece que ele faz um blog sobre variedades e curiosidades, e não essa super ego trip chamada Pimenta Rosa, né?

E eu que só falo de mim, my self e moi?

Será que realmente ainda tem coisa que as senhoritas não sabem sobre a tia aqui, sendo que já postei até foto de calcinha (ui, amor, não é o que você está pensando!)?

Bom, então, vamos lá!

1- Eu nunca levei nenhum ponto ou quebrei nenhum membro do meu corpo. E eu também fico doente raramente, geralmente uma gripe uma vez ao ano. Meu pior episódio médico foi quando tive pneumonia há uns dois anos atrás. E eu nem tive que ficar internada! Rá!

Fora isso.. CORPO FECHADO! hahaha

2- Eu tenho um verdadeiro pânico de aranhas. As pequenas já me incomodam bastante, mas quanto maior e mais peludo o aracnídeo, maiores são minhas chances de ter uma síncope. Meu pior pesadelo é encontrar um armadeira na frente, um tipo de aranha venenosa (a mais, segundo o Guiness) e super agressiva que tem esse nome porque arma um bote e pula em você!!

(Ai, minhas pernas, tão ficando tudo mole… )

3- Eu AMO bananas e como pelo menos uma por dia, desde que me conheço por gente. Amo mesmo, gente, nada fica entre eu e minha banana (ui). Chego a levar na bolsa pra comer na faculdade!

4- Eu estudei em nove escolas diferentes em toda a minha vida.

5- Nunca tive piercing no umbigo – e em nenhum outro lugar do meu corpo -, mas penso em fazer uma tatuagem.

6- Na hora do vestiba, pensei seriamente em carreiras como Jornalismo, Editoração e Design Gráfico, e no fim, acabei escolhendo Psicologia. Mas nunca, nem por um segundo, eu pensei em prestar Medicina.

7- Eu sempre gostei de escrever, e quando eu era criança, eu brincava de fazer umas poesias. Quando eu tinha uns 9 anos, minha mãe juntou tudo que eu já tinha escrito e foi atrás de editoras infantis pra gente publicar. Me lembro até de uma reunião com um ilustrador! hahaha Mas no fim… não vingou. :(

8- Namoro há 8 anos, mas como sempre que falo disso o vilarejo já começa a acender suas tochas, evito.

Muita gente me olha como se eu fosse uma aberração da natureza por isso, e como sou discreta com relacionamentos e já cansei de ver queixos caindo de horror por causa do assunto, acabo que falo muito pouco do meu namoro com gente desconhecida.

A gente já até usou uma época aquelas aliancinhas prateadas, e mandamos gravar os apelidos, porque achamos que o nome mesmo, de verdade, era sério demais! hahaha

9- Tenho mania de contar os dedos das pessoas na rua pra ver se todas têm mesmo cinco. O pior é que, no fundo, no fundo, tenho a estranha e bizarra esperança de um dia achar alguém com um a menos. Ou a mais.

Mas não me olhem assim, como se eu fosse louca… só conto os dos pés, viu!

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