As 7 divas de Nine

February 7, 2010
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***Tá cheio de spoilers! CORRÃO!!***

Musicais podem ser muuito legais, mas também podem ser uma armadilha que te prende no cinema por, no mínimo, uma hora e meia aguentando aquele povo horrendo dizendo tudo cantado.

Porque musical bom, pra mim, é aquele em que o povo canta (dã), mas não o tempo todo. Tem diálogo, a história flui agradavelmente, e num momento oportuno, rola uma musiqueenha pra dar aquela ilustrada.

Filmes onde qualquer “boOOoom diIIIiia” ou “me paAAassa AA mantEEeiga” é cantarolado em voz de falsete me faz perder completamente a vontade de viver, entendeu. E nem vou falar como namorado se sente em relação a isso, ele entra num alfa que é só ódio e desgosto.

E, mesmo correndo o risco de Nine ser um Sweeney Todd da vida, fui correndo assistir quando soube que estava passando aqui perto de casa!

Apesar do enorme desfile de belas mulheres, de todo o appeal (ao menos pra mim) do negócio ser a possibilidade de dar uma olhada nos looks e picumãs de época super bem produzidos das divas, ‘Nine’ gira em torno do diretor de cinema Guido Contini, o próprio Woody Allen italiano: em crise, egocêntrico e completamente neurótico.

Tudo parece se tratar de Guido: cada música, cada personagem, todas as cenas tem alguma relação com ele, todas as personagens tem alguma ligação com Contini.

Depois de ter feito alguns filmes de sucesso e ter se tornado um diretor aclamado no mundo todo, Guido sofre de extrema falta de inspiração em relação ao seu próximo filme, do qual ele só tem certeza do nome: “Itália”.

Bom, na minha opinião, Guido é uma beesheenha fresca, filhinho da mãe, mimado pela mulher e pela amante, isso sim. É um homem chato, insatisfeito e que fica cheio de mimimi achando que ninguém o entende. Psicologia de buteco, eu sei, mas pra mim um cara que tem sete belas mulheres dedicadas à sua disposição, cinco das quais oferecem ampla possibilidade de cópula, e ainda passa mais de uma hora e meia reclamando e choramingando é um belo de um merda, entendeu.

E graças ao bom deus que a mulherada eventualmente concorda que ele não vale tanta chatice e desencana de ficar rasgando seda pra criatura.

Daí que o negócio fica bom, haha!

Não sei. Eu comecei a assistir o filme na maior emoção, curiosa pra ver que história poderia ter reunido tantas estrelas. Deu meia hora e eu não aguentava mais escutar “Guido”. As músicas também não estavam me impressionando tanto, e pareceu que tudo prometia mais do que estava cumprindo.

Não sei exatamente quando o filme deu uma reviravolta pra mim, mas em algum momento entre Kate Hudson piriguetando e Luisa Contini, a esposa boazinha, sair batendo o pé do restaurante depois de ver a amante do dito cujo chegar, ‘Nine’ really grew on me.

E apesar de acabar sendo um pouco diferente do que eu esperava, adorei ter assistido por muitas razões, entre elas, por ter no elenco tantas atrizes bacanas e difíceis de reunir num filme só.

Aliás, bora dar uma olhada nas dyvas?

Claudia

Nicolétchy como Claudia Jenssen, a atriz e musa inspiradora de Contini, estava muito linda. E o mais legal, na minha opinião: a cara dela mesma. Eu odeio quando inventam de colocar a criatura pra interpretar gente alegrinha, de falinha mansa e sussurrada, tipo em ‘A Feiticeira’.

Parece tão artificial quando ela fica dando aquelas risadinhas afetadas.. Nicole, amigue, bora embreiçar o rótulo de ice queen e ser feliz! Ninguém quer te ver de boazinha, empina esse nariz e vai esnobar o povo!

Em ‘Nine’, ela faz aquela atriz bem estrela mesmo, sem metideza mas se dando uma certa importância. Frente à falta do roteiro inexistente de “Itália”, Claudia diz gentilmente a Contini que não pode trabalhar assim e dá um basta na chateação do cara, dizendo que ele precisa parar de vê-la como uma personagem que ele sempre recria e que precisa existir pra suprir necessidades egoístas dele. De longe, a mais firme. Dedico e pago pau!

Mas achei que o bafafá em torno dela foi muito pra pouca atuação, sabe? Veio, apareceu uns 10 minutos, cantou uma musiquinha sem graça (a voz dela é lindona e já conhecida de outros musicais, mas que letrinhas mais ZZzzZzzz, hein.. ¬¬) , rolou todo um makeover cheguei-Barbarella-saí-Xuxa (prestem atenção no cabelo!) e foi embora.

Stephanie

Katylene Hudson se jogou de cabeça na piriguetagem pra poder interpretar a repórter americana da Vogue nos anos 60.

Adorei vê-la (ouví-la? :P ) cantando. Sempre achei uma voz bonita, mas cantar são outros 500s, né? Acho que, de todas as mulheres do Guido, foi meio que a er.. menos importante.

Achei o papel dela bacana pra mostrar de uma forma meio que mais parcial a fama dele. Ela não tinha nenhum envolvimento pessoal direto com ele (até tentou uma chave de coxa no hotel, mas nem rolou! haha) e era super fã.. a música que ela canta é a mais animada e a que mais fala sobre o cinema italiano da época e as temdemssyas lançadas por ele!

Lilli

Quem aguenta o cristo nas filmagens é sua melhor amiga e figurinista Lilli, uma francesa interpretada por Judi Dench.

Com essa cara (e sobrancelhas), não dá pra ela fugir muito dos papéis de tough love, e esse é mais um deles.

O que eu mais gostei na Lilli foi o fato de ela conseguir ser burlesca e interpretar uma música relativamente sensual com figurino e atitude condizentes com a idade. Tipo vedette de respeito, sabem? Diferente de..

mamma…Sophia Loren, numa das atuações nulas mais estranhas que eu já vi.

Achei o máááximo do máximo saber que ela ia fazer ‘Nine’, já que eu nunca vi nenhum filme com ela e cresci com a minha mãe falando em como ela foi um ícone do seu tempo.

Mãããnnns.. pô, eu acho que a mulher só teve uma fala no filme todo (rodrigo-santoro-em-as-panteras-feelings), e foi tipo “Ah, Guido”.

Fora aquele decote assustador que ela não muda, seja em filme, seja em eventos da vida real. É um combo de bronze exagerado com silicone, lenço, crucifixo.. Enfim… eu sei lá. Eu acho que um quadro da mamma na parede da casa de Contini com um xale preto teria sido mais interessante. E ela ainda estaria mais bonita. E mais natural. o.O

Carla

Eu adoro o fato de que, Penelope Cruz, com esse sotaque, sempre vai acabar fazendo alguma personagem exótica em algum filme com vibes latinas, e isso é muito bom! Eu adoro ela nesse tipo de papel.

Em ‘Nine’, achei ela uma amante bem da clichezinha, de ficar escondida em um hotel xexelento pra mulher do cara não descobrir, total co-dependente.. e achei bacana, haha!

Nunca vi ela fazer papel de sirigaitazinha, e o legal é que ela fez isso com bastante estilo e, eita…sensualidadje.

Esperava mais da sua música (”A Call from Vatican”), e confesso que a performance me deu um tiquinho de vergonha alheia em certas partes, mas eu acho Penelope o tipo de atriz que não deixa você desgrudar os olhos da tela, e por isso, a grande maioria dos papéis dela em filmes sempre acabam me agradando, de um jeito ou de outro.

Carla era meio safadjeenha, mas a gente acaba gostando da moça, que parece sinceramente apaixonada. Além de linda! :)

Saraghina

Olha Fergie, preciso dizer que você subiu no meu conceito, viu.

Interpretar uma prosti podrona de esquina num filme cheio de dyvas montadas e poderosas, engordar horrores e ainda ter essa caracterização “Elba Ramalho meets molho pomarola meets a menina do chamado” e ainda atuar cheia de atitude e dygnidade não é pra qualquer uma, viu!

“Be italian”, sua música no filme, é com certeza a mais importante, pra mim. Representa toda a sensualidade italiana, é forte, é patriota, é apaixonada. E a voz dela tá maravilhosa, viu, nem parece a mesma bimbo que canta My Humps.

Pra mim, a prova definitiva de se uma cantora consegue ser uma boa atriz é dar a ela um papel completamente diferente da imagem que ela representa e mandar a gatha se virar. E, apesar de a Fergie já ser toda sensual, Saraghina, a prostituta que marcou a infância de Guido, tem um sex appeal completamente diferente do da cantora.

Não é todo mundo que conquista o respeito dos outros rolando na areia. Veja Stefhany, por exemplo. Fail total.

Luisa ContiniLuisa Contini, esposa traída, atriz que se apaixonou pelo diretor dos seus filmes e desistiu da carreira.

No começo do filme, eu já tinha gostado de Marion Cotillard. Com um estilo de mulher de malandro (“sei que você tem outra, mas volta pra casa que eu tchy perdôo”) cheia de classe, achei que ela tava um misto de Kate Perry com Audrey Hepburn com esse figurino phyno!

Daí ela me abre a boca e canta “My Husband Makes Movies”, que me fez perder todo o respeito que seu delineador gatinho tinha ganhado antes. Primeiro, porque a música é chata pra caramba. Segundo, porque essa coisa de corna mansa começou a me cansar.

Só que aí a amygha se rebela, dá um pé no Guido insuportável e se valoriza! Bom.. tá, primeiro ela faz um striptease e uma performance de moral duvidosa da (ótima!!!!) ‘Take it All’, mas o importante é o significado. É a mensagem. Que é: Guido, get lost, beim!

O mais legal é que ela é a única personagem do filme com uma mudança significativa ao longo da história, a menos esterotipada e é onde dá pra ver claramente uma personagem que não é unidimensional.

Marion Cotillard, me liga, gatha. Quero ser sua BFF. Quero usar o seu fluidline. Tchy empresto o meu chanfrado!

E fora esse clima burlesco e decadente, toda a italianice muito charmosa e os figurinos mara, ‘Nine’ também arrasou no quesito maquiagem!

makeMuuuito delineador, cílios postiços à vontade e toneladas de rímel pra evocar muita sensualidade nas divas!

A maioria dos lábios passava meio desapercebido, apenas com um gloss ou batom discreto (com exceção da Saraghina, de batãozão vremei característico, mas ela não era muito referência de make, né! haha)

Blush também nem se notava.. o foco mesmo eram os olhos!

Os cabelos também me chamaram atenção: adorei esse volume na parte de cima, as várias camadas da Claudia, Stephanie e Carla, bem Barbarella.

Todos os detalhes, desde às roupas aos penteados, foram bem pensados pra deixar essa impressão de que todas elas eram divas, pra deixar uma impressão! E conseguiram!

Enfim. Pra mim, ‘Nine’ foi legal por muitos aspectos, e no geral eu gostei. Um filme sobre o amor, sobre a fama, sobre o reconhecimento. Sobre as muitas mulheres que definiram um homem.

Um filme sobre o filme que não foi feito.

….agora Daniel Day-Lewis, desculpa fio, mas você sendo disputado por tanta mulher bonita eu não engoli. Só George salva!

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FAQ

February 5, 2010

Aah, se eu ganhasse déi centavos a cada vez que alguém me pergunta que curso que eu faço na faculdade..

São muitas as perguntas que eu recebo com freqüência, e achei interessante criar um FAQ pra responder as que mais aparecem, além de colocar mais umas informações importantes aqui pro blog!

Por isso, sempre que tiver uma dúvida que pareça meio óbvia ou coisa do tipo, dê uma passadinha por aqui, porque talvez ela já tenha sido respondida! E, além de saber a resposta dessa, você pode saber de outras coisas bacanas sobre o blog e sobre mim! :)

O FAQ vai estar em atualização sempre, de acordo com as perguntas que eu for recebendo e com o que vocês também acharem interessante de ver respondido por lá.

Por isso, eu peço, belezuras: o que vocês acharem importante de ser respondido pro blog, deixem nos comentários desse post aqui, ok?

E se a sua pergunta não for assim, digamos, um “ser ou não ser” da vida, tem sempre o formspring pra me perguntar asneiras e besteirinhas, haha! ;)

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Invictus e Hooligans: sobre amor (ou algo assim) ao esporte

February 5, 2010

Essa semana eu fui assistir Invictus com umas amigas no cinema, né.

Tinha visto o trailer já, mas naquele momento tenso onde você fica brigando com o namorado pelas pipocas do topo do pacote (têm mais manteiga ¬¬), você nem sempre tá muito ligada em resumos de outros filmes que duram só uns minutinhos.

Entrei na sala lembrando que falava do Mandela e que tinha Matt Damon muito loiro e muito americano. Só.

Nem lembrava que tinha esportes no meio do negócio.

Não que Invictus seja simplesmente um filme sobre esportes. É um filme político, com uma caracterização super legal da África do Sul, mostrando de uma forma um tanto quanto sutil muitas coisas da vida do Mandela. Um momento histórico importante e delicado.

Aliás, posso falar? Eu adorei a parte política. Eu ri com os seguranças confusos. Achei bacana a delicadeza toda como conduziram o filme, toda a história parecia uma extensão do Mandela simpático, de sorriso simples e de fala mansa do Morgan Freeman. Aquela vibe de “sofri muito e agora sou sábio e suave”. Amei aquele poema lindo.

O que estragou o filme, pra mim, foi o Rugby, rs.

Não sou muito de filmes que girem em torno de esportes, pela mesma forma que não sou muito de filmes de luta. Eu acabo prestando atenção em todas as partes, menos das de.. er..ação.

Sempre que namorado me massacra com mais um filme do Jackie Chan mais uma vez, eu fico pasmando em algum pernilongo voando pelo quarto enquanto o chinês quebra alguma mesa com as mãos ou whatever. Vai ver sofro de déficit de distúrbio de atenção específico de filmes quem tenham qualquer seqüência de mais de 5 minutos sem diálogo, haha!

Mas aí, voltando do cinema, comecei a ficar inconformada, né. Pô, uma coisa é não curtir alguns, outra é não curtir nenhum filme de esportes. Não sou tão sedentária assim. Tá, eu sou, mas impossível que meu cérebro também seja. Impossível não ter gostado de nenhum onde houvesse esforço físico coordenado.

E daí eu lembrei de um: Hooligans.

Quem aí já assistiu Hooligans?

Nunca nem tinha ouvido falar do filme, mas me lembro de alguém, há uns anos atrás, me falando suuuper entusiasticamente como o filme era bom.

- Mas eu não gosto de esportes.

- Aluga que é bom.

- Mas eu não gosto de filmes de esportes!

- Aluga que é BOM.

- Mas eu..

- FERNANDA, ALUGA LOGO ESSE FILME QUE EU TÔ DIZENDO QUE É BOM!

Bom, persuadida com tamanha delicadeza e – naturalmente -, um tanto quanto curiosa, aluguei. E putz cara, que filme bom!

Hooligans fala da história de Matt (Elijah Wood – mesma cara de coitado, better wardrobe), estudante de jornalismo que, depois de tomar a culpa por alguns riquinhos pegos usando drogas em sua universidade, é expulso e vai passar uns tempos com a irmã em Londres.

Ele não dorme nem uma noite na casa dela, pois no seu primeiro dia lá já conhece Pete, o irmão do cunhado.

Acontece que Pete é o líder da torcida organizada do West Ham United, time muuito ruim em campo.. mas com a torcida mais orgulhosa!

Durante todo o filme, Pete vai mostrando a Matt muitas coisas sobre o futebol, a relação dos ingleses com ele e – e essa, pra mim, foi a parte mais legal – porque os hooligans brigam.

Bom, os hooligans brigam… porque eles gostam. Não é porque eles odeiem os adversários. Eles simplesmente adoram brigar. A adrenalina, a emoção e a justiça da briga.

Sim, porque sabe qual a parte mais legal desse filme? É como, mesmo na brutalidade das brigas, eles falam de sentimentos nobres. Amizade, companheirismo, justiça. Mesmo fazendo uma coisa babaca como se acabar em um beco batendo num cara que você nem conhece e que, até onde você sabe, poderia ser um puta amigo seu, Hooligans passa uma baita idéia de dedicação. Amor incondicional.

A gente começa a assistir o filme achando que vai ver um monte de babaca se batendo e vai ficar 90 minutos torcendo o nariz pra isso, mas nos créditos, a gente já foi convertido. Acabamos o filme apaixonados.

E eu gostei desse filme porque nele o importante não é o esporte. Não são nem as brigas (bem realistas, por sinal, nada daquela coisa matrix-style-super-boring-subo-em-paredes-e-dou-loopings). É essa sensação que fica quando a gente desliga o dvd.

Sensação de que acabou de ver pessoas comprometidas com alguma coisa importante (mesmo que não seja importante pra gente), maior que elas, pessoas que não deixam dos seus pra trás, pessoas que entendem o valor de fazer algo juntos. E não é isso o mais legal do esporte?

Enfim, Invictus é um filme bom. Mas pra mim ele foi só isso: “bom”.

Apesar de se tratar de um filme que fala até de fatos com importância histórica (saída do Mandela da prisão em 1990 e tals), de ter todo um cuidado pra ser bem contado, eu não me emocionei assistindo a ele.

Fiquei com aquela sensação o tempo todo de que a parte realmente boa estava chegando. Mas, pra mim, não chegou.

Não me emocionei em Invictus, mas acho difícil não terminar Hooligans sem lágrimas nos olhos.

Ficadica!


Update rapidinho: relendo o meu post e conversando com a minha mãe, noto que eu escrevi o post de um jeito que faz parecer com que eu aprovo a violência gratuita dos Hooligans. Eu não aprovo, tá gente, e eu sei da vergonha que eles representam pra Inglaterra pelas atitudes, o que eu quis dizer é que apesar do intuito pelo qual eles são tão unidos ser vergonhoso, eu achei interessante a forma com que o filme foi contada. Mesmo na barbárie e brutalidade, eu consegui identificar algumas coisas bem legais, como esse companheirismo. E eu tô falando do filme, ficção, não da realidade deles.

Achei importante dizer isso, porque relendo agora parece que eu compactuo com violência gratuita e impensável.. e não é isso. Aliás, eu não contei o final do filme pra não estragar, mas ele mesmo conduz a um desfecho triste, mostrando que mesmo a gente podendo identificar alguns valores distorcidos nos integrantes da Green Street do filme, uma história desse tipo simplesmente não tem como ter um final feliz. Porque não tem como sair impune. E por isso eu não senti necessidade de me justificar, o filme meio que fala por mim.

Enfim, só pra esclarecer, porque acho que essa semana eu ando meio sem jeito pra escrever, as coisas não andam saindo bem como eu imagino! hahaha :)

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Posso falar uma coisa?

February 4, 2010

Ó, é o seguinte: eu tô de saco cheio de uns comentários idiotas que eu ando recebendo. Tanto no blog, como no twitter e no formspring.

Eu sei que tendo blog, ainda mais um que não é anônimo, a gente se expõe. Expõe não só o rosto, como as idéias, e vem gente de todo o tipo e de todo o canto comentar. Comentar coisas muito legais, e também falar umas porcarias.

Mas sabe, tem coisa que eu não mereço ouvir. E não precisa nem ser xingamento. Comentário que eu não gostei, falou comigo atravessado ou coisa do tipo, vai tomar um combo delete+block+spam. Adios.

“Ai, mas como você é imatura, vai bloquear quem não concorda com você?” Hmm.. é, mais ou menos.

A questão é que, mesmo ninguém tendo me pedido isso, eu sempre fui super paciente e educada por aqui. Mas quando não me tratavam da mesma forma, eu ficava mal. Bodiava do blog, ficava dias sem aparecer, sem saco de postar. Não respondia comentário grosso ou maldoso pra não ficar gerando polêmica e alimentando briga. Mas nem sempre dá pra encarnar o “o que vem debaixo não me atinge”. Tem hora que é highway my ass, entendeu?

Tem gente que pensa que porque a gente é blogueira, tem que aceitar tudo que nos dizem com um sorriso no rosto, mas o fato é que não dá pra agradar todo mundo. Não sei nem porque eu tentei.

E ter que engolir alguns sapos começou a me fazer mal, de verdade. Às vezes, só apagar o comentário mala não adianta. O negócio fica preso na garganta e a gente não responde pra não pagar de chata, grossa ou ofender alguém. Destoar.

E eu acho muito feio ser grossa com leitora, tratar mal, mas infelizmente, acho que tem momentos em que não tem muito o que fazer.

Então, vou fazer assim. Ocasionalmente, eu vou deixar de passar raiva quieta e responder uns comentários meio estressada.

E se pá, algumas pessoas não vão gostar, e fazer com que elas não voltem mais pra ler o blog. Paciência.

Eu até sou bem educada e bem gente boa, mas também sou grossa, também conto mentira, eu também falo palavrão, eu também sou chata, eu também sou impaciente e eu também faço coisa errada. E eu também fico de saco cheio. Até de leitora, às vezes, infelizmente. Sou gente como a gente, como vocês dizem. Em todos os sentidos.

Então, de verdade, cara. Se você não gosta do que eu escrevo no meu blog, sai fora. Se não gosta do que eu digo no twitter, me dá um unfollow. Só não vem me encher o saco, que ocasionalmente eu vou me irritar e encher o seu também. Eu não tenho que aturar merda de ninguém.

E eu sei que vocês odeiam esse tipo de post, e a maioria não merece a chateação. Mas infelizmente, como eu aprendi por aqui, nem sempre a gente lê o que a gente gosta.

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porque eu odeio o meu cartão 2 – a missão.

February 4, 2010

Terça-feira chegou uma cartinha:

“Prezada Fernanda,

Nós, do banco Filhos de Uma Cadela nos preocupamos muito com o seu bem-estar e segurança.

Por isso, gostaríamos de avisar que seu cartão de crédito foi bloqueado preventivamente. Para desbloqueá-lo e voltar a fazer uso normal do mesmo, basta entrar em contato conosco com seus dados em mãos.

Atenciosamente,

Nós do Banco Filhos de Uma Cadela”


Na quarta-feira, eu ligo.

- Gostaria de desbloquear meu cartão que foi bloqueado preventivamente, por favor.

- Senhora Dona Fééérnââândaaa, o carrrtão dai senhora infelishmentchy foi cancelado e um novo foi enviandoammmmm.

- Hmm.. certo. Alguma previsão de quando chega o novo?

- Ainda eshta semanammmm.

- Hmm.. obrigada.

Hoje minha mãe me avisa que o cartão chegou, realmente. Na casa dela. À 230 km de distância daqui. NO INTERIOR.

Ligo no cartão pra explicar que, de preferência, eu gostaria que um novo cartão fosse entregue AQUI, na minha casa, que fica no meu endereço, onde eu, coincidentemente… moro.

(Encarno a vó)

- Dona Fulana-vó-da-Fernanda, gostaria que a senhora me confirmasse seu RG, CPF, nome dos pais, endereço de cadastro e data de nascimento, por favor?

- Pois não (confirma 4892034902348 dados).

- Hmm.. aguarde só um momento, por gentileza.

- Tudo bem.

(5min depois)

- Aguarde só mais um momento, por gentileza.

- Sim…

(mais 5 min depois)

- Só mais um momento, por gentileza.

- …

(outros 5 min depois)

- Senhora Dona Fulana-vó-da-Fernanda, infelizmente a senhora me informou dados incorretos. Reveja esses dados e entre em contato novamente.

- Mas.. quais dados estão incorretos?

- Infelizmente não estou autorizada a passar essa informação. Reveja seus dados e entre em contato novamente.

- Ô BEM, FAZ MAIS DE UMA SEMANA QUE TODO DIA MINHA NETA ME CHAMA NO TELEFONE PRA CONFIRMAR DADOS, QUE O CARTÃO DELA FOI BLOQUEADO SEM MOTIVO E AGORA FOI ENTREGUE NO ENDEREÇO ERRADO! EU SOU A TITULAR DESSE CARTÃO E ESTOU COM TODOS OS DOCUMENTOS EM MÃOS, CONFIRMEI TUDO CORRETAMENTE, ENTÃO ME FAÇA O IMENSO FAVOR DE ME DIZER QUAIS DADOS ESTÃO INCORRETOS!!!

- Se a senhora é a titular, ligue com os dados corretos da próxima vez.

(Respira)

- Ô bem, qual é o seu nome?

- Aline.

- Aline de quê?

- Só Aline, senhora.

- Então, Aline, me explique como é que eu POSSO FAZER UMA RECLAMAÇÃO CONTRA VOCÊ SE NÃO TENHO SEU SOBRENOME???

- A senhora precisa apenas do meu nome, data e hora em que foi atendida.

- E pra qual telefone eu ligo??

- Ele está na fatura, senhora.

- Não, Aline, me passe você que eu não tenho a fatura aqui comigo.

- Senhora, a senhora já teve o atendimento prestado, favor retornar a ligação com seus dados corretos.

- Eu não fui atendida coisa nenhuma! Eu vou fazer uma reclamação! Esse atendimento é muito ruim! Me faça logo o favor de me passar esse telef..

TU TU TU TU TU TU TU

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!

*posição fetal*

42

Coisinhas.

February 3, 2010

Nossa, faz tipo eras que eu não posto algum look aqui, né?

Ai, essa vida solitária é uma desgraça, onde nunca tem ninguém pra gente chatear (”ow, tira uma foto aí de mim, vai”) pra poder nos ajudar a registrar a montação do dia.

Bom, logicamente que eu poderia comprar um tripé, que ia quebrar esse galho e pra quem eu não ia ter que ficar explicando o porque de ter que tirar foto só do short ou coisas do tipo.

Nossa, sou uma anta, não sei porque ainda não comprei um maldito tripé.

Enfim…! Acho que não sei começar nenhum post sem alguma introdução inútil, né? hahaha!

Sábado estava lá eu, no interior, me preparando pra bater uma perna básica com mamis, quando abro a minha mala meticulosamente feita baseada nas condições climáticas que me haviam sido fornecidas previamente e… fail.

Lógico que o tempo mudou, tava quente, mas não tava sol, mas não tava rachando de calor, mas não tava frio.. ai, enfim, aquela chatice que a gente nunca sabe o que vestir.

Depois de fuçar no guarda-roupa alheio e descobrir que eu tinha – felizmente – levado meu short novo na mala, saí assim:

lookBata de mamis com detalhe bacana no decote, sandália Sapatonline já conhecida por aqui, short boyfriend e colar. Saiu um lookzinho meio boho. Meio, eu acho. Realmente não tenho certeza.

Bom, good news! Achei finalmente um short boyfriend que ornasse tanto com o meu gosto, quanto com o meu bolso:

boy

Outro dia tava na Renner, arrastando o namorado as usual, eu entrei pra procurar umas calcinhas.

E quando eu digo que eu entrei SÓ pra comprar umas calcinhas, obviamente que acabei no provador com umas vinte peças em dez minutos. Obviamente.

E um dos achados daquele dia foi esse short super amigo, com essa lavagem clara bem bacana, que ficou legal no meu corpo e tava saindo por uns 60 reais.

Ou seja… EPIC WIN!!!!!!!!!!

hahahahah!

Foi realmente uma batalha achar um modelo desse short que não vestisse que nem um saco de batatas ou que não fosse uma bica inacreditável.

Então, fikdik: short boyfriend bonitão, preço amigo, lá na Renner.

IMG_4448 O colar da foto é Beleza, da Coleção Sensação. De mamis :)

Eu curto pra caramba esse colar porque acho que ele sai do lugar-comum de ser um colar de pérolas, sabe?

Acho que os elos dourados dão um toque mais despojado e a flor deixa ele com cara mais delicado..

Toda vez que eu vou pra São João eu roubo os colares dela e fico modelando eles o fim de semana inteiro, dando uma desculpa de ser garota propaganda só pra poder usar vários! hahaha!

Enfim, achei que combinou bem com o look..

Bom, esse mês eu fui suuper comportada com meu dinheiro. Ao invés de ficar gastando déi real quase todo dia em besteirinha e estar sempre sem grana pra comprar algo mais caro ou fazer um programa mais bacana, sosseguei e…. gastei todo meu dinheiro numa semana só! hahahah!

Calma, deixa eu explicar.

Eu tava precisando de um All Star vermelho (quase não uso tênis, tenho uns 3, se for muito!), só que eu queria um vermelho todo diferentoso e tals, não aquele meio escuro classicão.

Daí cacei, cacei e achei um lindão meio cereja na Augusta.

IMG_4504Muito amor

Putz, é tão bom encontrar o que a gente queria exatamente como a gente queria, né? Eu adoro.

E a visita na Renner me rendeu, além do short (e de, finalmente, um CONJUNTO de calcinha e sutiã), uma calcinha neon (!) e uma blusa do Mickey.

roupas

Ah, e falando em Mickey…

véio-+-hypeRessuscitei a tag! Uhuul! Hahaha!

Achei nem lembro aonde um reloginho que meu tio tinha me trazido da Disney uma vez, há taaaaaantas eras atrás que o bicho devia ficar largo até no meu pescoço.

Aí rolou todo um remember, me apiedei do pobre coitado esquecido na minha gaveta, mandei colocar uma bateria nova, trocar o vidro, a pulseira veiaca..

relogioLegal, né? Eu sempre sorrio quando olho os bracinhos do Mickey apontando as horas ;)

Gente, tô dizendo: velharias são o futuro.

Sacode essa naftalina, dá uma arrumada, empina o nariz e diz que é vintage. É nóis.

E, por último (já que esse post virou um gente-olha-só-isso desgovernado), mas não menos importante:

IMG_4507

Minha mãe inventa de fazer cada coisa diferente, cara. Ela tinha encafifado (nossa, primeira vez que escrevo isso na vida! haha) de aprender a fazer uns marcadores de página de orgimami, que nem precisam de costura.

Virou e mexeu tanto na net que achou onde ensinava, aprendeu e eu ganhei essa caixinha aí de cima, com vários pra chamar de meu!

Bem coloridinhos, feitos de chita ou de qualquer outro retalho bacana que tinha lá em casa dando sopa. Mas eles têm que ser engomados depois, pra ficarem durinhos.

livro

Ela disse que já fez um punhado pra eu poder perder à vontade e sempre ter um sobrando.. Hum. Realmente, minha mãe me conhece…rs

Achei bacana que ficam assim na orelha do livro, legal, né? E ela ainda passou perfuminho.

Ai mamis, sua fofa.

40

Sua inveja faz a minha fama… NOT!

February 1, 2010

Outro dia entrei no orkut (que acho que sofreu um derrame depois da invenção do twitter, ou só funciona na versão nova, porque benza deus, aquela joça não abre mais uma foto direito. Saudades da época que ele não ganhava donnut. Era menos imprestável) e, entre atualizações de fotos dos amigos e mil aplicativos de geral pulando na home, eu dei uma olhada nas minhas comunidades.

Quando eu ainda não tinha blog, nem flickr e chorava de saudades do ICQ – ou seja, eu era muito mais à toa -, eu ficava brincando de entrar em comunidades idiotas no orkut.

E todo mundo sabe que no no orkut, você é as suas comunidades** (português chorou agora, but you get what I mean).

Então, enquanto tinham sempre umas patys da minha classe com aquelas “Não me odeie por ser linda” e “VIPs do orkut”, eu tava lá nas “Galinhas não chupam halls” da vida.

Ou seja, eu exalava toda uma sensualidade e intelecto pelo meu orkut, como vocês podem ver.

E de todas as pessoas sem noção que tinham por lá, metaleiros com letras muito dumal no perfil, narcisistas compulsivos com 50 álbuns* de fotos eu-e-eu-de-novo, galera loka de rave que postava 4930483209582 fotos sem camisa chupando pirulito, o PIOR tipo de todos, a escória da humanidade, pra mim, sempre foram os invejados.

Cara, eu sempre odiei com todas as fibras do meu ser aquele povo que tinha todas as comunidades “Sua Inveja Faz a Minha Fama” e afins.

Eu odeio. Eu ODEIO. O-D-E-I-O.

Não só no orkut, como na vida.

Sempre tive uma birra do caramba com gente que fica pagando de invejado, de verdade. De tudo.

Ai, invejam meu namoro. Minhas amizades. Meu emprego.

As pedras no caminho ajudam a construir meu castelo. Me odeia, pega senha e entra na fila.

E sabe por quê isso me incomoda?

Porque todo invejado é chato. Chato pra caralho.

Fica mandando “beijos pra quem me odeia” e pedindo pra falarem “muito mal de mim, porque aumenta meu ibope”, e eu nunca entendi a lógica dessa palhaçada.

Não sei vocês, mas se eu sei que algum palhaço tá falando mal de mim, eu fico puta. Eu não dou sorrisinho, eu não mando beijos, eu quero é meter a mão na cara mesmo.

E aí chega esse estrupício, que chateia no twitter mandando mensagens no pior estilo “se a carapuça serviu”, que tem um nick “sou gostosa e vocês me odeiam” no msn, que senta na minha frente no ônibus e enche o meu saco contando no celular como todos trataram ela mal não sei aonde, mas que ela nem liga porque sabe que era inveja, e me irrita. Muito mesmo.

E sabe por quê? Porque a maioria das pessoas que tem alguma coisa que realmente merece ser invejada, geralmente ficam quietas. Ficam na deles. São discretos, inteligentes.

Mas only god knows why, existe um bando de animal com fetiche de ser odiado. E é isso que eu não entendo.

E o pior é que eu atraio esse povo do inferno. Sempre tem um no orkut. Twitter. Msn. Na minha classe. Me enchendo o saco num churrasco. Esse povo me persegue e fica sinvejando loucamente na minha frente, pro meu desgosto. Só fala disso. Me deixa louca. Quero morrer.

Portanto, seu infeliz, você que fica chateando o dia inteiro em todas as mídias sociais possíveis, pagando de gostoso pela festa fudida que você foi naquela balada muitoloka no fim de semana no nick do msn, se achando pela sua maravilhosa BMW conversível véia e BRANCA que você pegou num consórcio e não pode escolher a cor e se achando a última bolacha do pacote com a sua camiseta Puma do Stand Center, me faz um favor e DROP DEAD, Ô CARAMBA!!

E se você, por ventura, tem alguma coisa que eu realmente inveje, bom… tô te invejando daqui. Bem quietinha que é pra você não se achar. Viu?

*Aah, que saudade de quanto a gente só podia ter um álbum com 12 míseras fotos e tinha que tentar espremer todo mundo que era importante numa página só, né? “Uma com o meu irmão, uma com as minhas amigas, uma do namorado..”

**Claro, isso na época em que se podia ter o que se quisesse no orkut, tipo fotos queima-filme em fim de festa e comunidades do tipo “I hate my job”. Tempos tranquilos onde seu chefe não estava incluído digitalmente, te seguindo no orkut e sendo vizinho da sua fazenda virtual. Damn it.

49

Eventos!

February 1, 2010

Faz um tempinho que não posto nada sobre eventos por aqui, né?

Confesso que uma das coisas mais bacanas que tem em ter blog é ser chamada pra conhecer novidades e, de quebra, conhecer uma galera gente boa também! ;)

Outro dia fui então na Make Me Up!, aquela festa da qual eu falei pra vocês, lembram?

Bom, o lugar era bacana, drinks muito bom, set list do Dj muuuito bacana, só faltou.. gente! haha

Pois é, a festa foi boa, mas tava meio vazia, infelizmente!

Tipo, eu até entendo, né: festa de quinta-feira é fogo pra muita gente e também tem aquele fator de que-festa-é-essa-será-que-vou básico! hahaha!

makemeup

Mas eu fiquei bem afim de uma segunda edição, viu: saí de lá com as unhas pintadas (fui de Charlotte, da Impala, mas não resisti àquela manicure dando sopa no fim da festa e pedi pra ela passar o Andrômeda), feliz de ter visto a fofa da Camila do Unha Bonita (com um pé tooodo féxiom como dá pra ver aqui), a Camila do DIYforvixens e animada de ter conseguido a enorme façanha de ter visto a Jú pintar as unhas de verde (entendam: façanha já é a Ju pintar as unhas! haha) e a Bia ser maquiada e ainda ganhei esmaltes! Yay! :)

unhasAndrômeda, tchy dedjikay!


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Daí, semana passada rolou um evento da Bioxet pra conhecer um produto contra pêlos (como descrever isso de maneira cute e girlie? haha! ai gente, são pêlos, sorry).

Tipo, eu nunca tinha ouvido falar nessa marca, né. Fui encucada e sem saber o que esperar.

E de repente eu estava num salão bem grande de um hotel muuuito lindo (lindo mesmo, gente com trilha sonora no lobby e vibe toda sou-ryca-and-having-an-affair, sabem? hahaha), sentada numa mesa com o recém-conhecido Alan (Bleu Cerise) ouvindo a Fiorella apresentar muitos… turcos.

Tipo, manjam um evento exótico? É isso que eu fiquei pensando: “gente.. que coisa doida!”

Acontece que a Bioxet é uma empresa turca que está aportando aqui no Brasil com o “Creme Corporal para Redução de Pêlos”. O creme é formulado à partir de extratos herbais e promete ser uma solução definitiva pra pra qualquer lugar do corpo onde pêlos te chateiem. Qualquer pessoa, homem ou mulher, pode usar o produto, desde que ela tenha mais de 11 anos de idade.

Bom, mas posso falar qual foi a parte mais interessante do negócio?

Sim, eu fiquei muito interessada no creme (”pêlos” e “solução definitiva” na mesma frase: *olho brilha* *olho brilha* *olho brilha*), mas o mais bacana foi ver as diferenças culturais que tavam rolando por ali.

Desde os canapés servidos à língua completamente ininteligível (e muito, muito fascinante), tudo era diferente. E o que eu mais gostei de ver em primeira mão é como os turcos tratam o seu produto.

bioxet1

Devagar, fui notando que, além da presença do CEO da marca, empresários e da galera do marketing, também estavam lá câmeras da televisão turca registrando tudo. Na hora das perguntas, pra minha surpresa, a maioria das mãos que se levantavam eram de repórteres turcos. O próprio ministro da Indústria e Comércio da Turquia estava lá, prestigiando o lançamento de um único creminho!

E isso me fez pensar, cara. Me fez pensar em como eles mostravam comprometimento com o produto, orgulho daquilo que eles estavam apresentando, se comprometendo em trazer a própria imprensa do país pra cobrir tudo, até mesmo um ministro! Me fez pensar na mobilização que um cosmético, um simples cosmético causou num país. Eles mandaram imprensa pra cá pra poder televisionar o evento pra Turquia, trouxeram uma autoridade política.

Isso, sozinho, já me passou uma idéia enorme de credibilidade, sabem? Poxa, quando é que autoridades do Brasil iam se abalar pra algum país MUITO longe pra apresentar, tipos, um shampoo? ¬¬

Eu não sei se é inocência, eu não sei se é uma extrema confiança no que eles tão vendendo, mas isso me deixou muito intrigada pra experimentar! hahahah

Fora o próprio jeito como eles falaram da questão dos pêlos mesmo, ressaltando até os danos psicológicos (!) causados por eles, dava pra ver que o negócio lá é sério pros turcos! Legal ver uma questão cosmética levada de uma forma tão séria. Porque no país da bikini-wax, duvido que existam palestras falando sobre os danos emocionais que seus pêlos podem trazer! hahaha

Outra coisa que eles disseram é como é difícil obter aprovação da Anvisa pros produtos. Tipo, eu entendo que ela é um órgão super rígido e tals, que exige mil e uma testagens de tudo que entra e que isso é feito por motivos de segurança, mas acho que certas coisas são um exagero.

Várias linhas chegam aqui desfalcadas em produtos que não foram aprovados pra entrar no país. Não é a primeira vez que ouço um representante de alguma marca internacional reclamar disso, e acho mais ridículo ainda nesse caso. Porque tem muita coisa que várias marcas querem trazer pra cá, mas simplesmente não conseguem entrar no país! Entra o blush, não entra o rímel. #Comofas?

No mais, achei legal ver como os empresários da Biota (laboratório que fabrica o creme) deixaram claro que a Turquia é país interessadíssimo em investir no Brasil, mostrando um carinho enorme pela gente e se dizendo honrados de estarem aqui. Não é todo dia que se vê isso sendo dito e mostrado tão abertamente assim, né? Definitivamente, outra cultura!

Mas coisa mais maluca de todo o evento, com certeza, foi o fato de que eu sai sem fazer a menor IDÉIA de qual seja o extrato herbal do produto. Tipo, nem imagino, entendeu?

Morreram de perguntar e ninguém quis falar. Nin-guém falou!

E na embalagem só vem escrito “extrato-herbal”. Mas moço, e se eu for alérgica ao negócio? Como vou saber? Isso não viola alguma lei ou regra da Anvisa e tals?

Não, fia. Foi testado, é natural. É tipo isso que eles dizem.

Sabe aquela coisa de fórmula secreta nos desenhos? Poizé.

Ai, esses turcos. Entendo nada.

No fim, todos nós saímos de lá com as três versões já disponíveis no Brasil do creme (que deve custar entre R$90 e R$100): dois potes do facial (um pra pele oleosa e um pra pele seca) e uma bisnaga do corporal.

IMG_4489

E, como os resultados começam a aparecer apenas depois do terceiro mês, a galera da assessoria disse pra entrar em contato quando esses acabarem, pra gente poder ir pegando novos e testando por três meses, até dar o tempo de começar a surtir efeito. Bacana, né? :)

Desde aquele dia eu tô usando o corporal (o facial eu usei tipo.. uma vez! haha) e posso dizer que ele é bem gostoso! Tem um cheirinho super delícia e deixa a pele hidratadinha..

A instrução é passar no sentido contrário ao crescimento dos pêlos, com a pele limpa (pode passar creme, mas depois do Bioxet). Disseram não ter problema nenhum se expor ao sol com ele também.

O único porém que me desanimou nesse negócio é o fato de que você precisa retirar os pêlos antes, pela raíz, com pinça, depilação ou whatever.

Tipo, dá pra usar depois de passar gillete (as pessoas super odeiam quando eu falo de gillete! hahahahha) e sem retirar os pêlos, mas o efeito demora mais.

Enfim… usarei. E contarei.

Só não esperem fotos de antes e depois que eu preciso salvar (o pouco d’) a dignidade que me resta! hahahaha

PS: O melhor da história foi que, enquanto todo mundo tava querendo tirar foto com a Fiorella, Alan e eu demos uma de stalker pra tentar tirar uma foto com o Ministro turco! auehauehae

Não deu certo, mas valeu a tentativa… porque gente, estrela global emergente aqui tem de balde, mas ministro de país exótico não é todo dia que se vê, né! Beyjos, Nihat! MUAAH!

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Encontro Givenchy e Consultora Sack’s: o vídeo

January 28, 2010

Notem que quanto mais nervosa eu fico, mais a minha voz afina! hahaha!

16

porque eu odeio meu cartão.

January 27, 2010

Preciso dizer que eu estou nutrindo um óóódio mortal e absoluto pelo meu cartão de crédito neste exato momento.

Gente, é sério, eu odeio essa porcaria.

Tô eu no Pão de Açúcar (outro lixo na minha vida, que – go figure - tem 15 tipos diferentes de azeite mas onde eu nunca achei uma única lâmpada 60W), fazendo uma comprinha humirde depois do estágio, quando começa o drama. A atendente mal encarada de sombra azul metálica que por alguma razão parece profundamente ofendida por eu não ser cliente mais ou querer nota fiscal paulista, passa o cartão na maquininha. Uma vez. Duas vezes. Três. A porcaria não passou.

- Seeenhóóóra (senhora é o %$^$#^#, você é mais velha que eu), o cartão está dando “Não Aprovado”.

Quero morrer do mais profundo e intenso desgosto. Minha compra ridícula de dezoito contos não foi aprovada. Quero picar a desgraça. Derreter essa merda.

O cartão tá pago. Fatura chegou dia 4, vencia dia 10. Paguei dia 6. Eu lembro disso, sei até onde guardei o comprovante.

E se a porcaria não tiver limite pra eu comprar vinte reais, vou pedir dinheiro emprestado pro mendigo ali na porta.

Ou seja: tá tudo certo. E eu não sei por que essas situações luxo-dygnidade-ryqueza continuam acontecendo na minha vida.

Por quê, Ó MEU DEUS EU LHE PERGUNTO, você

colocou esse cartão filho de uma equina na minha

vida??????????

Porque essa porcaria de cartão vive bloqueando. Eu nunca vi.

É eu passar numa paralela da Oscar Freire que essa bicha já se borra toda dentro da carteira e não passa mais nem na farmácia. Não sei o que acontece, entendeu. Talvez ele tenha complexo de pobreza, talvez tenha medo de ver preços de 3 dígitos numa vitrine, só não compreendo a lógica complexa de porque a porra do meu cartão de crédito viver bloqueando à toa!!!!!

E aí eu chego em casa puta da vida, né, cansada de passar vergonha por mixaria e ver aquela cara de aiquecoisafeia que a mulher do caixa me lança enquanto eu procuro, mortificada, dinheiro na carteira.

Ligo na companhia do desgraçado e lógico, mais dor de cabeça. Porque eu sou adicional da minha vó, o que significa que eu sou uma infeliz que não pode resolver nada sem ela.

Pra tudo que acontece com essa porcaria, eles querem que eu chame a coitada de quase 90 anos, que não consegue escutar metade do que eles falam e o pouco que ouve, não entende direito e fica me perguntando.

Isso porque eu já expliquei mil vezes pra eles que ela não entende, falei que eu tenho os números de documentos dela em mãos, confirmo o que eles quiserem, mas não adianta: esse povo me odeia e quer me deixar louca.

E aí eu já enchi o saco, quero dar com a cabeça no espelho da sala, tacar o telefone longe.

Então, criei meu super sistema de enganar os idiotas do cartão de crédito: eu faço uma vozinha fina e digo que sou minha vó.

É isso mesmo, minto, meto o loko e me vingo na maldade. Confirmo todos os RGs e CPFs que quiserem, e depois tiro uma com a cara deles respondendo um “heeein??” à cada pergunta que a atendente já bem exasperada me faz. Já que é pra ser idosa, bora ser senil, então.

Porque cartão de crédito não é coisa de deus, entendeu. Eu me irritei desse tanto, passei vergonha no supermercado, confirmei 48958409854 dados, nome de pai, mãe, cachorro, tamanho de sutiã e BBB preferido da minha vó só pra descobrir - atenção, hein! - que esse lixo, que este encosto na minha vida, karma maldito está com a tarja magnética danificada!

Ou seja, a porcaria do cartão de crédito tá véio e uzfidumavaca resolvem que o jeito mais bacana de dizer “Dona Fernanda, estaremos enviando (sic) um novo para a senhora ainda esta semana” é bloqueando essa joça sem me avisar, me fazendo passar vergonha mais uma vez e ainda tendo que perder quase uma hora do meu dia já bastante sacal no telefone fingindo ser uma anciã pra descobrir essa coisa linda.

Com isso, só concluo que

escambo

Dá próxima vez vou pagar no débito.

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