Meeting Chanel…

January 24, 2012

Há algum – pouco – tempo, eu achava que ter qualquer algo da Chanel fosse algo super distante da minha realidade.

Quando a marca começou a ser vendida na Sack’s, achei interessante, mas um absurdo pagar R$120,00 num mísero batom.

Bom, não foi a primeira vez em que eu cuspi pra cair na testa quando, meses depois, lá estava eu escolhendo um Rouge Coco pelos swatches do Temptalia. Ok, o preço continuava sendo um impropério, mas eu estava profundamente chateada naquele dia e a possibilidade de me agradar com um mimo (detesto essa palavra, mas não consigo pensar num batom Chanel como outra coisa que não exatamente isso, rs) de uma das marcas mais famosas e clássicas – e a de pagar uma parcelitcha de dez reais – me pareceu uma idéia muito boa.

Mais de um ano depois, não me lembro porque estava chateada, as parcelas já acabaram, e meu fiel ‘Chintz’ continua firme e forte aqui, do lado do laptop enquanto escrevo esse post. Acompanhado por outros membros dessa família que eu não achei que fosse constituir tão cedo: uma mini família Chanel que mora na minha estante de makes, rs.

Alguns deles vocês já me viram usando nesse post aqui, e hoje eu resolvi passar todos!

A foto não tá muito boa… mas o resto ficou muito pior =P

Pele:

- Base Pro Lumière Professional Finish Makeup SPF 15 na cor ’20 Clair’, Chanel;

- Corretivo Dermacolor na cor ‘D-3′, Kryolan (gente!!!);

- Soleil Tan de Chanel Bronze Universel Embelisseur Effet Hâlé (de Orleans e Bragrança e Ornellas Borges), Chanel usado como blush;

- Poudre Douce na cor ’40 Lilas’, Chanel.

Olhos:

- Lápis Cromagraphic na cor ‘NW15/NC20′, MAC na linha d’água;

- Máscaras ‘Grow Luscious’ Waterproof, Revlon e ‘Hypnôse’, Lancôme (nhé).

Lábios:

- Rouge Coco na cor ‘Chintz’, Chanel

Bom, vamos por partes.

Depois do ‘Chintz’, o outro produto que adquiri foi a Pro Lumière quando vi a Babi Fonseca usando. Gente, era uma coisa sublime a pele daquela menina, simplesmente não conseguia me concentrar no menu quando fomos jantar juntas. Acho que perguntei umas quatro vezes o que é que ela estava usando e ela ria e me respondia que era a Pro Lumière.

Eu e a Jess descobrimos que vendia ela na Cosme-de e ficamos doidas: ela comprou um pó da marca; eu, a base de pele de seda.

Olha, sofremos horrores com essa compra, porque pegamos não só a greve dos nossos correios, mas descobrimos que os do Japão também estavam em greve!

Fechamos a compra em Agosto e só fui ver a minha base querida no comecinho de outubro. Mas chegou, isso é o que importa!

Bom, essa base é o seguinte: tem cobertura mediana, cobrindo um pouco, mas não totalmente, minhas manchinhas e ocasionais (leiam-se: eternas) espinhas; acabamento “semi-matte luminous” (pra mim, é mais dewy-glowy-pretty-rich-lady); um cheiro suave, mas bem gostoso. Não craquela, não fica com cobertura artificial, é bem linda de se ver no rosto. Se não fosse o fato de eu notar que ela deixa minha pele meio oleosa e não dura o dia todo.

A Babi mesma disse que não é uma base pra todos os dias, e não é mesmo. E não é porque a gente tem que economizar porque é cara, mas porque não vai bem com a minha pele se eu usar sempre mesmo. Não fica confortável em mim e acaba derretendo e pedindo muito por um pózinho, sabe? O que é atípico pra mim, já que minha área mais problema em se tratando de oleosidade são as bochechas.

Hoje, excepcionalmente, usei com um primer por baixo e achei que fez uma grande diferença. Não a usei por muito tempo, mas notei que estava praticamente a mesma coisa quando fui tirar, umas cinco horas depois.

Eu acho que quem tem a pele seca e/ou mais madura deve se dar muito bem com ela, porque dá um viço, um frescor que é uma coisa de louco. Talvez seja a minha cútis que não é Primeiro Mundo o suficiente pra essa base, quem sabe se eu respirasse ares europeus e comesse croissants de Paris, e não do Benjamin Abraão a coisa toda não funcionasse. Mas, por hora, é uma base bonita que eu vou usar com primer ou misturada com outra que “segure” mais a onda da Pro Lumière, e não me vejo comprando ela novamente, não. Ainda mais porque ando viciada em BB Creams, mas isso quero contar em outro post!

O Bronzer (Soleil Tan de Chanel) é um outro produto famoso, e preferido de um monte de gente. Mas, quem me convenceu a comprá-lo mesmo foi a Muhsine. Convenceu é pouco, acho que fui seduzida por toda malemolência turca/inglesa dela e pelo glow das maquiagens da desgraçada. Gente, sem condições aquela mulher, até quando a maquiagem quer ser brega (o que é raro), ela fica linda, e vivia usando o tal bronzer.

A embalagem dele é maravilhosa, e vem muuuuito produto (30g)! Acho que se você usá-lo todos os dias, mesmo assim ia demorar um tempão pra acabar.

Fiquei com medo da cor ser meio alaranjada, mas não é, e ainda tem partículas de brilho douradas beeem pequenininhas. A consistência é bem curiosa e um dos motivos pelos quais ele faz mais sucesso: ele é quase que aerado ao toque, mas é bem firminho, não sei explicar. O cheiro é como o da base, só que mais gostoso: bem leve, de coisa fina mesmo, sabe? Parece cheiro de algum creme, muito bom. Não dá pra sentir depois que aplicamos no rosto, o que é uma pena…

Gosto de usá-lo com o ‘Angled Top Kabuki F84′ da Sigma, que é um pincel mais firminho. Tentei com o 187, mas só fez sujeira e o resultado ficou esquisito. Sugiro algo bem firminho, tipo esse pincel, ou o kabuki da Bourjois, por exemplo, que também é bom.

Eu achei que a duração do ‘Soleil de Tan’ fosse melhor, pra ser bem sincera. Eu diria que é muito boa pra um blush/bronzer em creme, mas não se compara à duração do blush da Vult (em pó), por exemplo, que é o que mais dura na minha pele.

Se é o melhor bronze que já usei? Hum… could be. Não sou muito vivida nessa área, mas ele é um produto muito bom de usar, o acabamento é o mais natural e saudável possível, tanto pra fazer contorno quanto pra usar como blush. A meu ver, a única coisa “ruim” é o fato da embalagem ser tão grande, o que não facilita muito em viagens. Mas aí sou só eu sendo fresca! haha

O Poudre Douce é um produto fantástico! Foi, com certeza, minha melhor aquisição da Chanel.

Eu odeio pó, né, e esse é perfeito pra quem quer assentar a maquiagem sem ficar com o rosto, literalmente, empoeirado. Aliás, estou pensando em fazer um post de pós pra quem não gosta de pó, o que vocês acham?

Ele vem em várias tonalidades, e cada uma tem uma função: iluminar, neutralizar vermelhidão, ajudar a corrigir, etc.

Não me lembro exatamente o que faz o roxo – e nem tem esse tom no site da marca mais, miu -, mas comprei animada pela perspectiva de ser tipo um híbrido entre pó e iluminador, sabe? E acertei!

Ele faz bem isso que eu falei: assenta a maquiagem sem matificar, deixando um ar meio etéreo no rosto da gente. Gostei muito mesmo, ele é bem fino e o acabamento é delicado e diferente de qualquer outro pó que eu tenha usado.

Apesar dele ser lilás, é muuuito clarinho e com brilhos bem delicados, e não confere nenhum cor na pele da gente.

Esse eu compraria de novo com certeza, já que até o pincelzinho achatado dele quebra um belo galho na bolsa, fora o espelho giga.

O ‘Peregrina’ foi um presente de aniversário da querida Jess, e ele é tããão lindo, gente. ♥

É até bem parecido com o ‘Chintz’, mas numa versão puxando pro coral. São dois tons bem básicos e discretos, um batom bom pra sempre ter na bolsa e passar sem pensar muito no resto da make ou produção. Eu acho esses tons mais “de rica” do que os vermelhões, porque sempre parece tipo aquele make de estudo-na-FAAP, sabe? Hahahah

Tipo, pele iluminada e uma corzinha nos lábios. E essa “corzinha” é que é o tal, isso me inferniza muito, porque é algo tão discreto, que parece um pouco a boca da pessoa… mas não é.

Minha mãe não é muito fã, sempre que eu passo ela diz que não passei é nada, mas eu gosto muito, ainda mais que a minha boca é mais pigmentada do que eu gostaria, então acho que eles aparecem, sim. O ‘Peregrina’ tem um quê mais de verão, e o ‘Chintz’, pra mim, é atemporal.

Apesar de gostar muito das cores dos meus dois Rouge Coco, prefiro o acabamento do Rouge Allure, que eu tenho na cor ‘Darling’. A embalagem é mais legal, também, daquelas tipo do Duda Molinos (que eu sempre quis saber como era, porque não tenho nenhum batom da marca): de apertar o fundo, que “salta”.

O ‘Darling’ é… muito especial. Literalmente, meu queridinho. Eu achei um swatch no Temptalia que me deixou enlouquecida.

Obviamente que não fica nunca a mesma coisa em mim do que na Christine, mas mesmo assim ficou uma coisa divina. Olha, eu acho que ele, o ‘Hug Me’ e o ‘Hue’ são meus grandes amores. Eu também amo o ‘Snob’, mas esses três são diferentes. Em mim, o ‘Darling’ fica um rosinha meio cor de boca discreto. Ele tipo deixa a minha boca mais beijável, hahah! Batons de boa moça, todos.

A diferença dele pros outros dois Rouge Coco é que ele é mais  hidratante, desliza melhor nos lábios, fica com um acabamento semi-gloss bem bonito, e nem por isso deixa de colorir bem os lábios. Sinceramente, quem quiser investir em apenas um, recomendo que escolham alguma cor dos Rouge Allure, pois acho que ficam muito mais bonitos e são mais fáceis de passar.

Em resumo, compraria de novo, com toda certeza, tanto o Poudre Douce quanto o ‘Darling’. São dois produtos que valeram o investimento (mesmo que as parcelas na Sack’s ainda demorem um pouco a vencer, hahah), pois são realmente especiais. O batom acho que não é algo exatamente único, os glaze da MAC ou um da Sephora que eu também amo acho que tem efeitos parecidos, e talvez tenham cores similares. Mas, mesmo assim, o combo embalagem + perfume + cor + acabamento + fixação me fazem fiel.

O que eu achei muito legal foi perceber que a Chanel é ótima pra quem gosta de uma maquiagem tipo etérea, sabe? Os acabamentos são muito bons e interessantes, texturas que se adaptam bem à pele, nada parecendo artificial. Pra quem não gosta de pele matte estilo artificial-passei-pancake-neste-instante ou tem pele mais madura, que também sofre com makes que pesam ou marcam muito, deve gostar desses produtos.

Acho que compraria o bronzer de novo também, mas ainda preciso descobrir se um dia ele acaba, hahah!

Gente, vou ver se hoje ou amanhã, no mais tardar, respondo os comments do post passado! Ameeei, adoro quando vocês deixam uns bem giga, haha! E valeu pela solidariedade, é bom saber que não estou sozinha nessa angústia pós faculdade.

Sobre a formatura, é sábado! Agora mesmo vou sair correndo pra conferir se o lugar onde marquei de fazer cabelo não é uma biboca, e nem sei que penteado quero fazer ainda! Aceito sugestões! E, se der tempo, faço um post sobre isso, até pq quero treinar a make antes. Pode ser?

Ahhhhhh, e um PS muito especial, porque tô muito feliz: VOU NO SHOW DO LOS HERMANOS EM JUNHO!!! UHUL!1!!UM

Vem cá, Camelo, que eu puxo sua barba e vc me chama de Mallu!

Agora é sério, deixa eu correr lá e me certificar que não vão me deixar com pega-rapaz!

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Meryl Streep na Vogue americana e porque eu sou obcecada por ela

January 17, 2012

Uma vez, no meu falecido formspring, alguém me perguntou quem era minha atriz preferida.

A pergunta ficou lá, em banho maria, por semanas, e acho que acabei não respondendo. Se respondi, não lembro do que eu disse, que deve ter sido um nome qualquer, porque sou meio ruim de escolher preferidos, tipo minha banda preferida, meu filme preferido… Acho muita pressão e sempre me arrependo da resposta que eu dou.

E, depois, me toquei que eu era uma anta, porque não tinha me dado conta de que a minha atriz preferida é, e sempre foi, a Meryl Streep.

Hoje eu vi que ela saiu na capa da Vogue americana em dezembro (e vou caçar essa revista aqui pelas bancas da Paulista que nem craquenta enrolada no edredom na madrugada, se preciso for) e fiquei com muita vontade de postar o ensaio pra vocês – que tá demais de lindo – e tagarelar um pouco sobre ela também. Tem um link pra reportagem aqui, que tá muito boa.

Ela foi fotografada por Annie Leibovitz vestindo Michael Kors numa plantação de brócolis orgânico (hum, ok) na fazenda de Sol Flower, no norte de Nova York. O ensaio é curtinho, mas achei as fotos maravilhosas e com um ar bucólico de contos de fadas. Achei uma coisa meio personagem da Jane Austen, tanto pelo cenário, quanto pela, tipo…. aura dela, ou algo assim. Não sei explicar sem soar brega, mas ela sempre me passa um ar de serenidade e de força.

E também um ar de “sambo na sua cara de tão maravilhosa aos 60 anos e você aí já com celulite”.

Sobre o famoso e “pequeno meio-sorriso” misterioso e tranqüilo de Meryl, a repórter Vicki Woods diz que o adora, e conta que a atriz confessou ao diretor fashion da revista que não consegue sorrir e pensar ao mesmo tempo.

A entrevista foi feita em Washington, e eu gosto muito do estilo das matérias da Vogue (tanto a normal quanto a Teen, que eu inclusive assino, é tão fofa e baratinha) e Elle americanas. São muito interessantes, os repórteres contam a história de um jeito agradável, envolvente e muito despretensioso, não é afetado, tipo uma entrevista que eu li numa Cláudia do ano passado com a Christiane Torloni que tava tão insuportável que eu só cheguei ao final por puro masoquismo.

Há uma década, a atriz levanta a bandeira da causa verde, apoiando o consumo de comida orgânica e ecologicamente sustentável, sendo também acionista de uma comunidade de apoio aos agricultores, a CSA.

Streep está em Washington especialmente para posar para uma fotografia com outras mulheres influentes que apoiam a campanha para que o Museu Naciona da História da Mulher deixe de ser apenas um órgão virtual e ganhe uma sede física. Ela mesma chegou a doar um milhão de dólares para o projeto em 2010! A reportagem mostra a necessidade de existir esse museu, já que vai ser um marco literal da presença feminina nos Estados Unidos, e é importante que os fatos históricos sejam expostos na versão também das mulheres, já que “foram contados pelo outro time”, segundo a atriz. É bem legal ler a parte em que ela argumenta a favor do feminismo, não é terror terrorista e tem umas histórias bacanas.

Vicki diz que, aos 62 anos, a pele da Meryl é incrível e a descreve como “luminosamente pálida”, além de mais delicada do que em sua ilusão da atriz, já que a repórter a imaginava uma amazona aristocrata e imponente. Woods diz que a impressão é que não é só o sotaque dela que muda de filme pra filme, mas também, ela própria como um todo.

A última personagem interpretada pela atriz foi Margaret Thatcher, a primeira mulher a ser primeira-ministra britânica, no filme The Iron Lady, que tem esse nome por causa do apelido dado à Thatcher pelos russos, que era conhecida por “ter os olhos de Calígula e a boca de Marilyn Monroe”. O diretor disse que a escolha da atriz para o papel não foi apenas por sua força e versatilidade que a tornaram capaz de interpretar Margaret em várias idades diferentes (e olha que tinham considerado arranjar mais atrizes, mas Meryl acabou interpretando super bem a primeira-ministra dos 49 aos 80 anos), mas pelo fato de que ele considera Thatcher uma pessoa um pouco fria, e queria trazer um pouco mais de calor humano ao papel com a escolha da atriz.

Mary Louise “Meryl” Streep tem 62 anos de idade (nasceu em 22 de junho de 1949), 35 anos de carreira e mais de 50 filmes no currículo! Com 16 indicações para o Oscar (ganhou duas vezes o prêmio) e 26 para o Globo de Ouro (esse, ela ganhou oito vezes), foi a atriz com maior número de indicações da história. Nascida em New Jersey, tem descendência alemã, suíça, inglesa e irlandesa e mais uma mistureba distante.

Ela é muito famosa também sua habilidade de conseguir reproduzir sotaques de uma forma perfeita. Quando foi fazer o teste para o filme A Escolha de Sophia, queria o papel principal, mesmo o diretor o tendo escrito para outra atriz. Então, ela conseguiu uma cópia pirata do roteiro e se jogou – literalmente – no chão, aos pés do diretor, pedindo o papel. E acabou conseguindo! Disse que filmou a cena da escolha apenas uma vez, porque disse que não agüentaria repetí-la, já que era dolorosa e emocionalmente estafante (eu só conhecia o filme de nome, confesso que nunca li o livro, e fui procurar qual era a tal escolha da Sophia e quase chorei quando descobri).

Outra curiosidade é que ela foi noiva do ator John Cazale (o Fredo, de “O Poderoso Chefão”, lembram?) até ele falecer de câncer em 1978. No mesmo ano, ela se casou com o escultor Dom Gummer, com quem teve quatro filhos: três meninas (ambas são atrizes; Marnie Gummer , inclusive, faz uma promotora muito chatinha em “The Good Wife”) e um menino, que é músico.

Eu me lembro de ver filmes dela desde que eu era criança, que a minha mãe alugava. Sabe aquela história de que “não eram lançados tantos filmes e não se tinha tantos atores”? Pois é, e eu vi os dela muitas vezes.

Meus preferidos são A Morte Lhe Cai Bem, que eu até já falei aqui no blog, que é demais! Ela interpreta Madeline, uma atriz decadente que rouba o marido da Goldie Hawn (outra diva), que é interpretado pelo Bruce Willis. Eu sempre vou rir da parte em que ela cai da escada e fica toda torta, e acho que é um dos poucos filmes de comédia que eu me lembro de ter visto com o Bruce Willis.

O Casa dos Espíritos eu vi mil vezes quando tinha uns 11, 10 anos, acho. Eu lia o livro, eu revia o filme, e aí relia o livro de novo. Foi o primeiro livro que eu achei que teve um filme feito à altura, e mesmo a história sendo triste e forte, eu amava, amava tudo, especialmente a Clara e aquela casa imponente da fazenda. A Clara que a Meryl Streep interpreta é exatamente a que eu lia no livro: linda, etérea, infinitamente boa e completamente distante. Eu era fascinada por essa personagem. Eu sempre me perguntava o porque o “espíritos” do nome, que parece que o filme é de terror e, hoje, a impressão que fica é que é em parte por ela, porque, como a Isabel Allende mesma diz, parece que ela nunca fez parte desse mundo, que ela apenas foi “emprestada” à família até chegar o dia de voltar pro céu. Esse filme é muito bom, recomendo que quem não tiver assistido ainda, assista. Dá pra sentir o desespero do Esteban Trueba em nunca conseguir tê-la plenamente para si, e o Jeremy Irons também trabalha muito, muito bem.

Adaptação: foi o único filme com ela que eu realmente não gostei. Aliás, eu odieeeeeeei com toda as fibras do meu corpo, eu quis jogar a TV pela janela, eu quis ralar o DVD no ralador de tão ruim, de tão péssimo que foi essa bosta dessa merda de filme. A história é muito idiota, é tipo a história de um cara que não consegue terminar um livro e aí faz a história de um roteiro pra um filme dele não conseguindo terminar o livro. É tipo…. masoq? Pra ser sincera, nem sequer me lembro do papel dela nele, acho que minha mente bloqueou pra poupar meu psicológico, ao que sou grata.

Em O Diabo Veste Prada, eu simplesmente me esqueci de todos os outros papéis de boazinha ou de diva, porque nunca tinha visto ela interpretar realmente alguém malvada mesmo, nem parecia a mesma atriz, até fisicamente! Não sei explicar. Eu amo o filme, e toda vez que eu assisto, demora uns minutos até cair a ficha de que “Ahh mesmo, é a Meryl Streep nesse filme”.

Ok, retiro o que eu disse. Mamma Mia! também não foi uma coisa muito boa, na minha opinião. Achei meio heresia terem colocado ela pulando de macacão jeans como se fosse uma adolescente idiota, sabe. Até curto ela cantando, e confesso que gosto da parte do final onde todas estão com aquelas roupas loucas, mas fiquei bem decepcionada, achei o filme irritante, e olha que eu gosto de musicais (tirando Sweeney Todd, que me fez querer arrancar todos os cabelos com uma pinça velha, daquelas que fecha torto, sabe? Deus pai).

Julie & Julia eu achei muito, muito fofo. Me lembro nos extras de ver ela dizendo que teve que usar plataformas gigantes pra ficar do tamanho da verdadeira Julia Child e como ela e o Stanley Tucci riam disso, e que eles são ótimos amigos há anos. Sinceramente, gostei tanto que até cortaria a parte da Julie só pra ver mais da Meryl Streep como Julia, hahaha.

E, por fim, Simplesmente Complicado, que eu amo, amo, aaaamo demais. Amo tudo, amo a casa, amo a cozinha dela, os filhos, o genro, amo as roupas, amo a crise de meia idade por estar tendo um caso com um marido de meia idade, a trilha sonora, absolutamente tudo.

A verdade é que eu amo a Meryl Streep. Acho ela tão atemporal, clássica e admiro muito a capacidade de interpretar os personagens de uma forma verdadeira, assumindo a personalidade deles, mas sem perder a essência dela, essa magnitude que ela tem, e também a simplicidade, já que ela mostra a presença pelo talento e não de uma forma forçada.

Sabe tipo Suzana Vieira em “Senhora do Destino”? É o exato exemplo do jeito que eu odeio! Era tão forçado o fato dela ser o centro das atenções que parecia que alguém no Projac pagou uma dívida com ela escrevendo aquele roteiro. Iuc.

E ela me passa uma tranqüilidade, sabe, uma sensação de que nunca é tarde pra gente começar um projeto, uma nova paixão. E isso é reconfortante pra mim, ainda mais agora. Eu vi que me perguntaram no post passado como está a vida de pós-faculdade e, querem a verdade? Tá dando medo!

Tá dando medo porque tudo é uma correria, e porque eu não sinto esse momento como aquele em que eu deveria estar experimentando as coisas, aprendendo com meus erros pra poder fazer boas escolhas logo, logo. Com essa geração de trainees prodígios com 20 anos de idade, eu me sinto… velha.

Não sei explicar direito. Eu nunca repeti um ano, ou atrasei a faculdade por causa de uma DP, tô no tempo certo, mas existe essa cobrança de que deveria estar lá na frente, sabe? Profissionalmente, eu digo. Não sei se é com todo mundo ou se é uma coisa que São Paulo causa na gente, ou se é um sentimento só meu, mas o fato é que eu sinto como se agora mesmo já fosse tarde demais pra começar, e eu odeio esse sentimento, porque acho ele meio paralisante.

E lendo essa matéria e outras coisas interessantes sobre a Meryl Streep pela net, achei algumas coisas ótimas, tranquilizantes, de verdade.

Ela tinha 28 anos no seu primeiro filme, em 1977. Em 1989, quando fez 40 anos, ela disse pro marido que não sabia o que ia fazer, porque achou que a indústria cinematográfica tinha acabado pra ela. Nos anos seguintes, ela recebeu três ofertas para interpretar bruxas em filmes diferentes, e disse que lia nas entrelinhas que depois que uma mulher passa da idade reprodutiva, só podem serem vistas como, de alguma forma, “grotescas”. E, então, veio a oportunidade de fazer As Pontes de Madison, em 1995, e ela disse que o sucesso do filme se deu pelo fato de que, na platéia, estarem “suas garotas”, que a entendiam neste papel, independente de sua idade.

E, assim, ela tornou possível que mulheres de sua idade conseguissem interpretar papéis românticos, e que não tivessem que se contentar em interpretar velhas frígidas e amargas ou doces e engraçadas caducas. E, pior, coadjuvantes. Ela mudou um paradigma de como as mulheres eram vistas em Hollywood e fez papéis fortes depois disso, como Miranda Priesly, Julia Child e a querida Jane.

Meryl mesma diz que, em  1983, ano em que filmou Silkwood, “não poderia ter sido feito, não com uma atriz de 60 anos, um filme onde uma mulher escolhe entre o ex-marido e outro homem. Com uma atriz de 40 anos ele nunca teria sido feito!”

Nessa entrevista, ela diz ainda como sempre gostou e esteve intrigada por pessoas mais velhas, porque adorava a ideia de que, atrás deles, vive “todo trauma humano, todo drama, glória, piadas, amor”.

No fim, ela diz que deve ser, provavelmente, a pessoa mais velha a estrelar a capa da Vogue. E, se for, vou achar o máximo. Minha esperança é, sinceramente, olhar essa galera com essa idade e me acalmar, pensando em quanta coisa dá tempo de fazer na vida, não importa a hora que a gente comece, e que cada um tem seu tempo, suas escolhas, suas experiências, e que não dá pra gente ficar se comparando com os outros, já que isso nos impede de focarmos em nós mesmos e de sermos, um dia, tão incrivelmente fodas que nem ela!

 

 

Ah, eu dedico esse post à minha mamis, que adora a Meryl Streep também, à Dani, que é uma santa por me agüentar nas dúvidas sobre o Pixelmator e pro meu querido Luix, que ama a Cate Blanchet. Taí, Luix, essa é a minha Cate Blanchet. :)
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Resultado do Sorteio Lofty Style

January 16, 2012

Aê que o Google Docs não me faltou, hahaha!

E a ganhadora do sorteio foi a Ana Cláudia, parabéns! Estou te mandando e-mail agora, ok?

 

Obrigada por participarem :)

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Sobre o sorteio

January 9, 2012

Gente, aconteceu uma coisa super chata! A caixinha do Contest Machine, como vcs me avisaram, não estava aparecendo pra ninguém há dias, nem mesmo pra mim. :(

Tentei entrar em contato com a equipe do site pra poder resolver o problema, mas nada de me responderem, e não consegui… Então, sinto muito, mas precisarei fazer o sorteio de novo!

Dessa vez, vou fazer no formulário do Google Docs:

Fica valendo pra se inscrever até essa sexta, dia 13/01 (uuuh), e é a mesma coisa, basta preencher nome e e-mail nesse post, ok?

Agora vai!

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Must-Haves da ~H2o+

January 4, 2012
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Há uns meses atrás, a marca ~H2o+ fez um evento para divulgar sua entrada no mercado brasileiro e tive o prazer de participar. Os produtos, elaborados com ingredientes do fundo do mar, foram apresentados pelo Gerente de Desenvolvimento Global da marca, Jason Lown.

A ~H2o+ é uma empresa dos Estados Unidos, não testa em animais ou utilizam ingredientes de origem animal em seus produtos. A proposta é que seus produtos feitos à base de água e com elementos botânicos marinhos rivalizem com marcas nacionais como Boticário e Natura e também Clinique, oferecendo o diferencial de produtos de tratamento mais naturais e desenvolvidos com uma tecnologia que visa potencializar a eficácia dos componentes dos produtos, como extratos de plantas e minerais marinhos.

Meu post sobre os produtos é meio atrasadinho, mas tem duas colegas blogueiras que fizeram posts bem legais sobre o evento, a Cinthia e a Jess, caso queiram ler. :)

A marca tem um site brasileiro onde dá pra conhecer as linhas que serão vendidas por aqui, que são cinco de produtos faciais (Oasis, para hidratação livre de óleo; Aquafirm, sistema firmador avançado; SeaResults, anti-idade; Aqualibrium, cuidados diários e SeaClear, controle da oleosidade) e quatro para o corpo (Sea Marine, revitalizante; Sea Salt, purificante; Bath Basic, revigorante e Mãos e Pés, suavidade), além de produtos para os cabelos e presentes, produtos específicos para adolescentes, etc.

Na nossa goodie bag veio o kit ‘Sea Salt Must-Haves’.

Acho que o que eu mais gostei na marca é o fato dela ter kits de miniaturas! Como são mais salgadinhos do que os costumeiros kits de viagens (em torno de R$100 o de corpo & banho, chegando a R$120 o de produtos faciais), acho uma boa pra quem quiser conhecer a marca e fica com medo de investir em um produto só.

Esse kit contém…

Esfoliante, creme para as mãos e unhas, body gloss hidratante, sabonete líquido e manteiga corporal. Todos os produtos dessa linha tem um cheiro super fresquinho de “fui nadar”, sabe? Não sei explicar direito, mas é como se fosse, ao mesmo tempo, meio docinho e meio salgado. É muito gostoso e vários dos produtos deixam uma sensação refrescante bem gostosa.

O ‘Sea Salt Foaming Body Polish’ é um esfoliante eficaz, mas nem pedra gigante que arranha a pele e nem aqueles que nem fazem cócegas. A pele fica bem gostosa depois, porque ele tem óleo de amêndoas doces na composição, pra hidratar. No site, o esfoliante da linha tem outro nome, é ‘Skin Smoother’. Será que é o mesmo produto? Esse site é meio confuso.

O ‘Sea Salt Hand and Nail Cream’ fica na minha bolsa sempre, agora. Ele me lembra um pouco aquela manteiga da linha Pink da Granado, sabem? Só que o cheiro é mais suave, e a embalagem, mais prática. Essa embalagem boa de levar na bolsa tem pra vender avulsa nos quiosques da marca, o preço desse é R$9,00, se não me engano. Pouco produto rende e hidrata bastante, mas a mão não fica melada e o creme é absorvido rapidamente.

O ‘Sea Salt Hydrating Body Gloss’ era um produto que já tinha me animado porque tinha “gloss” no nome, então imaginei algo tipo um iluminador corporal. Ele é uma espécie de óleo em spray que hidrata a pele sem deixá-la melada pois, quando ele seca, fica com toque seco. A pele fica com um brilho discreto, e beeeem discreto mesmo, mas acho demais passar! É o produto que eu mais gosto, e o mais sensual seduction de todos os que experimentei, hahaha. O cheiro é o mesmo, bem fresco, e tem dia que eu saio do banho e passo só ele, nem perfume.

O ‘Sea Salt Body Wash’ é bom, até que rende bem legal, mas eu não ligo pra esse tipo de produto, então não fiquei impressionada. Os pontos positivos, pra mim, é que ele rende bastante e o cheiro de “brisa de oceano”, segundo a marca, deixa o box todo bem… sei lá, fresquinho. Mas não é nada que tenha feito com que eu me apaixonasse a ponto de comprar um full size, por exemplo.

E o ‘Sea Salt Body Butter’ é realmente uma manteiga. Da primeira vez que passei, achei que fosse como muitos cremes que já usei que tem esse “manteiga” aí só no nome, mas ele é muuuuito hidratante, muito mesmo! Do tipo que você vai tomar banho e sente o creme saindo, sabe? Por um lado, é muito bom, porque eu adoro manteigas, especialmente no inverno. Por outro, não me animo a passar muito no verão, porque fica um pouquinho pesado sim. Agora, nesse calor senegalês que é o sanjoanense, eu não me animo tirá-lo do armário, mas quando der uma refrescada, quero voltar a usar. Talvez compre um full size, vejamos o preço.

Na época do evento, a marca ainda não tinha aberto os quiosques que tinha prometido (os produtos vão estar à venda, inicialmente, nos shoppings Higienópolis, Paulista, Market Place, Iguatemi Alphaville e Center Norte. Quem não for de São Paulo, pode comprar pelo SAC – (11) 2808-6899 ou sac@h2oplus.com.br), mas algumas semanas depois eu achei pra vender no Eldorado!

Meu ‘Body Gloss’ precioso já tava quase no final, apesar de eu economizá-lo, e não resisti em comprar um em tamanho grande. Paguei acho que R$50,00, o que não é nenhuma bagatela em um produto pro corpo, na minha opinião, mas eu amo tanto ele e não tenho nada parecido, então me permiti.

Acabei levando também um outro kit de miniaturas que deixou eu e a Jess doidas no dia do lançamento, o ‘Skincare Must-Haves’!

Esse veio só com produtos pro rosto:

- o ‘Face Oasis Cleansing Water’ é uma coisa muito doida. A Jess tinha me dito que o Shu Uemura tem um produto parecido, mas não conhecia esse tipo de cleanser. Eu faço assim: passo ele na pele com a make mesmo e depois passo as mãos com um pouco de água pelo rosto, massageando, inclusive na região dos olhos. Ele fica com um aspecto meio “leitoso” e aí as instruções dizem pra ou remover com uma toalha, ou enxaguar. Eu gosto de pegar um baby whipe e ir tirando o produto, e só depois lavar o rosto. Dá um pouco de aflição porque escorre um pouco no processo, já que não tem a consistência de um sabonete facial comum, mas é bem legal e remove bem, viu! Não fez feio com rímel normal, só o à prova d’água que ele não conseguiu remover completamente.

- O ‘Dual-Action Eye Makeup Remover’ me decepcionou um pouco… Não é ruim, mas achei que fosse mais potente. Usei apenas algumas vezes, preciso voltar a usar, mas não foi nada “uaaaau”, não. Essa espuma de limpeza, por exemplo, é bem mais potente! A gente viu uma demonstração na hora com o Jason e foi de cair o queixo mesmo.

- O ‘Marine Toner’ é um tônico bem gentil com a pele. Estou usando um de pepino da Khiel’s pra pele sensível e o da ~H20+ é mais suave, sem deixar a pele ardendo, o que o outro faz em alguns dias, especialmente agora que eu ando tomando sol.

- O ‘Sea Mineral Scrub’ é um esfoliante que muito me agradou. Também é um produto “carinhoso” com a pele, haha. A consistência é boa, até parece fraco demais pra um esfoliante, mas a pele fica muito gostosa e lisinha. Adorei e, se não for muito caro, quero comprar um full size dele.

- Por fim, o ‘Oasis Mist’, que foi o principal motivo de eu ter comprado o kit! O site descreve ele como uma “água hidratante”, que na verdade seria algo pra energizar a pele limpa e prepará-la para o hidratante, além de ajudar na fixação da maquiagem. Achei que fosse algo tipo o ‘Fix +’ da MAC, que eu aaaaaaamo de paixão. Olha, não vou mentir, é um produto bom, a pele fica gostosa, mas não sinto o poder do da MAC, sabe? O ‘Fix +’ eu passo e é tipo “ohhhhhh, skin so happy, skin so gorgeous”, e esse não tem essa… “emoção”. Não sei explicar, mas a pele fica mais gostosa e até mais bonita com o da MAC. Aliás, uma época o meu hidratante facial acabou e, como eu tava sem dinheiro até pra comprar absorvente, fui usando ele de hidratante mesmo. Olha, minha pele ficou bonita, viu? E ele dá uma acalmada na pele também, é ótimo mesmo.

Esse é bom, tem vitaminas A, C e E na composição, entre outras coisas legais pro viço e elasticidade da pele, mas não tirou o posto do outro.

De todos os que experimentei, acho que compraria de novo o ‘Hidrating Body Gloss’ (compraria não, né, já até comprei), o ‘Sea Salt Hand and Nail Cream’ (mas essa embalagem mini mesmo, achei a grande grande demais e quero ele pra andar na bolsa mesmo), os esfoliantes de rosto e corpo (caso não sejam caros) e o ‘Face Oasis Cleansing Water’, porque ele me dá um pouco de aflição, mas é tão divertido, haha! Gostaria de investir nos hidratantes faciais da marca, pois muitos me pareceram bem fresquinhos e leves, sabe? Vejamos.

Em resumo, são produtos que eu adorei, e ainda tem muita coisa da marca que quero experimentar. Não teve nenhum que achei ruim, mas alguns não achei nada de especial e daria preferência pra um similar de outra marca que eu já conheço e gosto. O que curti foram os kits, ótimos pra gente experimentar várias coisas!

Seriam ótimas lembrancinhas, pena que R$100,00 não é preço de lembrancinha, né?

E por mais que eu tenha gostado dos kits, achei o corporal mais completo do que o facial. Tipo, o ‘Sea Salt’ tem produtos desde o banho até o pós, né, com hidratação e tudo mais. O ‘Skincare’ tem produtos legais, mas praticamente só voltados pra limpeza, né? Quero ver se tem um kit pro rosto que tenha tanto produtos pra limpar quanto pra hidratar a pele também.

Ah, e ~H2o+, faz uma loja online logo, vai!

PS: Ah, e sobre os preços, o site infelizmente não fala. :( No post da Cinthia tem algumas estimativas de valores, mas vários que eu queria saber, vou ver lá no quiosque mesmo…

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Sorteio Lofty Style

January 2, 2012

A loja Lofty Style está divulgando sua loja virtual e me presenteou com um vestido bem bonito! Eu não conhecia a marca, mas gostei do estilo das roupas do site, com uma coleção de verão cheia de rendas, vestidos longos, batas e muitas cores e flores.

Os preços eu achei bem honestos, acho que a peça mais cara que vi custava R$199,00, mas tem também muita coisa bacana mais em conta! Os vestidos foram as peças que mais gostei, em especial esses dois aqui e aqui.

A loja também tem um blog com looks das vendedoras e também de clientes, além de dicas de shows, makes e outras coisas interessantes.

Meu escolhido foi esse aqui:

 

Veio com uma eco bag linda de Natal e, pessoalmente, o coral é mais vivo, super verão!

Pra concorrer, é simples como em todos os outros sorteios por aqui: basta preencher seu nome e e-mail apenas uma vez no formulário. Só vale uma inscrição por e-mail e a promoção é válida apenas para moradores do Brasil (ou, caso more em outro país, você precisa ter um endereço no território nacional pra que a loja possa entregar). As inscrições vão até o dia 13 de Janeiro e dia 16/01 eu coloco o resultado, ok?

 

Boa sorte! :)

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Olá, 2012.

January 1, 2012

Gostar de ano novo, eu até que gosto; acho que existe um sentimento esperançoso com o fato de o calendário começar tudo de novo, nada vai ser igual, tudo pode acontecer e tudo mais. Mas festa de Reveillon eu acho um porre.

2011 foi bem intenso, não consigo decidir se pra melhor ou pra pior, mas de uma coisa eu tenho certeza: ô ano comprido!

Mesmo com vontade zero de tirar o pijama e levantar do sofá, resolvi me animar me arrumando.

Segue uma montagem com qualidade péssima, mas com amor!

A camisa equipment foi um achado na Renner, o short foi um achado numa promoção da Navarro, uma loja aqui de São João e o sapato da Santa Lola foi um achado na minha conta bancária: foi ótimo achar o dinheiro no extrato pra comprá-lo.

15 centímetros de salto não é algo assim que eu possa dizer que esteja acostumada, mas é tão lindo que uma eventual torção no tornozelo não terá sido em vão.

Na sexta-feira cortei o cabelo e foi o melhor corte em muito tempo, alguns anos, inclusive. Fui num salão bem simples aqui da cidade que minha mãe descobriu porque a colorista de lá é muito boa e marcou uma hora pra mim. Levei uma foto minha de 2009, ano do meu último corte feliz, e pedi que devolvesse ao meu cabelo já todo louco algumas camadas pra dar leveza e um comprimento decente de franja, já que a minha tinha passado do estágio de “entrar no olho e incomodar” pra “ficar que nem uma tripa sem vida escorrida perto da minha orelha”. Saí de lá sem tirar um dedo do comprimento e com as camadas viradas pra fora, numa escova modelada linda e cheia de volume. A cabeleireira era um amor, muito simpática e paguei vinte reais gente. Quase dei um abraço nela. Saí de lá sorrindo.

Daí ontem sequei e, como sou completamente incapaz de fazer aquela escova virando as pontas pra fora, tentei fazer com a chapinha. Prendi as camadas da frente no topo da cabeça com uma piranha e, quando soltei, ele ficou num ondulado bonito, sabe? Eu sempre passo mousse e creme pra pentear/óleo no cabelo molhado, acho que deixa com volume sem ficar armado e cheio de frizz, mas o corte ajudou e muito! Então, resolvi passar mais um pouco de mousse e dividi o cabelo em três “bolinhas” que prendi com piranhas. Quando soltei, ficou todo meio ondulado/cacheado. Prendi nas laterais com um grampinho de cada lado e pronto! Pra quem não sabe fazer babyliss, not too shabby, huh? :)

Na minha não-empolgação-empolgada, fiz as unhas das mãos e dos pés. ‘Facets of Fuchsia’ nos pés, ‘Quero Tudo’, um cromado da coleção de ano novo da Impala nas mãos.

Não sei descrever essa cor, mas eu vejo tipo um dourado “sujo”, sabe? Meio cinzento? É bonito porque é bem festivo, mas não é nível É o Tchan no Havaí de chegay. Gosto de esmalte assim, são tão fáceis de passar! Não tô mais no espírito de brilhos de virada do ano, mas tô com dozinha de tirar, rs.

Falando em brilhos, saquei da caixinha de capinhas uma do eBay que eu tenho há meses, mas que morro de preguiça de usar porque ela é do tipo que a gente quebra a unha pra tirar do iPhone depois.

Mas… não é linda?

E pra make também fiquei inspirada, tão inspirada que decidi fazer um olho com o glitter da Ruby Rose – vulgo “lenda urbana da maquiagem” – que eu comprei há um tempão e nunca tinha usado.

Esse é o ’09′, um chumbo meio arroxeado muuuuuuito lindo!

O resultado ficou assim (desculpem, mas não consegui tirar fotos muito boas, e as de olho fechado ficaram piores ainda!):

Não foi fácil, mas com muita paciência e fixador de sombras, até que curti o resultado. :)

Usei:

Rosto:

- Base ‘Pro Lumiére’, Chanel, na cor ’20 – Clair’

- Pigment ‘Vanilla’, MAC, como iluminador

- Corretivo ‘Healthy Mix’, Bourjois, na cor ’52 – Medium Radiance’

- ‘Erase Paste’, Benefit, na cor ’02 – Medium’

- Pó ‘Poudre Douce’, Chanel, na cor ’40 – Lilas’

- ‘Bronze Universel Soleil Tan de Chanel’ como blush

 

Olhos:

- ‘Eyeshadow Primer Potion’, Urban Decay

- Sombra ‘Set To Dance’, da palette ’6 Twists Of Tartan’ da MAC

- Sombra ’13′ da coleção antiga do Duda Molinos

- Curvex de 5 reais sem marca que comprei na Pele Morena aqui em SJ

- Rímeis ‘Fabulash’, da Revlon e ‘The Falsies’, da Maybelline

- Glitter ’09′ da Ruby Rose

- Sombra ‘Marrom 1′ da Natura Una pras sobrancelhas (junto com um rímel incolor da linha Essencial do Marcelo Beauty)

- Pigmento ‘Vanilla’, MAC pra iluminar o cantinho dos olhos

 

Boca:

- Batom ‘Rouge Coco’, Chanel, na cor ‘Chintz’

 

E é isso! Estou feliz de já estarmos em 2012, não tenho nem como duvidar que as coisas serão diferentes esse ano.

Já que o ano passado foi o último de faculdade, a expressão “esse é o primeiro ano do resto da sua vida” nunca me pareceu tão apropriada.

 

Feliz ano novo pra todas(os) nós! :)

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Cutie pie & cia.

December 29, 2011
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Esmaltes multichromes. Porque uma cor só é too mainstream.

É que nem a história dos holográficos. A Babi e a Jessica loucas e eu nunca nem tinha ouvido falar. :(

Mas não importa, mesmo rubinho-barrichelando na novidade, também caí de amores. Gosto dos multichromes porque acho que a gente já chegou no ponto da esquizofrenia dos esmaltes, entendeu. Agora não é mais “passo ‘Beijo’ ou ‘Nunca Fui Santa’?”, e sim “passo esse com nuances de amarelo, verde, dourado e azul ou esse que puxa pro rosa, dourado, roxo e verde escuro?”. Pra quê se restringir à uma só cor se a gente pode escolher qual efeito de drogas alucinógenas queremos nas nossas unhas?

Acho que o primeiro que eu tive foi o ‘Besouro’, da Risqué, que eu amei, por sinal. Daí falaram que ele parecia o ‘Space Cadet’ da Orly, e acabei achando também swatches do maravilhoso ‘Galaxy Girl’.

Não me aguentei e comprei os dois no eBay.

‘Space Cadet’ à esquerda…

…e ‘Galaxy Girl’ à direita.

Posso ser sincera? Não usei o ‘Space Cadet’ ainda. :X

O ‘Galaxy Girl’ chegou antes, e gente, ele é maravilhoso! Tem umas nuances azuladas e arroxeadas, sabe? Ele tem bastante brilho, mas não tipo glitter, sabe? Não sei explicar, mas são partículas de brilho mesmo, que é bonito, mas estranhei um pouco, já que o ‘Besouro’ tem um brilho, mas é uniforme, não são partículas destacadas. A decepção foi descobrir que esse da Orly é triste de cobrir a unha. Passo umas 3 ou 4 camadas pra dar conta, viu. Seca rápido, fica bonito com top coat por cima, mas a duração não é nada de espetacular, pior que a de alguns nacionais, inclusive. Pra tirar também é meio difícil. :(

Ok, vários contras, mas ele é um tom lindo e acho que único na minha coleção, e confesso que o frasco grande com o cabo emborrachado fazem uma vista, então mora no meu coração. Já o ‘Space Cadet’, não sei… achei uma versão meio baranga do ‘Besouro’, com esses brilhos. Mas preciso passar, vou dar uma chance.

Outro que é bem maravilhoso, mas um pooooooooorre pra aparecer, porque tem que passar camadas até a morte é o lindíssimo ‘Grape Going’, da Sally Hansen.

Praticamente roubei ele da Jess, já que fiquei com ele uns 3 meses e ela nem tinha usado! Amiga, desculpa!! Hahahah! Juro que só usei duas vezes!

E criei vergonha na cara e comprei um pra mim. Gostei do pincel que é chato e facilita a aplicação, mas a cobertura é uma piada. Acho que não tem como cobrir as unhas sem passar um mais escuro embaixo (usei o ‘Nicole’ da Impala, ficou lindo) ou ficar passando camadas só dele como se não houvesse amanhã. Tipo, mas cinco. Ou seis, vai saber.

Mas é maravilhoso, também pra quem gosta de azul-arroxeados ou algo nessa mistura. Lindo!

Na época, procurei um dupe nacional e achei o ‘Robert’, da Lorena, que não é igual, mas representa *bate duas vezes com o punho direito no coração*.

Eu acho que ele parece ter mais roxo/lilás e menos azul do que o da Sally Hansen, mas ainda não tive a oportunidade de usar pra fazer uma comparação nas unhas. Mas recomendo os esmaltes da Lorena, eles são tão lindos! E o roxinho da marca é o meu top coat preferido.

O ‘Disco’ da coleção ‘Sabrina Sato’ da Passe Nati tá na foto pra ilustrar alguns da marca que comprei há um tempinho, outra alternativa nacional bem bonita e de boa qualidade, na minha opinião, mas não sei se se encaixa na categoria multichrome.

E claro, alguns da coleção ‘Mari Moon’ da Hits!

Ganhei o ‘Artsy’ de presente (e esqueci de tirar foto dele, sorry!) e fiquei tão apaixonada que corri pra loja virtual da marca pra encomendar uns pra mim. Apesar deles serem multichromes com preços muito bons perto dos outros nacionais (tô sabendo que os da Mohda custam R$15,00 e os da Ludurana R$17,00, é isso?), achei que por R$8,50 o vidro e pela abundância da cestinha de esmaltes de casa, três tavam de bom tamanho.

Encomendei o ‘Trendy’, ‘Unconventional’ e o ‘Cutie Pie’ . O frete saiu por uns R$5,00 e chegou em uns 2 ou 3 dias.

O ‘Trendy’, nosso ‘Peridot’ nacional, infelizmente ficou cheio de bolinhas. :(

A cor é linda (bem CHEGAY-CHEGANDO-ESTOU-NO-PARAÍSO-QUE-ABUNDÂNCIA-MEU-IRMÃO, assim), mas não consegui fotografar bem os reflexos dourados, verde-azulados que ele tem, sorry.

Na foto, ficou meio que só um dourado puxado pro verde… e um monte de bolinhas. :(

Já o ‘Cutie Pie’… aaah, que alegria!

Desculpem tanta foto (e esses zoom meio doidos), mas não é lindo?! O ‘Unconventional’ ainda não usei, espero que não dê bolinhas, porque também é maravilhoso.

E, pra terminar, meu novo amor, que não é multichrome, mas que EU PRECISO MOSTRAR PRA VCS: ‘Facets of Fuchsia’, da Revlon (que eu comprei no eBay com esse vendedor aqui):

E um beijo pro meu querido ‘Beijo’, que foi meu esmalte preferido durante todo o meu colegial e praticamente o único na minha caixinha de esmaltes, na época em que só tinha acetona e meu alicate Mundial já sem corte. Foram bons anos juntos, mas tão cedo você não volta pras minhas unhas!

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Natal :)

December 25, 2011

Feliz Natal!

Um “Feliz Natal” mais contido e meio cansado enquanto escrevo de pijama (um conjuntinho short-alcinha de cetim azul que não sei quem colocou na minha gaveta, pra ser sincera, mas é tão fresquinho e folgado que nem me importei de não ter achado minha amada camiseta de “carnaval de 93 de Poços de Caldas”) na cadeira de balanço do quarto da minha mãe, que era propriedade do Floqui até ele decidir que não senta mais de jeito nenhum, então estou aproveitando pra balançar um pouco depois de uns 5 anos nela.

O Natal aqui foi tranqüilo, tirando a chuva e o fato de eu ter esquecido como minhas primas com o manequim 32 conseguem fazer com que eu me sinta uma velha gorda com seus mini-mini-vestidos, mesmo eu nem ter repetido a leitoa pururucada da minha avó, but it’s all good. :)

Aliás, falando em comida, a melhor parte mesmo foi ter feito varenikes com a minha mãe pra ceia ontem!

Passamos o dia todo na cozinha, nunca tinha aberto massa com rolo de torta (e, aliás, não posso dizer que tenha aberto muito, porque nem se eu mesma tivesse rolado em cima da massa teria dado efeito, como faz falta um cilindro nessas horas!) e nunca tínhamos feito a receita, mas ficou super parecida com a que comi na Z. Deli!

Todo mundo na casa da minha avó amou, fiquei tão feliz. :)

No começo, achei que estivessem sendo bonzinhos, mas depois que vi a Ná, minha prima mais estou-de-dieta-pra-sempre comendo seu quinto pastel no cantinho da cozinha, não tive dúvidas, haha.

A receita não é difícil, mas achei trabalhoso. Coitada da minha mãe, que ainda tinha feito dois pudins e um bolo pra levar. É muito amor, haha. ♥

No geral… foi muito bom.

O Floqui não gosta muito de Natal, ele fica nervoso. Já a gatinha dorme de babar o dia todo.

Pro bem ou pro mal, o interior nunca me pareceu tão interiorano. :)

Espero que tenham tido um Natal maravilhoso, junto com todo mundo que gostem e comendo muito. Afinal, o que economizei na leitoa… descontei no pudim. :P

Beijo!

PS: Amanhã termino de responder todos os comments do post passado, prometo! Obrigada por todos eles, pelo carinho e por várias coisas que vcs contaram sobre judaismo e etc que eu não sabia! Thanks! :)
PS2: Tô super trabalhada na tendência dos emotes nesse post, hahaha
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Voltei! :D

December 13, 2011

Weeeeeeeeeeeee!

Quinta passada foi o grande dia pra mim! Finalmente apresentei meu TCC e agora, oficialmente, não preciso ir mais à faculdade. Acabou, gente! :D

Confesso que falo isso com alívio e um pouco de tristeza também, porque é difícil pensar que não vou mais pra um lugar que foi meio minha casa por 5 anos, né? Normal pra todo mundo que se forma, imagino.

You’ll be very missed. 

Aliás, fico pensando que nunca fiz realmente um post sobre a faculdade, né? A gente tem nossa concepção do que deve ser cursar cada curso, um pequeno estereótipo de cada profissão, e o melhor conselho que eu já ouvi pra quem resolve fazer psicologia é:

Muitas vezes, as pessoas entram achando que vão conseguir se entender, e isso é a maior furada. Na verdade, acredito que é um dos cursos que gera mais crise e angústia na gente ao longo do percurso, porque muitas crenças e opiniões são colocadas em cheque, e conseguir separar o que é um julgamento nosso como indivíduo da nossa conduta como profissional é um exercício que pode ser, muitas vezes, bem doloroso. Se você quer se entender, faça terapia.

Nesses cinco anos, tive a oportunidade de estagiar na área de RH, clínica e hospitalar (e aí foi legal porque tive a experiência de trabalhar com os pacientes e, numa outra época, com os profissionais que cuidavam deles), além de alguns trabalhos curriculares de curta duração, e eu acho que aprendi muita coisa interessante, porque são áreas que envolvem formas diferentes de lidar com as pessoas, porque o seu propósito em cada uma delas é para um fim diferente.

Quando comecei o curso, aliás, não sabia de todas as possibilidades da psicologia atualmente. A gente muitas vezes só pensa em atuar na parte da clínica, mas existem outras áreas bem interessantes, como a psicologia forense, por exemplo, do esporte, do consumidor e até do trânsito.

No último ano, fazemos apenas estágios, e escolhi duas clínicas: de Psicoterapia Breve para Adultos e para Adolescentes.

Apesar de ter achado o estágio que fiz no hospital (lembram?) uma experiência bastante pesada, a clínica foi a que achei mais complexa. Tem muitas pessoas que acreditam “serem um pouquinho psicólogas”, porque dão conselhos pros amigos, ou então vão na manicure e “ela fala tanta coisa que me faz pensar”. Já ouvi muuuuito essas coisas.

Não que isso não tenha o seu valor, mas simplesmente não é psicoterapia, especialmente porque o que fazemos não é dar conselhos. Na clínica escola, principalmente, os atendimentos devem seguir um parâmetro bastante rígido de supervisão, porque cada linha de atendimento tem sua base, suas diretrizes e suas formas de atuação. Em resumo, tem aquela famosa frase de que “o psicólogo te mostra a porta, mas é você quem a atravessa”.

Eu comecei a fazer terapia no meio do semestre passado e vou falar que tem sido extremamente esclarecedor. É difícil, tá, é um processo complicado e até, em alguns momentos, doloroso da gente olhar pra si mesmo, mas faz a gente crescer. Não sou do tipo que acha que todas as pessoas da face da Terra precisam de terapia durante a vida toda, mas dificilmente alguém não vai passar por algum momento em que ela possa ajudar.

Terapia é uma coisa que nossos professores recomendam muito, ainda mais pra quem vai seguir a carreira na clínica, porque é muito importante conseguir separar o que é seu e o que é do seu paciente. Pode parecer que não acontece, mas a contra-transferência age de mansinho, e podemos ser pegos atuando nela sem perceber.

A lição mais importante que aprendi – e uma das mais difíceis, acreditem -, foi compreender que a pessoa mais importante da sala de atendimento não é você, e sim, o paciente. Isso é complicado, porque nessa nossa gana de jovens terapeutas, a gente pode acabar associando a nossa capacidade como profissional diretamente com a capacidade do nosso paciente de superar seus problemas e resolver suas questões. E, no entanto, nosso “real valor” realmente se mostra quando temos a capacidade é de compreender que cada um tem seu ritmo e sua disponibilidade de lidar com as coisas. A resistência frustra, claro, mas ela também é um dado do atendimento e pode ser interpretada pra entender melhor o paciente.

Aprendi isso com supervisores maravilhosos e textos muito interessantes que nos ajudam a nos tornar pessoas que querem entender pessoas, na sua própria esfera, no seu próprio modo de agir. E é importante respeitar isso. Psicóticos precisam de um atendimento diferente de neuróticos, por exemplo, senão a terapia não cumpre seus objetivos e pode até fazer mais mal do que bem. A psicologia precisa se preocupar em não generalizar e em distinguir particularidades de algo que faça parte de um adoecer. E é difícil aceitar, but sometimes a cigar is just a cigar.

Acho que o que eu posso falar sobre a faculdade é que eu aprendi que preciso aprender ainda muitas coisas (“só sei que nada sei” feelings, brega, eu sei, haha! Mas é a verdade); que aceitar que o narcisismo que todos temos é algo que sim, existe, é o primeiro passo para lidar com ele. Nossas falsas certezas são desmanchadas para que novas possam ser construídas, porque aprendemos que aquilo que não pode ser questionado é o que há de mais questionável, pois qual o real valor de uma verdade absoluta?

Aprendi, principalmente, que somos humanos que sentem o que nossos pacientes sentem, e a saída para esse trabalho não é perder a humanidade e procurar a distância, e sim, que para ajudar o outro é preciso entender bem a si mesmo. Não adianta, psicologia clínica é uma coisa que vai mexer muito com a gente, é muito próximo que em outras áreas/profissões, e a gente tem que aprender a lidar com isso. :)

E sobre o meu TCC, o famoso trabalho de conclusão de curso que eu amaldiçoei em tantas redes sociais…rs

Bom, como eu já falei aqui algumas vezes, eu adoro Judaísmo. Na verdade, eu adoro estudar religiões, porque acho muito interessante  não só a parte cultural e da crença, mas também as implicações políticas e a influência que elas têm nas pessoas, ainda mais numa época em que existem tantos paliativos para a crença em algo (taí o consumismo que pode se encaixar perfeitamente como um deles, em alguns casos). Isso fora os extremos como guerras santas e afins, que também são bem dignos de estudo, né? Eu não sou judia, eu sou de família católica, mas não sou praticante, mas religiões, especialmente as mais antigas, são um tópico que eu acho muito interessante, já que conhecer o que aconteceu no passado de muitas civilizações faz com que a gente consiga entender o contexto atual delas. Acontece que religião é uma coisa difícil de se discutir, e todo o cuidado é pouco na hora de fazer isso.

E o Judaísmo é a religião monoteísta mais antiga, e uma das que se mostra com uma das maiores preocupações em manter a cultura deles presente, e olha que ela é milenar e com muitas especificações.

Comecei a ler alguns livros que achei na biblioteca da faculdade sobre o assunto e meu interesse foi crescendo à medida que eu ia conhecendo a história e, sem entrar na questão do valor de fé nesse Deus ou em Outro, ou da supremacia de uma religião sob qualquer outra, encontrei um material que eu achei muito legal pra poder fazer o meu trabalho.

Eu comecei a ler e perceber que existe uma dificuldade em delimitar o Judaísmo, que não pode ser compreendido apenas como uma religião, e cada vez foi me parecendo mais e mais presente na vida dos judeus. E aí, eu quis tentar entender qual será que seria a influência dessa presença na vida dessas pessoas.

O “Antologia Judaica” é muito interessante, é um livro que foi feito por dois caras que não são judeus e nasceu de uma palestra chamada “o problema judaico visto por um não-judeu”, que era meio o que eu tava fazendo, né? E mostra muito da cultura, tem muitas produções literárias, poemas, faz uma contextualização bem legal dessa parte cultural. Eu usei também um livro do Sartre que eu não coloquei na montagem chamado “A Questão Judaica”, que é um livro que ele escreve num momento em que a França estava com uma atmosfera bem anti-semita, e, apesar dele não ser judeu, ele faz tipo uma defesa super apaixonada da necessidade das pessoas de refletirem sobre as razões do anti-judaísmo. E esse livro é muuuuito legal, porque ele vai explicando o anti-semita e eu acho que é muito importante entender o anti-semitismo pra entender também as conseqüências disso no Judaísmo. Esse artigo aqui é curtinho, mas explica esse livro do Sartre de um jeito muito interessante mesmo, mostra o perfil do preconceituoso e discute, até, as origens do preconceito e o fato de que ele diz muito mais sobre a pessoa que sente do que sobre o alvo do preconceito propriamente dito (isso, em psicologia, pode recair num conceito chamado “projeção”).

Mas o livro maaaaais legal de tooooodos que eu li foi um chamado “A Angústia dos Judeus: A História do Anti-semitismo”, que é de um cara chamado Edward Flannery, que foi muito foda! Ele foi um padre católico que quis escrever esse livro pra falar dos perigos de permitirem o preconceito e a perseguição, independente de contra quem for, e pegou os judeus como exemplo. Daí, ele vai fazendo uma contextualização, contando sobre o anti-semitismo (que surgiu muuuuito antes da Segunda Guerra) e sobre as conseqüências dele pros judeus. Além dele ser um historiador muito preciso e ter feito um trabalho super caprichado, eu achei a imparcialidade dele muito importante, já que ele não puxa a sardinha nem pro Judaísmo, nem pro Cristianismo, e mostra os erros das duas religiões ao longo da história, sem martirizar ninguém.

Eu achei interessante demais pelo fato de que o objetivo dele é expor tudo isso pra evitar que um segundo holocausto ocorra, seja com quem for, e não apenas por motivos religiosos.

Muro pichado perto da Av. Consolação mostrando a intolerância resiste…

Sobre isso, tem um outro texto que eu acho ótimo, que dá pra ler aqui, e que também mostra a importância de conhecer os fatos pra não permitir que eles se repitam.

Esse livro do Flannery é demais, eu realmente recomendo pra quem goste de história, independente da escolha religiosa. Até pra quem é católico ele é muito interessante pra entender o início da religião. Eu tive a incrível sorte de achar um exemplar desses na biblioteca da faculdade. Só tinha um, infelizmente, e aí só consegui achar pra vender na Estante Virtual e acabei comprando dois, um pra mim e outro pra doar pra biblioteca. :)

Acho que o que eu achei mais interessante em tudo que eu li e aprendi sobre esse tema foi a questão das escolhas, que existe a escolha de ser resiliente e também a escolha de ser intolerante e, no fim, qualquer uma dessas escolhas reflete inteiramente quem você é.

Eu fiquei muito feliz em poder ter feito o trabalho de um jeito que era o que eu queria mesmo, apesar de não ter tido tempo pra colocar muitas coisas. Existe muita informação sobre esse tema e, quem sabe um dia, depois de estudar muito e também de amadurecer em relação ao assunto, eu não possa dar continuidade com um artigo ou, quem sabe, um livro. :)

Ah, e só uma curiosidade.

Minha mãe contou que levou muito meu irmão num restaurante judaico chamado Z. Deli aqui em São Paulo quando ele era criança, e ela sempre me dizia como a comida judaica é gostosa, que era pra eu ir experimentar um dia quando tivesse oportunidade. O Z. Deli ainda existe, e fui almoçar lá há alguns meses!

Estes “pastéis” são os vanerikes, feitos com batata e cebola, são divinos! E do lado tem polpetones de gergelim com molho de mostarda e coalhada seca. Achei tudo muito gostoso, com um tempero muito bom e diferente, lembra um pouco a comida árabe ou libanesa (aliás, tem um restaurante libanês DIVINO ali perto do Metrô Paraíso, chamado Halim), pena que é meio caro comer lá. Pra almoços especiais, hahaha.

Gostei tanto que comprei um livro de culinária judaica que achei na Livraria Cultura e quero testar fazer meus próprios varenikes agora nas férias!

E… é isso! Hahaha!

E agora tenho 24 anos, estou formada, e é isso que andei aprontando. Sei que nunca postei nada do tipo aqui, mas o blog é muito especial pra mim, os comentários que recebo me trazem muita alegria e é muito bom saber que existe um espacinho meu aqui na internet onde posso falar do que gosto/penso/não gosto/quero e saber a opinião de pessoas que também gostam desse espaço. Eu sei que o Pimenta não é um blog onde eu ensino combinações de roupas e tendências (não que eu esteja ofendendo quem faz isso, ok?), mas acho interessante que meio que só lê quem gosta do que eu escrevo aqui ou do jeito que eu escrevo, né? Porque, no fim, ele é mesmo um blog sobre mim, e é bom saber que tem pessoas que lêem meus posts verborrágicos e escrevem comentários igualmente enormes, e me recomendam livros, filmes, sorvetes, blushes, comentam minhas opiniões e sugestões, enfim.

E é isso!

E vocês… o que me contam? hahahah

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